Tributo a Nahuel Moreno no ato de despedida | Correo Internacional. Pedro Fuentes, Ernesto González, José Páez, Mandel e Hugo Blanco

O Portal de la Izquierda, como parte das homenagens aos 30 anos da morte de Nahuel Moreno, pública em português parte da revista Correo Internacional de 1987 dedicada a Hugo Miguel Bressano (Moreno). Uma edição histórica. Todavia, o conteúdo que está em seu interior é balizado no período onde a corrente morenista era unificada ao redor da Liga Internacional dos Trabalhadores (LIT) e de suas organizações de combate, como o MAS argentino e a Convergência Socialista no Brasil. A partir de 1992 a LIT se fragmentou e deixou de ser a internacional comum de todos os agrupamentos que se reivindicam da tradição morenista. Contudo, reafirmamos, nossa origem histórica e nossas raízes políticas estão na corrente trotskista fundada por Nahuel Moreno na década de 40 na Argentina. Sua prática revolucionária, sua tradição e suas elaborações foram e são ponto fundamental de nossa construção e elaboração. Esta tradição é, para nós, a mais rica do trotskismo latino-americano, caracterizada por sua militância aguerrida e seus partidos de combate e sua paixão por aproveitar as oportunidades, assim como a audácia na elaboração teórica e política de seu dirigente mais importante: Nahuel Moreno. Boa Leitura.

Tributo a Nahuel Moreno no ato de despedida | Correo Internacional.

Pedro Fuentes, Ernesto González, José Páez, Mandel e Hugo Blanco

Transcrição: Stefany Eva

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Pedro Fuentes (Alberto Pujals): “Todos demos um passo à frente”

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Pedro Fuentes (Alberto Pujals). 1987.

Em nome do comitê executivo do MAS, nos despedimos de Nahuel Moreno, de Hugo, nosso companheiro mais querido e respeitado.

Perdemos nosso dirigente: o inspirador da liga internacional dos trabalhadores (Quarta Internacional), do MAS e de vinte partidos revolucionários do mundo.

Estamos nos despedindo de quem, durante 45 anos e até este trágico sábado, foi nosso dirigente.

 

A morte deteve, finalmente, seu coração fatigado, quando preparava os próximos congressos da Internacional e do MAS.

Estamos nos despedindo de quem, entre nós, passou pelas maiores provas da luta de classes. Ele fundou ou assessorou sindicatos como o têxtil e o dos frigoríficos. Ele dirigiu greves imensas, como a metalúrgica de 56, e seguiu passo a passo a luta de massas de todo o mundo. Disso tirou conclusões teóricas e práticas, transcritas em milhares de folhas de papel, que farão, seguramente, que suas obras completas sejam as mais volumosas. Porém, ele não se limitou a isso. Em vários processos revolucionários e lutas operárias e populares de outros países, pôde intervir direta e pessoalmente.  Esteve em Cuzco nos anos 60, quando os camponeses peruanos ocupavam terra se estabeleciam o duplo poder nos v ales. Impulsionou a Brigada Simón Bolívar para lutar na revolução nicaraguense.

Estamos nos despedindo do mestre de todos nós. Mestre por seus cursos, seus livros, documentos e, sobretudo, por sua paixão revolucionária e sua confiança na classe operária.

E, como dizia Luiz, não só nos despedimos deste grande líder do movimento operário mundial, mas também do homem alegre e afetuoso, que sempre encontrou tempo para ocupar-se dos problemas de cada companheiro, aconselhando-o, alentando-o e ajudando-o.

Estamos chorando a perda do íntimo amigo e camarada que todos os que militaram com ele conheceram.

Mas a direção do partido convocou este ato não só para abraçarmo-nos n a dor e render homenagem a Moreno, mas para refletir sobre as implicações desta perda irreparável e como seguir adiante.

Neste sábado a história nos colocou um enorme desafio: podemos, a Liga Internacional dos Trabalhadores (Quarta Internacional) e o MAS, continuar adiante apesar do vazio deixado por Moreno?

Nestas horas transcorridas desde sua morte, temos sentido a força do partido. A sentimos quando no domingo, os militantes saíam para informar a trágica notícia e se organizavam nas sedes.

Esta força se expressa desde então em um clamor unânime. Este clamor nos grita: Cerremos os punhos! Apertemos os dentes! Continuemos marchando com a Quarta Internacional e o MAS.

A esse desafio e a esse clamor, nós, também, com o coração queimando, com a dor que nos envolve, dizemos: SIM! Continuaremos marchando!

Porém, temos que enfrentar esse desafio com a cabeça fria, sabendo o que significará a ausência de Moreno. Companheiros: Quem é que perdemos e o que nos resta com sua morte? Somos um exército que perdeu seu melhor general. Restam os oficias, suboficiais e soldados que ele formou. E também seus ensinamentos.

Somos os construtores de um edifício não concluído, que perderam seu melhor arquiteto. Ficam os planos, os alicerces e as paredes já erguidas.

Os planos que Moreno nos deixou são grandiosos. São a teoria e o programa para a revolução socialista mundial. Moreno os recolheu de Marx, Engels, Lenin e Trotsky. Durante décadas, durante a longa noite da traição e das mentiras do stalinismo e das burocracias, Moreno defendeu essa tradição revolucionária e a enriqueceu com as experiências das novas revoluções.

A nós companheiros, fica essa bandeira sem manchas.

Os alicerces que Moreno nos deixa são de granito. São a Liga Internacional dos Trabalhadores (Quarta Internacional) e o MAS.  Suportamos desde os massacres do fascismo até as consequências de nossos erros e de nossa inexperiência. São alicerces quase que indestrutíveis porque Moreno educou milhares de quadros como nós em todo o mundo. Ele nos ensinou que o partido se constrói na classe operária, confiando nela, apoiando suas lutas, metidos nela e sustentando nosso programa.

Será difícil, para não dizer impossível, que a burguesia e a burocracia possam quebrar nossos alicerces. Moreno os fez de granito desde 1945, quando levou o trotskismo argentino para a greve do frigorífico Anglo-Ciabasa.

Desde então, somos uma parte inseparável da classe operária. E por isso hoje estamos fortes nela. A burocracia sindical, que se mantém por cima, suspensa na cúpula, vive preocupada pela ameaça do MAS. Que está embaixo, nas fábricas, junto aos lutadores, com os quais temos começado a impor o método das assembléias e da democracia sindical.

E também as paredes que se levantam com esses planos e sobre esses alicerces são daquelas que não caem. Nem os exploradores nem o presidente da Nação escondem sua ira e seu nervosismo, em seus discursos, contra a fortaleza do nosso partido.

É que o material de nossas paredes tem uma fórmula que também nos deixou Moreno. É a maneira de funcionar de nossa organização.

Se Moreno foi grande por seus planos e alicerces do edifício que construímos, talvez seja mais pelo regime interno que sustentou no partido.

Apesar de ter uma personalidade marcante, o partido que fez não é personalista. Moreno nos ensinou que o mais importante que temos são as equipes, a reunião regular dos organismos, a livre discussão interna, as votações e, depois, atuarmos todos juntos, como um só homem.

E Moreno nos ensinou outra coisa importante: que os lutadores operários e revolucionários somos irmãos. Por sua luta implacável contra a falsificação, os métodos de calúnia e de ataques pessoais impostos pela burocracia. Foi uma constante em sua vida o pedido de um tratamento fraternal e respeitoso entre os lutadores. Para Moreno foi uma questão de princípios, escrupulosamente respeitada nas discussões políticas duríssimas do movimento trotskista e de nossos partidos.

Este edifício começado é o que nos deixa Moreno. Poderemos, seus discípulos e colaboradores, poderá a LUT e o MAS continuar a obra sem o arquiteto? Poderemos manter-nos fiéis a seus planos?

Perdemos Moreno quando se abrem perspectivas imensas aos revolucionários em todos os países. Basta girar o globo terrestre para ver que, inclusive onde não há partidos trotskistas. A realidade é trotskista, porque a crise e a revolução avançam. Perdemos Moreno quando novamente os trabalhadores da Europa e unem às lutas da América Central, Cone do sul, África e Oriente Médio. Perdemos Moreno quando as lutas européias mais importantes, a dos ferroviários e dos estudantes franceses, são dirigidas por quadros trotskistas. Perdemos Moreno quando o enorme freio que são os aparatos burocráticos se descompõem. Quando na URSS e na China, como ontem na Polônia, se agita a bandeira da democracia operária.

Se as lutas dos últimos 45 anos forjaram um grande dirigente como Moreno, nosso método marxista nos permite prognosticar que as lutas crescentes que estão em curso e as que se avizinham, forjarão outros grandes revolucionários. Isso também nos ensinou Moreno.

Não vamos preencher seu espaço vazio. Não vamos cobrir sua perda. No futuro, teremos menos acertos e cometeremos mais erros. Cada passo será mais duro e difícil, porém, por isso mesmo, será uma conquista maior de todo o partido.

Temos a teoria, o programa, o método, a tradição, os partidos e a Internacional. E temos uma situação extremamente favorável para que se provem e surjam novos revolucionários. Muitos dirigentes operários, que ingressam no partido e se somam à tradição de Elías e Páez, o estão demonstrando.

Por isso respondemos: SIM! Ao clamor do partido.

Apertemos os dentes! Cerremos os punhos! SIM ao desafio que nos coloca a história!

Ocupemos o espaço que nos deixa Moreno, compreendendo e pensando muito mais! Militando mais! Sendo mais críticos para que, com rigor objetivo, marquemos nossos erros e acertos!

Façamos o que Lenin no ensinou: em uma época revolucionária temos que chamar os reservistas, tirá-los do regime de paz e pô-los em pé de guerra!

Companheiros: todos demos um passo à frente! Juremos por nosso querido e inesquecível mestre colocar mais consciência, mais força, mais vontade revolucionária e mais internacionalismo proletário em nossa militância para construir a LIT e o MAS! Para construir a Quarta Internacional!

Juremos continuar a obra pela qual Moreno deu sua vida, com seus planos e sobre seus alicerces e paredes! Até terminar com os exploradores em nosso país e no mundo!

Viva a Liga Internacional dos Trabalhadores (Quarta Internacional)!

Viva o Movimento ao Socialismo!

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Ernesto Gonzalez

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Ernesto Gonzalez. 1987.

“Hugo foi um exemplo do ‘homem total’, o homem do amanhã da sociedade socialista”

Sei que é uma honra para qualquer militante revolucionário, despedir-se para sempre de nosso querido Hugo. Porém, honestamente eu considero que essa é a tarefa que eu nunca quis realizar.

É dificil encara-la, porque é impossivel ter a serenidade suficiente para expressar o que sentimos. Porém, é muito fácil definir o que foi Hugo para nós. Todos fomos tocados por sua influência, não só no aspecto pessoal, íntimo.

Porque Hugo, como poucas pessoas no mundo, cumpria aquilo de que tanto gostava repetir de Marx: “Nada do humana me é alheio”.

Quem de n´~os pode hoje esquecer as brincadeiras, as discussões, as opiniões, as críticas, os conselhos e os afetos de nosso inesquecível Hugo? Por isso, agora recordamos todos como o mestre, o construtor, o condutor e o amigo. Porque ele foi um exemplo de “homem totail”, de homem do amanhã da sociedade socialista, quando se terminar para sempre com a imundíce que é esta sociedade capitalista-imperialista em que vivemos.

Porém, dentro desta personalidade excepecional há dois elementros fundamentais, nos quais se assenta toda sua atividade: a paixão e a confiança. Paixão e confiança que estiveram voltadas para um objetivo fundamental: a criação do partido da revolução mundial e se caráter operário. Paixão revolucionária que nos injetou até o último dia de sua vida. Paixão que exigiu de todos nós e dos quadros e militantes que ajudou a formar. Paixão na luta até a morte contra o imperialismo e a patronal mundial e os aparatos contra-revolucionários. Paixão até nos erros que cometeu.

Confiança na classe operária, confiança nas posições do trotskismo revolucionário, confiança na base do partido, confiança em seus companheirs de equipe, confiança em que as condições objetivas amadureciam cada dia mais em favor da revolução mundial.

Foi com essa bagagem extraordinária que se lançou ao cumprimento dessa grande tarefa, a construção dos partido da revolução mundial, e seu caráter operário. Tarefa de gigantes, porque quando ele abraçou o trotskimos não era um momento de ascenso. Era a época do fascismo na Alemanha, Itália e Espanha. Era a época da Segunda Guerra Mundial…

A época de uma década infame na Argentina. Depois veio o asceno, porém stalinismo conseguiu controlá-lo, graças ao prestígio que lhe deu o triunfo sobre o nazismo, e aqui, na Argentina, serguiu o peronismo.

Mendel tem razão quando diz que Hugo fazia parte dessa punhado de quadros gigantes que, depois da Segunda Guerra Mundial, mantiveram a continuidade da luta nas condições mais difíceis. Porém, o que Mendel não disse, foi que Hugo foi o único consequente desse punhado de trotskistas. Hugo não opinava, como Mandel, que sua geração era a “geração perdida”. Hugo confiava na classe operária, na mobilização das massas. Por isso, não buscou atalhos para a construção do Partido. Enfrentou a condição “pablista”, que achava que o stalinismo ia impulsionar a revolução no mundo. Enfrentou o desvio guerrilheirista, no qual embarcou o Secretariado Unificado de Mandel depois da revolução cubana. Não capitulou à direção sandinista e, apenas de haver organizado a “Brigada Simon Bolívar” para lutar na Nicarágua junto dos sandinistas, não renunciou à construção de um partido trotskista nas terra de Sandino.

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José Páez: “Aqui estão os melhores lutadores operários”

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José Paez. 1987.

Assumo a responsabilidade de despedir de Hugo sabendo que estou falando em nome de milhares de companheiros das fileiras do movimento operário que passaram por nosso partido e pelos que hoje estão nele, na busca incansável da libertação dos trabalhadores.

Nosso partido tem uma história, que era um dos máximos orgulhos de Hugo: aqui estiveram e estão os melhores representantes das sucessivas gerações de dirigentes e lutadores de nossa classe operária. Esta geração que Mateo Fossa representou melhor que ninguém, esse homem que foi grande dirigente da associação dos madeireiros e que, depois de conhecer Trotsky no México, se tornou um dos grandes líderes operários trotskistas da América Latina.

Na última etapa de sua vida, Mateo Fossa entrou para o Partido Socialista dos Trabalhadores.

Está a geração de Elias Rodriguez, o fundador da Associação Operária Têxtil na década de 40, querido companheiro e grande mestre, com o qual temos aprendido muito sobre a luta e organização sindical, e muito mais ainda sobre internacionalismo proletário e dedicação ao Partido. Está a geração de Victor Masmú, que enfrentou a ditadura gorila depois de 1955, integrando o Comitê de Luta Metalúrgico.

Está a minha geração: a do Cardonazo, do Villazo, do Sitrac-Sitram. A geração de Arturo Apaza, Charles Grossi e tantos outros companheiros assassinados, e de Silvia, Mera e muito mais, que continuam lutando em nosso Partido.

E está também a nova geração que hoje combate a patronal, o governo e a burocracia em nossos sindicatos. Estão Di Pierro e Ordóñez. Está Hebe Cardozo e muitos outros.

O Partido ganhou estes companheiros porque a primeira coisa que se aprende neste Partido é que não há tarefa mais importante do que apoiar a luta operária. Quando Moreno tinha apenas 17 anos e um punhado de companheiros, começou apoiando a greve do frigorífico Anglo-Ciabasa. E desde então, nos educou a todos que o Partido se faz, se forja e aprende em meio às lutas. Essa é uma das coisas que não mudou desde que surgirmos há mais de 40 anos.

Porém, Moreno sempre tratou de convercer-nos a todos os trabalhadores, de que a luta sindical não é suficiente: que é preciso elevá-la a uma luta política. Que se necessita de um governo de trabalhadores para acabar com a miséria e a exploração capitalista. Que para acabar com a oligarquia, a grande patronal e o imperialismo é preciso fazer uma revolução socialista. E que para chegar à vitória final, é imprescindível um partido sem patrões nem burocratas, um partido operário e revolucionário.

Com a mesma insistência Hugo sustentava que a luta dos trabalhadores era internacional. Por isso é certo o que disse esse operário brasileiro em suas condolências: Moreno não era argentino, era brasileiro, colombiano, espanhol, polonês… Porque eram os revolucionários, a pátria é a classe operária mundial. E Moreno, companheiros, foi um verdadeiro revolucionário! E por isso, antes de mais nada, nos ganhava, aos lutadores operários para a Quarta Internacional!

Moreno não se cansou de repetir que, nós, trabalhadores, só devemos confiar em nossas próprias forças. Nos educou sempre na convicção de que a classe operária mobilizada é capaz de tudo: ganhar greve, ocupar as ruas e cidades, destruir os exércitos ao serviço da patronal e tomar o poder. Moreno manteve no alto a bandeira que levantou Marx há muito mais de um século: “A libertação dos trabalhadores será obra dos próprios trabalhadores”. Assim soube conduzir-nos sem ceder
às terríveis pressões de nossos inimigos de classe, enfrentando o peronismo, que fez os operários acreditarem em um general “salvador” e em patrões bons. E enfrentando também aqueles que desacreditaram da mobilização operária e buscaram outros caminhos de luta, como ocorreu tragicamente nos anos 70 com a guerrilha.

Eu fui um destes dirigentes sindicais em minha fábrica, a FIAT de Córdoba, a quem a guerrilha veio convencer para que nos integrássemos em suas fileiras. Muitos companheiros meus já haviam aderido à guerrilha sem dar nenhuma explicação à base. Eu pensei muito porque queria dar o salto à luta revolucionária, porém também sentia a pressão de meus companheiros da fábrica. E foi discutindo com os militantes da organização de Moreno que encontrei outro caminho para dar esse salto: não abandonando meus companheiros, os trabalhadores, mas metendo-me cada vez mais no movimento operário.

É muito importante que as novas gerações de militantes saibam de tudo isso. Porque se hoje o MAS é o que é, em grande parte deve à feroz batalha que Moreno soube dar contra o guerrilheirismo.

Outro grande ensinamento do companheiro Moreno foi o de confiar nos trabalhadores. Saber escutá-los. Consultar permanentemente a base e deixar que ela decida. Esta luta pela democracia operária é outro combate que moreno nos ensino a dar, até ganharmos o ódio da burocracia sindical. Ser odiado pelos Lorenzo Miguel e os José Rodriguez era uma honra para Moreno. Também é e será nossa honra!

Disse, ao começar, que Moreno se sentia orgulhoso da tradição operaria de nosso partido. Seu orgulho era saber que, com essa tradição e esses militantes, o Partido incorporava e transmitia os ensinamentos de cada uma das grandes etapas de luta de nossa classe operária. Se nosso Partido está hoje na cabeça das lutas. Defendendo o fundo da greve, os piquetes, assembléias democráticas, é porque assim se faziam as grandes greves como as da construção e a da madeira, na época de Mateo Fossa. Desde os tempos de Elías Rodrígues sabemos privilegiar aos corpos de delegados e comissões internas como organismos para a luta contra a patronal e os burocratas. E assim poderíamos continuar. Porque foi com esses ensinamentos, que os companheiros operários que se aproximaram e hoje estão aqui, encontraram em nosso Partido uma ferramenta insubstituível para sua luta de todos os dias.

Companheiros: hoje choramos a perda do companheiro Moreno. Mas nos sentimos orgulhosos de conservar, mais do que nunca, o que ele nos ensinou. Temos essa ferramenta que ele construiu para a libertação de nossa classe. E, por tudo isso, temos também a obrigação de fazer um juramento:

Companheiro Moreno: conservaremos teus ensinamentos!

Continuaremos construindo o Partido!

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Mensagem de Mandel

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Mensagem de Hugo Blanco

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Saudação da militância

 

ATO

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