Juventude de pé: Ocupa e Luta [BRASIL]

por Juntos

Não é de hoje que a educação no Brasil tem sido colocada em segundo plano! O sucateamento das escolas públicas tem sido comum a todos os governos. Estudantes ficam sem merenda, em locais com péssima infraestrutura e salas superlotadas, ausência de segurança, climatização e material escolar. Os professores por sua vez têm seu salário atrasado ou simplesmente não recebem. Contudo os secundaristas seguem mobilizados!

Em 2015 os estudantes de São Paulo se uniram contra a reorganização das escolas proposta pelo governo Alckmin. No Rio o ano de 2016 começou com a greve da rede estadual e somado a isso aparecem as primeiras ocupações reivindicando melhores condições de estudo e o fim dos cortes na educação. Hoje, com mais de um mês de resistência e setenta escolas ocupadas, os estudantes persistem diante dos ataques do Estado – seja através das medidas da Secretaria da Educação ou pela repressão policial.

No Ceará, a situação das escolas não é diferente e tem as mesmas reivindicações dos cariocas, e a ocupação como forma de mobilização já foi aderida por muitas escolas. Em São Paulo, novamente a luta contra Alckimin e sua máfia se repete, com os secundas indo às ruas contra o desvio da verba das merendas. Além disso, as ETEC’s encontram-se em máxima vulnerabilidade. Com um alto corte de verbas e a troca da merenda fresca pela enlatada, as condições de estudo têm se tornado inexistente. Várias ETEC’s já foram ocupadas! Além disso, houve a presença ilegal da Tropa de Choque no Centro Paula Souza para intimidar os estudantes. Entretanto a tentativa de reintegração de posse foi derrotada!

Muitos acusam os estudantes ocupantes de prejudicarem aqueles que não aderem ao movimento. A verdade é que as ocupações não visam atrasar o ano letivo, e sim pressionar o poder público para que o restante do ano aconteça da forma apropriada. Ocupar é um ato de resistência, um grito que diz: “Não dá mais pra estudar desse jeito!”. Precisamos mais do que nunca nos unir, nacionalizar a luta secundarista. Façamos como na França – os jovens do movimento “Nuit debout” que seguem ocupando as praças todas as noites contra uma Lei que precariza ainda mais a juventude – e ocupemos o Brasil inteiro!

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