Por Juntas 

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A cultura do estupro está nas ruas, nos assédios, nas músicas, no cinema, na publicidade, na mídia, na pornografia, em todas as formas de perpetução e naturalização da violência contra a mulher. No Brasil, 130 mulheres são estupradas por dia e cerca de 0,26% da nossa população sofre violência sexual, o que indica que haja anualmente 527 mil tentativas ou casos de estupros consumados no país, dos quais só 10% são reportados às autoridades. Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, o número de estupros no Brasil subiu 18,17% em 2012, na comparação com o ano anterior.

Cotidianamente as mulheres convivem com o medo gerado pelo feminicídio (morte de mulheres motivados por misoginia, ódio e sentimento de posse sobre as mulheres), que atravessa nossas vidas em todos os espaços: a casa, as vielas, a rua, o ônibus, o trabalho, as relações, sua identidade.

Mesmo assim vivemos também a violência de nos negarem a legitimidade do nosso medo, com falas que reforçam lugares de objeto, o da culpa, o da punição. O acesso aos nossos corpos é naturalizado no assédio daqueles que os entendem como públicos e disponíveis.

Essa cultura doente que subjuga a mulher é tão instalada na sociedade que homens agressores se sentem na liberdade de publicamente, na mídia e nos veículos de humor colocar a violência como piada ou troféu. As mulheres combateram nas redes e nas ruas figuras televisivas como Rafinha Bastos e Daniel Gentilli que deram declarações absurdas em seus programas naturalizando o estupro, e ainda Alexandre Frota que confessou ser estuprador e hoje se reuniu com o Ministério da Educação do Governo Temer.

Hoje vimos mais uma tragédia no Rio de Janeiro, que em uma rede social massiva como o Twitter um criminoso divulga vídeo junto com outros diversos agressores expondo o corpo da vítima dopada e se vangloriando, em meio a risadas e declarações grotestas.
No Rio de Janeiro das Olimpíadas e que tem como candidato à prefeitura também um agressor, Pedro Paulo, ocorreu o caso que vai marcar com horror a vida de uma mulher, uma geração de mulheres.
Não há justiça capaz de responder essa agressão, mas haverá luta para que todos sejam punidos e que a cultura do estupro e o feminicídio acabem!

Eu luto pelo fim da cultura do estupro!

Por todas as vítimas! Por todas nós.

ATO POR TODAS ELAS – dia 01/06 – 16h – Cinelândia
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