Editorial #13 de Marea Socialista: Revocatorio y crisis [VENEZUELA]

Imprensa Marea Socialista

Tradução: Charles Rosa

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01 de Maio.- Chegou  à nossa redação o novo Editorial de Marea Socialista. No documento, a Equipe Operativa Nacional da organização fixa sua osição sobre a conjuntura política e a crise econômica que atravessa o país.

A corrente política se pronuncia sobre o plebiscito revogatório, as denúncia de golpe de estado e a grave situação que em alimentação, remédios, crise elétrica e racionamento de água e outros serviços estamos sofrendo.

Ao mesmo tempo, faz propostas sobre a emergência econômica e sobre a situação política. Assinala no mesmo texto que as atuais cúpulas  No Nos Representan. E chamam para a construção de uma nova referência política.

A seguir o texto completo.

 

Editorial #13

Revocatório, tentação autoritária e crise: As Cúpulas Não Nos Representam

Equipo Operativo Nacional, Marea Socialista

A última medida do executivo para poupar energia elétrica é uma mostra contundente da situação do país: o Estado não é capaz de assegurar seu expediente diário e fecha suas funções administrativas de quarta a domingo.

O mesmo sucede com o abastecimento de alimentos e remédios. A organização de distribuição de alimentos casa a casa, que é um sintoma claro de escassez extrema, demoraria para cobrir, e o faria parcialmente, as necessidades da população, ao menos dois meses. Até que estejam juramentados os “Comitês Locais de Alimentação e Produção (CLAP)” e levantado ao censo de cada comunidade. Demasiado tempo nas atuais circunstâncias.

Entretanto segue a larga penúria para conseguir medicamentos num calvário estéril por estabelecimentos que permanecem vazios. E o racionamento no fornecimento de eletricidade e água se transformou num mal endêmico.  É evidente, para quem quiser ver, que estamos a ponto de cruzar o umbral que leva à emergência humanitária.

Neste contexto foram colocados em marcha os mecanismos para habilitar o processo até o Referendo Revogatório do presidente Maduro. Depois de muitas idas e vindas, o Conselho Nacional Eleitoral entregou para a cúpula da MUD as planilhas para coletar as assinaturas da primeira etapa deste processo.

Entretanto, o discurso da cúpula oficial sobe de tom. O deputado Diosdado Cabello denuncia um golpe de estado organizado desde o exterior por um General que até poucos meses era considerado um “herói” pelo governo e hoje é denunciado como um corrupto, golpista e agente da CIA. A maneira de formular a acusação soa mais como ameaça do que advertência.

Desatada a crise também no terreno político, as semanas e meses próximos serão de extrema turbulência.

Para enfrentar a crise, mais democracia

O Referendo Revocatório é um direito constitucional. Como explicava o presidente Chávez quando aceitou o desafio em 2004 e lançou a batalha de Santa Inês. Trata-se de avaliar a gestão do governo. É um mecanismo democrático que a metade do período devolve a soberania ao poder originário para que seja o povo aquele que decida se seus governantes estão cumprindo com o prometido ou com as expectativas da população que os elegeu. E nesse sentido defendemos o referendo como um dos mecanismos mais participativos de nossa Constituição.

Por isso mesmo rechaçamos todo tipo de perseguição ou ameaça aos cidadãos que decidam apoiar a iniciativa. O mesmo que toda manobra ilegítima que busque esse direito não possa ser exercido.

As denúncias de um golpe em processo, realizadas pelo ministro da Defesa e chefe das Forças Armadas, General Padrino López, igual às do deputado Cabello, com data fixa inclusive, golpe que deve ser conjurado e evitado, não justificam limitação alguma dos direitos democráticos.

Nesse sentido, frente a qualquer ameaça de restrição dos direitos e garantias que estabelece a nossa constituição, rechaçamos toda tentativa de limitar, ainda mais, esses direitos, ou de suspender essas garantias. Repudiamos a tentação totalitária que possa encerrar essas advertências.

Dito isso, queremos assinalar que a cúpula da MUD recorre à utilização desse direito, depois de buscar todo tipo de caminhos não democráticos e conspirativos para cumprir um objetivo que, de fato, foi anunciado no dia da posse da nova Assembleia Nacional como meta superior inclusive, para solução da grave crise que atravessamos: Sair de Maduro, seja como seja.

A prática demagógica desta cúpula pode ser vista quando não clarifica os mecanismos para convocar o referendo e quando mente nas filas das assinaturas, anunciando que assim serão resolvidos a escassez e a inflação. Criando a falsa ilusão de uma solução automática dos problemas de nosso povo pelo simples fato de assinar. Quando aprova leis que só tentam aumentar a falsa polarização.

Esta cúpula é tão manipuladora como a oficial, sequestram as decisões importantes de observação, decisão e controle popular. O plano de emergência econômica que prepara as Assembleias é produto da elaboração de “especialistas” tanto da MUD como de simpatizantes do oficialismo que, como é público compartilham a mesma receita monetarista, e não é levado a debate com a população nem aberto à confrontação pública com ideias diferentes ou propostas alternativas.

Dividida por apetites personalistas e de facções partidárias, a cúpula da MUD não se pronuncia contra os atropelos que sofrem os direitos democráticos de outros. Deixaram passar sem resistência a intervenção por parte do TSJ de seu aliado Copei, e evidentemente, muito menos rechaçam a tratorada do CNE contra a MAREA Socialista. Pelo contrário, como outras muitas políticas, são cúmplices junto com o PSUV neste caso, do pacto da “poeira cósmica e da areia da praia”, que deixou por fora da disputa do 6/D setores importantes do pensamento político nacional como ficou expresso na histórica quantidade de votos nulos que se contabilizaram nessa eleição.

Estas são algumas das considerações pelas quais alertamos aos cidadãos que buscam exercer seu legítimo direito ao referendo revogatório, que não se deixem manipular por alguns dirigentes que como demonstraram ao longo de sua história recente, pensam mais em seus interesses corporativos e de cúpula, que nas necessidades do povo que vive de seu trabalho.

Porém é importante ressaltar aqui que, mais além da intenção e da política de ambas as cúpulas; o povo venezuelano demonstrou, até agora, que entende que a busca de uma saída da crise global que atravessamos, deve ser com mais democracia e participação e não com menos.

Abrir um canal internacional de ajuda para enfrentar a emergência

A gravidade da atual situação obriga a olhar a realidade cara a cara. Se não se começa a reverter o desabastecimento, se não se detém a escalada hiperinflacionária, se não se coloca um freio a deterioração social e nos serviços, estaremos entrando num desmoronamento de mais difícil resolução que o atual.

Nossa situação é similar a um desastre natural de magnitudes superiores em 100 vezes ao recente terremoto no Equador ou à provocada pela guerra civil na Síria e não seria um exagero compará-lo com os piores anos do período especial cubano. Nessas circunstâncias, Venezuela tem demonstrando uma enorme solidariedade com todos esses países e com muitos outros, acossados pelas crises econômicas e políticas enormes como foi o caso da Argentina em 2001.

É necessário um chamado público à solidariedade de todos eles, os integrantes do CELAC, ALBA e UNASUR, e de sócios comerciais internacionais que fizeram muitos negócios com nosso país nas épocas das vacas gordas como a China e a Rússia.

O chamado é para abrir imediatamente um canal internacional de ajuda desses países e dos que entendam o chamado de maneira solidária, sem condições, em alimentos, remédios e insumos imprescindíveis para atender as necessidades básicas da população. E esse fornecimento deve ser realizado à maneira de choque.

Por outro lado nem os “Motores” da economia produtiva do governo e muito menos o Arco Minero, nem a abertura petroleira mascarada que propõe a Assembleia vão deter a crise, só aprofundá-la. Por isso ao mesmo tempo que se busque frear a queda livre desse disparate, é preciso iniciar um grande debate nacional sobre o modelo produtivo que o país vai seguir. As propostas de ambas as cúpulas confluem, dissimuladamente, em um novo pacto que poderíamos denominar de “borracha e nova conta”, ao não atacar  a principal causa que nos tem levado a esta situação: a corrupção desembestada e o padrão mafioso de acumulação de capital privado.

O primeiro ponto deste debate é: como obter os 50 bilhões de dólares de financiamento necessário para frear o atual desastre e reverter a o caminho do abismo no qual nos encontramos. Neste sentido é que apresentamos estas propostas:

  1. a) Depósitos de venezuelanos no Exterior.Declarações públicas, tanto do governo quando da MUD, coincidem em que as contas no exterior de venezuelanos privados, ascendem à cifra de MM$ 300.000.- (Trezentos bilhões de dólares). Estes cálculos têm como fonte de origem instituições internacionais de crédito, cuja existência está provada e os titulares desses fundos são conhecidos.

Existe uma suspeita fundada de que grande parte deste enriquecimento súbito (esses depósitos se duplicaram nos últimos quatro ou cinco anos) se deve ao Desfalque que tem sofrido o país.

Por isso enquanto logramos instalar um grande movimento pela Auditoria Pública e Cidadã, que desnude a origem criminosa desses fundos e aos responsáveis do Desfalque, exigimos que se aplique imediatamente um imposto especial sobre os depósitos no exterior, que recupere ao menos 10% deles.

Com isso obteríamos uma base de financiamento superior aos MM$ 30.000.- (trinta bilhões de dólares). Os fundos assim obtido devem estar sob escrutínio de uma comissão especial integrada por personalidades e/ou movimentos de ética inquestionável e aberta a mecanismos de controle social e cidadão.

  1. b) Dívida Externa Soberana. Segundo viemos sustentando, uma parte importante da dívida externa do país é produto de operações financeiras especulativas e ilegítimas. O mesmo mecanismo da auditoria pública o demonstrará. Entretanto propomos declarar uma moratória nos pagamentos dessa dívida.

No que diz respeito à dívida do PDVSA, que tem as mesmas características obscuras que a dívida soberana, propomos iniciar uma agressiva ofensiva para a suspensão negociada de seu pagamento (sujeito ao resultado da Auditoria Pública) por um período não menor a cinco anos.

Com esta medida (sobre a dívida soberana e do PDVSA) o país economizaria entre 2016 e 2017, cerca de MM$ 20.000.- (Vinte bilhões de dólares)

  1. c) Dívida em divisas de operações de comércio internacional. Uma das justificativas de desabastecimento por parte das câmaras empresariais, é a dívida em divisas que o estado mantém com setores importadores.

Porém todo o sistema de outorgamento de divisas está questionado por ser corrupto. E é de conhecimento público que uma parte substancial dessa corrupção tem a ver com manobras delituosas nas importações e com o outorgamento de divisas a empresas de fachada, fantasmas.

A Auditoria Pública e Cidadã poderá determinar que parte dessa dívida é verdadeira e qual é parte daquelas manobras. O mesmo que identificará aos responsáveis.

Porém, como medida extraordinária pela gravidade da crise, propomos: que sejam canceladas com bônus especiais da república, com vencimento a dez anos, as dívidas cujos titulares aceitem cobrar cerca de 30% do total do que reclamam, contudo com o compromisso de reiniciar suas operações.

Ao mesmo tempo é necessária uma correção imediata, urgente, das rendas dos setores populares. O estado deve assegurar que o   o salário e as rendas familiares não sejam menores ao  valor de la cesta básica como exige o texto de nossa constituição.

Nem PSUV nem MUD: as cúpulas No Nos Representan.

Seria de uma soberba inadmissível pretender prognosticar como sucederão os próximos feitos. Porém algo é certo, o que resulte do desenlace desta disputa política e social, seja em 2016, 2017 ou 2018, sua resolução virá com a instalação de um novo governo. E é para disputar nesse terreno que devemos nos preparar.

Nos últimos quatro anos temos visto por parte das cúpulas políticas tradicionais, o desprezo com a situação do povo e o país.

Se a direção do PSUV e o governo tem tratado com empáfia, maltrato, soberba e desprezo com nosso povo, algo similar sucede com a direção política da MUD.  Concentradas em conservar uns ou em recuperar os outros, o controle político e econômico sobre o país, ambas as cúpulas não mostraram iniciativas consistentes que solucionem os problemas que sofre o povo que vive de seu trabalho.

Eles próprios têm desnudado o seu cinismo. E colocaram em manifesto sua total falta de projeto nacional. Alguns abandonando tardiamente o ideal bolivariano por um pragmatismo servil, e os outros tratando de ocultar sua verdadeira intenção neoliberal.

Dispostos a enfrentar a falsa polarização com que estas cúpulas pretendem jogar a sociedade toda, é que fazemos um chamado à construção de uma nova referência política. Sem renunciar a nossa procedência do chavismo crítico e com a consciência do dever de revisar os próprios erros, nosso chamado é transversal.

Aos que vivem de seu trabalho, aos jovens cansados da manipulação, aos que estão enojados com a corrupção e com os maus-tratos das elites. Aos que não suportam a trama de silêncio, medo e falsa polarização que se pretende impor sobre toda a sociedade. A todos eles, chamamos a construir uma nova referência, plural, democrática e solidária. Uma nova referência política que coloque de pé um novo horizonte de esperança.

Está em nossas mãos fazê-lo, porque estas cúpulas, Não Nos Representam.

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Revocatorio y crisis: Las cúpulas no nos representan

CASTELLANO

Prensa Marea Socialista

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01 de Mayo.- Ha llegado a nuestra redacción el nuevo Editorial de Marea Socialista. En el Documento, el Equipo Operativo Nacional de la organización fija su posición sobre la coyuntura política y la crisis económica que atraviesa el país.

La corriente política se pronuncia sobre el Revocatorio, las denuncias de golpe de estado y la grave situación que en alimentación, medicinas, crisis eléctrica y racionamiento de agua y otros servicios estamos sufriendo.

Al mismo tiempo hace propuestas sobre la emergencia económica y sobre la situación política. Señala en el mismo texto que las actuales cúpulas No Nos Representan. Y llaman a la construcción de una nueva referencia política.

A continuación el texto completo.

 

Editorial #13

Revocatorio, tentación autoritaria y crisis: Las cúpulas No Nos Representan

Equipo Operativo Nacional, Marea Socialista

La última medida del ejecutivo para el ahorro eléctrico es una muestra contundente de la situación del país: el Estado ya no es capaz de asegurar su labor diaria y cierra sus funciones administrativas de miércoles a domingo.

Lo mismo sucede con el abastecimiento de alimentos y medicinas. La organización de distribución de alimentos casa por casa, que es un síntoma claro de escasez extrema, demoraría para cubrir, y lo haría parcialmente, las necesidades de la población, al menos dos meses. Hasta que estén juramentados los “Comités Locales de Alimentación y Producción (CLAP)” y levantado el censo de cada comunidad. Demasiado tiempo en las actuales circunstancias.

Mientras tanto sigue la larga penuria para conseguir medicamentos en un recorrido estéril por establecimientos que permanecen vacíos. Y el racionamiento en el suministro de electricidad y agua se ha vuelto un mal endémico.  Es evidente, para el que quiera ver, que estamos a punto de cruzar el umbral que lleva a la emergencia humanitaria.

En este contexto se han puesto en marcha los mecanismos para habilitar el proceso hacia el Referendo Revocatorio del presidente Maduro. Luego de muchas idas y vueltas el Consejo Nacional Electoral ha entregado a la cúpula de la MUD las planillas para recolectar las firmas de la primera etapa de este proceso.

Entre tanto, el discurso de la cúpula oficial sube de tono. El diputado Diosdado Cabello denuncia un golpe de estado organizado desde el exterior por un General que hasta hace meses era considerado un “héroe” por el gobierno y hoy es denunciado como corrupto, golpista y agente de la CIA. La manera de formular la acusación suena más a amenaza que a advertencia.

Desatada la crisis también en el terreno político, las semanas y meses próximos serán de extrema turbulencia.

Para enfrentar la crisis, más democracia

El Referendo Revocatorio es un derecho constitucional. Como explicaba el presidente Chávez cuando aceptó el desafió en 2004 y lanzó la batalla de Santa Inés. Se trata de evaluar la gestión del gobierno. Es un mecanismo democrático que a mitad de periodo devuelve la soberanía al poder originario para que sea el pueblo el que decida si sus gobernantes están cumpliendo con lo prometido o con las expectativas de la población que los eligió. Y en ese sentido lo defendemos como uno de los mecanismos más participativos de nuestra Constitución.

Por lo mismo rechazamos todo tipo de persecución o amedrentamiento hacia los ciudadanos que decidan apoyar la iniciativa. Lo mismo que toda maniobra ilegitima que busque que ese derecho no pueda ser ejercido.

Las denuncias de un golpe en proceso, realizadas por el Ministro de Defensa y jefe de las FANB, General Padrino López, igual que las del diputado Cabello, con fecha fija inclusive, golpe que debe ser conjurado y evitado, no justifican limitación alguna de los derechos democráticos.

En ese sentido, frente a cualquier amenaza de restricción de los derechos y garantías que establece nuestra constitución, rechazamos todo intento de limitar, todavía más, esos derechos, o de suspender esas garantías. Repudiamos la tentación totalitaria que pudieran encerrar esas advertencias.

Dicho esto, queremos señalar que la cúpula de la MUD recurre a la utilización de este derecho, luego de buscar todo tipo de caminos no democráticos y conspirativos para cumplir un objetivo que, de hecho, fue anunciado el día de la asunción de la nueva Asamblea Nacional como meta superior incluso, a la solución de la grave crisis por la que atravesamos: Salir de Maduro como sea.

La práctica demagógica de esta cúpula se puede ver cuando no clarifica los mecanismos para convocar al referendo y cuando miente en las colas de las firmas, anunciando que así se resolverán la escasez y la inflación. Creando la falsa ilusión de una solución automática de los problemas de nuestro pueblo por el simple hecho de firmar. Cuando aprueba leyes que solo intentan aumentar la falsa polarización.

Esta cúpula es tan manipuladora como la oficial, secuestran las decisiones importantes de la mirada, decisión y control popular. El plan de emergencia económica que prepara la Asambleas es producto de la elaboración de “especialistas” tanto de la MUD como de simpatizantes del oficialismo que, como es público comparten la misma receta monetarista, y no es llevado a debate con la población ni abierto a la confrontación pública con ideas diferentes o propuestas alternativas.

Dividida por apetitos personalistas y de facciones partidarias, la cúpula de MUD no se pronuncia contra los atropellos que sufren los derechos democráticos de otros. Dejaron pasar sin resistencia la intervención por parte del TSJ de su aliado Copei, y por supuesto, mucho menos rechazan el atropello del CNE contra Marea Socialista. Por el contrario como con muchas otras políticas, son cómplices junto al PSUV en este caso, del pacto del “polvo cósmico y la arena de playa”, que dejó por fuera de la disputa del 6/D, a sectores importantes del pensamiento político nacional como quedó expresado en la histórica cantidad de votos nulos que se contabilizaron en esa elección.

Estas son algunas de las consideraciones por las que alertamos a los ciudadanos que buscan ejercer su legítimo derecho al revocatorio, que no se dejen manipular por unos dirigentes que como han demostrado a lo largo de su historia reciente, piensan más en sus intereses corporativos y de cúpula, que en las necesidades del pueblo que vive de su trabajo.

Pero es importante resaltar aquí que, más allá de la intención y la política de ambas cúpulas; el pueblo venezolano ha demostrado, hasta ahora, que entiende que la búsqueda de una salida a la crisis global que atravesamos, debe ser con más democracia y participación y no con menos.

Abrir un canal internacional de ayuda para enfrentar la emergencia

La gravedad de la actual situación obliga a mirar la realidad cara a cara. Si no se comienza a revertir el desabastecimiento, si no se detiene la escalada hiperinflacionaria, si no se pone un freno al deterioro social y en los servicios, estaremos entrando en un desmoronamiento de más difícil resolución que el actual.

Nuestra situación es similar a un desastre natural de magnitudes superiores en 100 veces al reciente terremoto en Ecuador o a la provocada por la guerra civil en Siria y no sería una exageración compararlo con los peores años del Periodo Especial cubano. En esas circunstancias Venezuela ha demostrado una enorme solidaridad con todos esos países y con muchos otros, acosados por crisis económicas y políticas enormes como fue el caso de Argentina en 2001.

Es necesario un llamado público a la solidaridad de todos ellos, los integrantes de CELAC, ALBA y UNASUR, y de socios comerciales internacionales que han hecho muy buenos negocios con nuestro país en las épocas de las vacas gordas como China y Rusia.

El llamado es para abrir inmediatamente un canal internacional de ayuda de esos países y de los que entiendan el llamado de manera solidaria, sin condiciones, en alimentos, medicinas e insumos imprescindibles para atender las necesidades básicas de la población. Y este suministro debe realizarse a manera de shok.

Por otra parte, ni los “Motores” de la economía productiva del gobierno y mucho menos el Arco Minero, ni la apertura petrolera enmascarada que propone la Asamblea detendrán la crisis, solo la profundizaran. Por eso al tiempo que se busque frenar la caída en barrena de este desquicio, hay que iniciar un gran debate nacional sobre el modelo productivo que el país va a seguir. Las propuestas de ambas cúpulas confluyen, disimuladamente, en un nuevo pacto que podríamos denominar de “borrón y cuenta nueva” al no atacar la principal causa que nos ha llevado a esta situación: la corrupción descarada y el patrón mafioso de acumulación de capital privado.

El primer punto de este debate es: cómo obtener los 50.000 millones de dólares de financiamiento necesario para frenar el actual desastre y revertir el camino al abismo en el que nos encontramos. En este sentido es que planteamos estas propuestas:

a) Depósitos de venezolanos en el Exterior. Declaraciones públicas, tanto del gobierno como de la MUD, coinciden en que las cuentas en el exterior de venezolanos privados, ascienden a la cifra de MM$ 300.000.- (Trescientos mil millones de dólares). Estos cálculos tienen como fuente de origen instituciones internacionales de crédito, por lo que su existencia está probada y los titulares de esos fondos son conocidos.

Existe una sospecha fundada de que gran parte de este enriquecimiento súbito (esos depósitos se duplicaron en los últimos cuatro o cinco años) se debe al Desfalco que ha sufrido el país.

Por eso mientras logramos instalar un gran movimiento nacional por la Auditoria Pública y Ciudadana, que desnude el origen criminal de esos fondos y a los responsables del Desfalco, exigimos que se aplique inmediatamente un impuesto especial sobre los depósitos en el exterior, que incaute al menos el 10% de ellos.

Con esto lograríamos una base de financiamiento superior a los MM$ 30.000.- (treinta mil millones de dólares). Los fondos así obtenido deben estar bajo escrutinio de una comisión especial integrada por personalidades y/o movimientos de ética incuestionable y abierta a mecanismos públicos de control social y ciudadano.

b) Deuda Externa Soberana. Según venimos sosteniendo, una parte importante de la deuda externa del país es producto de operaciones financieras especulativas e ilegítimas. El mismo mecanismo de la auditoria pública lo demostrará. Mientras tanto proponemos declarar una moratoria en los pagos de esa deuda.

En lo que hace a la deuda de PDVSA, que tiene las mismas características oscuras que la deuda soberana, proponemos iniciar una agresiva ofensiva para la suspensión negociada de su pago (sujeto al resultado de la Auditoria Publica) por un periodo no menor a cinco años.

Con esta medida (sobre la deuda soberana y de PDVSA) el país se ahorraría entre 2016 y 2017, cerca de MM$ 20.000.- (Veinte mil millones de dólares)

c) Deuda en divisas de operaciones de comercio internacional. Una de las justificaciones del desabastecimiento por parte de las cámaras empresariales, es la deuda en divisas que el estado mantiene con sectores importadores.

Pero todo el sistema de otorgamiento de divisas está cuestionado por corrupto. Y es de público conocimiento que una parte sustancial de esa corrupción tiene que ver con maniobras delictivas en las importaciones y con el otorgamiento de divisas a empresas de maletín, fantasmas.

La Auditoria publica y Ciudadana podrá determinar, qué parte de esa deuda es verdadera y cuál es parte de aquellas maniobras. Lo mismo que identificará a los responsables.

Pero, como medida extraordinaria por la gravedad de la crisis, proponemos: que sean canceladas con bonos especiales de la república, con vencimiento a diez años, las deudas cuyos titulares acepten cobrar un 30% del total de lo que reclaman, pero con el compromiso de reiniciar sus operaciones.

Al mismo tiempo es necesaria una corrección inmediata, urgente, de los ingresos de los sectores populares. El estado debe garantizar que el salario y los ingresos familiares no sean menores al valor de la canasta básica como exige el texto de nuestra constitución.

Ni PSUV ni MUD: las cúpulas No Nos Representan.

Sería de una soberbia inadmisible pretender pronosticar como sucederán los próximos hechos. Pero algo es seguro, como sea que resulte el desenlace de esta disputa política y social, ya sea en 2016, 2017 o 2018, su resolución vendrá con la instalación de un nuevo gobierno. Y es para diputar en ese terreno que debemos prepararnos.

En los últimos cuatro años hemos visto por parte de las cúpulas políticas tradicionales, el desprecio hacia la situación del pueblo y el país.

Si la dirección del PSUV y el gobierno ha tratado con sordera, maltrato, soberbia y desprecio a nuestro pueblo, algo similar sucede con la dirección política de la MUD. Concentradas en conservar unos o en recuperar los otros, el control político y económico sobre el país, ambas cúpulas no han mostrado iniciativas consistentes con la solución de los problemas que sufre el pueblo que vive de su trabajo.

Han dejado al desnudo su cinismo. Y han puesto al descubierto su falta total de proyecto nacional. Unos abandonando tempranamente el ideal bolivariano por un pragmatismo servil, y los otros tratando de ocultar su verdadera intención neoliberal.

Dispuestos a enfrentar la falsa polarización en la que estas cúpulas pretenden atrapar a la sociedad toda, es que hacemos un llamado a la construcción de una nueva referencia política. Sin renunciar a nuestra procedencia como parte del chavismo crítico y con la conciencia del deber de revisar los errores propios, nuestro llamado es transversal.

A los que viven de su trabajo, a los jóvenes cansados de la manipulación, a los que están asqueados de la corrupción y el maltrato de las elites. A los no soportan la trama de silencio, miedo y falsa polarización que se pretende imponer sobre toda la sociedad. A todos ellos los llamamos a construir una nueva referencia, plural, democrática y solidaria. Una nueva referencia política que ponga en pie un nuevo horizonte de esperanza.

Está en nuestras manos hacerlo, porque estás cúpulas, No Nos Representan.

 

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