ANTICAPITALISTAS: Ante ao Brexit, levantar um plano B para a Europa

COMUNICADO DOS ANTICAPITALISTAS DA ESPANHA ANTE AO BREXIT

Nem chorar com os dirigentes da UE do capital, nem rir com os partidários da iniciativa racista. Construamos a Europa dos povos e das classes populares.
O resultado do referendo no Reino Unido acelera a crise da União Europeia. A UE é um projeto em crise permanente, incapaz de gerar consensos, desenhado para impor políticas neoliberais que empobrecem a classe trabalhadora, esmagando países do sul como a Grécia. É também uma estrutura profundamente anti-democrática, governada por tecnocratas, de pessoas livres e iguais, é desfeito ante cada grande acontecimento e se torna em pesadelo.

Como anticapitalistas e internacionalistas, aspiramos a construir uma Europa popular, fraternal, democrática e socialista. Sabemos que não podemos fazer isso nem dentro das atuais instituições neoliberais nem “em um só país”, que necessitamos construir nossas próprias instituições através da luta desde abaixo.

É preocupante que a ruptura com a UE suponga um auge da xenofobia e do racismo, em vez de uma ruptura em clave internacionalista, democrática e anti-austeridade. A alternativa a esta UE não é um arroubo nacionalista que coloque como um inimigo principal aos que são diferentes.

Se somos capazes de construir um projeto europeu próprio alternativo à UE, quem monopolizará o descontentamento pode ser a extrema-direita. Há uma insatisfação que se alastra pela Europa com o projeto neoliberal, uma insatisfação baseada na contradição entre os discursos triunfalistas dos burocratas de Bruxelas e a realidade dos milhões de pessoas excluídas por suas políticas. Ante a crise da UE, se faz urgente construir um polo à escala continental que diga “não” a estas instituições, “não” à austeridade, “sim” à soberania popular, “sim” a uma Europa solidária, democrática e antifascista. Este projeto só pode ser construído contra as elites e pelas classes trabalhadoras e médias (incluídos os setores mais empobrecidos, tantas vezes excluídos do discurso político oficial), para não deixar que o descontentamento com esta UE seja canalizado pela extrema-direita.

Os tempos se aceleram e as sociedades se polarizam. São tempos de organização e de luta. Ante à crise da UE, nos cabe construir uma alternativa democrática e popular, de ruptura, que conquiste a soberania democrática para os povos e as classes populares. Sem complexos. Porque a extrema-direita não os tem e avança em todo o continente. Aos democratas de Europa nos cabe unir-nos e construir uma alternativa contra a austeridade e o autoritarismo tanto da União Europeia como da extrema-direita. Nos cabe mais do nunca disputar a Europa contra as garras da xenofobia e as tentações identitárias, nos cabe levantar um Plano B para a Europa.

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