Nada irá deter a Primavera Carioca! [BRASIL]

Felipe Aveiro – Juntos e Casa da Juventude

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Durante à tarde da última segunda-feira (4) dezenas de jovens andavam apressados de um lado para o outro no Club Municipal localizado na Tijuca, Zona Norte do Rio de Janeiro. O grande ginásio, já conhecido de longa data por ser tradicionalmente usado pelo Sindicato dos Profissionais da Educação (SEPE) para suas assembleias de greve, estava sendo arrumado para a grande atividade que tomou lugar naquela noite histórica.

O ato convocado pelo PSOL e pelo PCB foi o lançamento da pré-candidatura do Deputado Estadual Marcelo Freixo à prefeitura da cidade do Rio em 2016. Segundo colocado nas últimas eleições com 914 mil votos, Freixo segue sendo o segundo mais apontado nas pesquisas de intenção de voto, sendo o primeiro colocado em algumas pesquisas online.

Se por um lado a “contrarreforma” política orquestrada pelo corrupto ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha foi feita na medida para silenciar uma verdadeira alternativa política e impedir o PSOL de participar dos debates televisivos; pelo outro a força da esperança da juventude foi suficiente para mobilizar as mais de 5 mil pessoas que lotaram aquele ginásio em meio a uma semana de estudos e trabalho para a maioria de nós.

Junto com Marcelo a mesa principal foi composta por Luciana Boiteux, jurista e professora de Direito Penal da UFRJ e pré-candidata à vice-prefeitura, além de Eduardo Serra, também professor e ex-candidato ao Senado – representando a coligação pelo Partido Comunista Brasileiro.

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Para além desses anfitriões, a mesa contou com a presença de militantes do partido, sindicatos e de movimentos sociais como as Brigadas Populares, ASDUERJ, Justiça Global, Unidade Popular, SEPE, Consulta Popular, Grupo Transrevolução, MST, Guilherme Boulos da coordenação nacional do MTST, Mônica Cunha do Projeto Moleque, Movimento Nacional pela Legalização da Maconha, Núcleo Piratininga de Comunicação, Fora do Eixo, Ocupa Irineu, Ocupa Carnaval e do coletivo Juntos, por exemplo, além de ativistas, artistas e intelectuais como o ganhador do prêmio Pulitzer Glenn Greenwald, os jornalistas José Trajano e Leonardo Sakamoto, os atores Gregório Duvivier e Humberto Carrão, os cantores Marcelo Janeci, BNegão, Fernanda Abreu, Teresa Cristina e MC Leonardo, o cartunista André Dahmer, além de Milton Temer, Raquel Rolnik, Gizele Martins, Sandra Quintela, Mana Bernardes, Luciene Lacerda, Virgínia Fontes, Nilceia Freire, Luiz Antônio Simas, representantes de religiões como o pastor Mozart Noronha da Igreja Anglicana, Henrique Vieira da Igreja Batista e o Babalorixá Ivanir dos Santos, além da economista Laura Carvalho. Contamos ainda com as mensagens de apoio de figuras como Chico Buarque, Caetano Veloso, Wagner Moura, Leonardo Boff e Frei Beto.

Se somaram ainda as presença de Gelsimar Gonzaga (prefeito de Itaocara), dos parlamentares do PSOL em nossas aguerridas bancadas na Câmara dos Vereadores do Rio e de Niterói, além dos da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (ALERJ) e nossa bancada de deputados federais, com a presença de Chico Alencar, Jean Wyllys, Glauber Braga e Luiza Erundina, também pré-candidata è prefeita da cidade de São Paulo que incendiou o público com forte discurso de quem não se rendeu em todos esses anos.

As diversas lutas do Rio estiveram representadas naquele ato, dos garis da greve de 2014 que parou a cidade aos estudantes que ocuparam suas escolas contra a precarização do ensino em todo o estado e as mulheres que foram às ruas contra Cunha e a cultura do estupro. Mas sem dúvidas o momento mais emocionante foi a homenagem feita à Dona Penha, moradora da Vila Autódromo e parte essencial do movimento de resistência por um direito tão fundamental quanto o direito à moradia.

Se falar em direito à cidade começa necessariamente por se falar no direito à moradia, Dona Penha é um símbolo do que representa nosso movimento. Contra os desmandos, o fisiologismo e o autoritarismo da máfia do PMDB que governa nossa cidade há anos, Marcelo defende uma plataforma construída de forma coletiva, à partir de baixo, sob o título de “Se a Cidade Fosse Nossa”.

Mas “A cidade é nossa” afirmou Freixo sendo ovacionado pela multidão que assistia atenta a cada uma das intervenções. Uma cidade como o Rio de Janeiro não pode ser governada para os negócios, e sim para as pessoas como Marcelo já falava há 4 anos atrás na campanha que ficou conhecida como Primavera Carioca colocando milhares de pessoas, principalmente jovens, nas ruas e nas redes para disputar os rumos da política carioca.

Uma alternativa que fuja das velhas oligarquias representadas pelo PMDB, mas também da esquerda que se rendeu, representada pelo PT e pelo PCdoB. A campanha do PSOL é sem dúvidas uma dor de cabeça para as elites e seus interesses escusos na Cidade Olímpica. Uma das provas disso foi à matéria no jornal Extra (das Organizações Globo) apontando supostas “irregularidades” no ato de pré-campanha, distorcendo momentos do belíssimo e impactante ato de lançamento. Em contrapartida, os mesmos vigilantes da Lei eleitoral não atuam com o mesmo ímpeto as irregularidades dos outros candidatos, como próprio Pedro Paulo que havia feito propaganda negativa contra Freixo naquela manhã pelas redes sociais.

Mas o que conta, para os que lutam no presente para construir outro futuro no Rio, é que todos saíram com as esperanças renovadas e com a certeza de que as sementes plantadas em 2012 deram frutos e que a Primavera Carioca vai florir mais uma vez. E para essa tarefa nossa militância nas primeiras fileiras.

Assista o vídeo do evento:

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