LUCIANA GENRO

Quero dizer pra vocês que estamos realizando este evento num momento muito dramático da conjuntura política do país. Estamos escutando todos os dias na televisão as delações dos executivos da Odebrecht, relatando como eles em conluio com os politicos simplesmente saquearam os cofres públicos desse país. Em detalhes nós estamos conhecendo como que eles traficaram influência e como disse um jornal francês nas suas manchetes de hoje: “todo o velho mundo político está comprometido”. E isso passa pelo PT, pelo PSDB, pelo PMDB, por todos os grandes e médios partidos ao longo desses últimos 30 anos que foram os condutores deste regime apodrecido, desse regime que não serve aos interesses da classe trabalhadora e da juventude.

Nós estamos assistindo ao vivo e a cores na TV eles revelarem como fizeram, com quem fizeram e em quantos bilhões eles saquearam o nosso país. Isso não é pouca coisa. A Operação Lava-Jato está desnudando toda a máfia política que tomou conta do nosso país e que é o sustentáculo desse regime. O fio condutor que vem do PMDB, desde o Sarney, passando pelo Fernando Henrique, passando pelo Lula, passando pela Dilma e agora com o Temer. O PMDB foi o partido que ao longo de todos esses anos deu o sustentáculo eficaz pra essa Nova República, que de nova teve o nome, mas que repetiu as mesmas práticas políticas que já existiam antes na ditadura militar e que fazem parte da história do nosso país.

Este país tem sido governado pelas elites, este país tem sido governado pela classe que detém os meios de produção e que através do seu poder econômico e do seu poder político, massacra a classe trabalhadora. Então é preciso sim dizer que bom, que bom que a Lava-Jato está desnudando esta podridão. Agora nós não temos nada a lamentar, nós temos é que reconstruir, colocar abaixo esse regime pra reconstruir um novo país, com novas instituições, onde a classe trabalhadora e a juventude possam exercer o poder diretamente e não mais através desses partidos corrompidos e cooptados pelo regime burguês.

Porque lamentavelmente foi isso que aconteceu com o PT, foi isso que nós vimos acontecer com o partido que foi um grandioso instrumento da classe trabalhadora brasileira e com um líder que foi fundamental na percepção da classe trabalhadora como uma classe que poderia sim governar o país. Só que eles traíram. Eles mudaram de lado e não é a toa que a Odebrecht tinha tanta amizade pelo Lula a ponto de dar milhões pro seu Instituto. Se foi por fora, se foi por dentro, se foi crime, se não foi, pouco importa. O que está mais claro do que água é que ele se vendeu para os interesses das grandes empreiteiras, ele se vendeu pros interesses dos grandes bancos, eles se vendeu pros interesses da burguesia. E foi por isso que os burgueses gostaram tanto dele, e deram tanto dinheiro pro partido dele e pros seus aliados e até pros seus familiares.

Então companheiros e companheiras, a construção de uma nova alternativa pro Brasil, a construção de uma esquerda coerente passa pela derrota do lulismo. A derrota dessa concepção de que pra governar é preciso se unir com a burguesia, é preciso se abraçar com o PMDB, é preciso se juntar com a empreiteiras e com os ditos “bons burgueses”. Não existem bons burgueses, os burgueses sempre querem ferrar com a classe trabalhadora e é isso que estão fazendo agora inclusive com o Lula, pra que ele aprenda que eles nunca são confiáveis.

Nós agora temos uma tarefa gigantesca pela frente, porque a greve geral é uma oportunidade imensa pra que nós possamos unificar as forças. Unificar forças em torno da Reforma da Previdência, em torna da luta contra as reformas trabalhistas, em torno da luta contra esses sistema político, em torno da luta contra a corrupção, e contra a continuidade desse modelo econômico e desse regime político que tantas mazelas tem trazido ao nosso povo. Evidente que não é fácil, uma boa greve geral, uma greve geral de verdade. Eu participei de algumas que não foram tão fortes porque eu não sou tão velha, mas eu apanhei da polícia na garagem da Sudeste, que é uma empresa de ônibus de Porto Alegre quando eu já era inclusive deputada estadual. E eu tenho certeza que vocês vão estar construindo essa greve geral nas garagens de ônibus, nas escolas, no metrô, nos locais de trabalho, de estudo, nos bairros de cada uma das cidades desse país.

E nós vamos estar fortalecendo essa luta, precisamos fazer a nossa parte. Se as centrais não estão fazendo a parte delas como deveriam, se a CUT não está mobilizando tudo que deveria mobilizar pra greve geral, nós vamos mobilizar, nós vamos fazer o nosso trabalho na juventude, na classe trabalhadora, junto com todos aqueles que querem construir a greve geral e tem muitos militantes que querem de fato que essa greve geral aconteça e que ela seja forte. Mas é verdade o que o Serge disse, não nos basta apenas uma greve geral, é preciso construir as nossas próprias organizações e vocês estão construindo o Juntos. O Juntos é um instrumento fundamental pra que a juventude possa se organizar e se empoderar. A juventude, as mulheres, LGBT’s, negros e negras. Todos os segmentos que são parte dessa opressão do sistema, todos os segmentos que junto com a classe trabalhadora, sabem que a nossa libertação será obra da nossa própria ação direta e que não delegamos o poder pra ninguém. Eles não nos representam. Nós nos representamos através das nossas próprias organizações e por isso o Juntos é tão importante, porque é uma organização construída por vocês, de baixo pra cima.

E é isso que nós do PSOL queremos apoiar, é isso que nós queremos dizer a vocês que é fundamental que vocês tenham, e que vocês enxerguem também, no PSOL um instrumento pra fazer essa luta política. Vocês sabem que os partidos não são perfeitos e eu tenho inclusive críticas a determinados posicionamentos que o PSOL assumiu no último período, eu acho que nós não aproveitamos devidamente a oportunidade pra poder nos postular como uma alternativa real ao lulismo e ao PT no momento do impeachment. Porque nós tínhamos que ter dito “Não ao impeachment! Eleições Gerais!” e não apenas dizer “não ao impeachment, fica Dilma”. Porque nós tínhamos que apoiar com muito mais determinação a Lava-Jato e todas as investigações que a Polícia Federal, o Ministério Público vêm fazendo. Não porque a gente confie no Poder Judiciário, no Ministério Público ou na Polícia Federal, a única confiança cega que nós temos é na nossa própria luta. Mas nós sabemos que quando se abrem brechas nas instituições que são deles, nós temos que aproveitar essas brechas e temos que fazer com que essas brechas se tornem portas pra que nós possamos passar, com a nossa luta, com a nossa mobilização e com a nossa construção.

Mas com todos os seus defeitos o PSOL tem sido um instrumento fundamental, porque é o único partido que não está na Lava-Jato, é o único partido que tem no seu estatuto a proibição de receber dinheiro de empreiteiras e de bancos e isso foi lá trás, em 2003. Quando ninguém ainda sabia publicamente, oficialmente, das relações espúrias das empreiteiras com os partidos, nós proibimos no nosso estatuto de receber dinheiro. Porque se sabia muito bem que essas empreiteiras e que os bancos dão dinheiro pros partidos pra colocar os seus políticos a serviço dos seus interesses. E é por isso que o PSOL hoje tem uma grande oportunidade de se fortalecer, apresentando seu nome também pra Presidência da República. Vocês sabem que eu insisti muito nas últimas semanas, eu e o MES – organização na qual eu faço parte. Que nós precisávamos apresentar o nosso candidato a presidência, porque não podemos ficar a reboque de nenhum lulismo, não podemos ficar a reboque de nenhum burguês, nós precisamos nos postular como uma alternativa. Felizmente a Executiva Nacional do PSOL votou por unanimidade a necessidade de termos um candidato e eu inclusive retirei o meu nome da discussão, pra que nós possamos apontar o companheiro Chico Alencar como candidato por unanimidade, pra que possamos ter um nome e um nome que vem aqui do Rio de Janeiro. Infelizmente o Freixo não quer ser esse nome, mas o Chico Alencar representa e muito bem essa força que emanou da Primavera Carioca e das lutas aqui do estado do Rio de Janeiro e dessa capital maravilhosa que nos demonstrou atividade gigantesca desde os últimos anos, desde a greve dos bombeiros, passando pela luta do funcionalismo, passando pelas ocupações das escolas, passando pelas lutas da juventude.

Então nós queremos sim que o PSOL possa se postular em 2018, mas sabemos que as eleições são um terreno muito mais favorável pra eles, muito mais favorável pra burguesia, e pros partidos que atuam na forma com oa burguesia determina. E é por isso que nós não nos prendemos apenas nas eleições, nós somos um partido do ano inteiro, nós somos um partido das lutas, partido dos movimentos, e é por isso que nós investimos tanto e colocamos tanta expectativa nesse Acampamento aqui de vocês. Porque nós sabemos daqui sim, como disse a Winnie Wong, vocês são os líderes que nós precisamos, e vocês é que vão liderar as mudanças que esse país precisa, e é por isso que nós precisamos fortalecer o Juntos, fortalecer a Juntas, fortalecer os movimentos que estão colocando na pauta do Brasil, o repúdio ao machismo, o repúdio a LGBTfobia, o repúdio ao racismo e a afirmação categórica dos direitos da juventude e dos direitos da classe trabalhadora.

[ENGLISH]

I’d like to tell you that we are holding this event in a very dramatic moment of the country’s political situation. We are hearing every day on the television Odebrecht executives delations, reporting how they in collusion with politicians simply plundered the public coffers of our country. We are getting to know in details how they trafficked influence and as one French newspaper put it in their headlines today: “the whole old political world is compromised.” And that includes PT, PSDB, PMDB, all the large and medium parties over the last 30 years who were the drivers of this rotten regime, that regime that doesn’t serve the interests of the working class and youth.

We are watching live and in color on TV they reveal how they did it, with whom they did and how many billions they plundered from our country. This is no small feat. Operation Lava Jato is undressing all the political mafia that has taken of our country and that is the mainstay of this regime. The thread that comes from the PMDB, from Sarney, through Fernando Henrique, through Lula, through Dilma and now with Temer. The PMDB was the party that throughout all these years gave the effective support to this New Republic, ehich was new only in its name, but that repeated the same political practices that already existed before the military dictatorship and that are part of the history of our country.

This country has been ruled by the elites, this country has been ruled by the class that owns the means of production and that by its economic power and its political power, massacres the working class. So I have to say that’s good, good that Lava Operation is undressing this rot. Now we have nothing to regret, we have to rebuild, put down this regime to rebuild a new country, with new institutions, where the working class and youth can exercise power directly and no longer through these corrupted parties and co-opted by Bourgeois regime.

Because that’s what happened with the PT, that’s what we saw happen with the party that was a great instrument of the Brazilian working class and with a leader who was fundamental in the perception of the working class as a class that could govern the country. But they betrayed us. They have changed sides and it is no wonder that Odebrecht was so keen of Lula to the point of giving millions to his Institute. If it was legal, or illegal, if it was a crime, if it wasn’t, it doesn’t matter. What is clearer than water is that he was sold out to the interests of the great contractors, he was sold out to the interests of the great banks, they have bought him in to the interests of the bourgeoisie. And that was why the bourgeois liked him so much, and they gave so much money to his party and to his allies and even to his family.

Then comrades, the construction of a new alternative for Brazil, the construction of a coherent left is the defeat of Lullism. The defeat of this conception that to govern is necessary to unite with the bourgeoisie, it is necessary to embrace with the PMDB, it is necessary to join with contractors and the so-called “good bourgeois”. There are no good bourgeois, bourgeois always want to break with the working class and this is what they are doing now even with Lula, so he learns that they are never reliable.

We now have a gigantic task ahead because the general strike is an immense opportunity for us to unify our forces. Unify forces against Pension Reform, against the Labor reforms, against these political system, against corruption, and against the continuity of this economic model and that political regime that has brought many pain to our people. Obviously it is not easy to build a good general strike, a real general strike. I participated in some that weren’t so strong because I’m not that old, but I caught up with the police in a bus company garage in Porto Alegre when I was already a state deputy. And I’m sure you will be building this general strike in the bus garages, in the schools, in the subway, in the workplaces, in the neighborhoods of each one of the cities in that country.

And we will be strengthening this fight, we need to do our part. If the centrals are not doing their part as they should, if the CUT is not mobilizing everything that should mobilize for the general strike, we will mobilize, we will do our work in the youth, in the working class, along with all those who want to build the general strike and there are many organizers who really want this general strike to happen and to be strong. But it’s true what Serge said, it’s not enough just a general strike, we have to build our own organizations and you’re building Juntos. Juntos is a fundamental tool so that the youth can organize and be empowered. Youth, women, LGBT’s, blacks. All the segments that are part of this oppression from the system, all the segments that together with the working class know that our liberation will come from our direct action and that we don’t delegate power to anyone. They don’t represent us. We represent ourselves through our own organizations and therefore Juntos is so important, because it is an organization built by you from the bottom up.

And this is what we from PSOL want to support, this is what we want to tell you that it is fundamental that you have, and that you also see in PSOL an instrument to make this political fight. You know that the parties are not perfect and I have even criticized certain positions that the PSOL took over in the last period, I think we didn’t grab the opportunity properly so we could apply as a real alternative to Lulism and the PT at the moment of impeachment . Because we should have said “No to impeachment! General Elections!” and not just say “no to impeachment, keep Dilma”. Because we had to support with much more determination the Lava-Jato and all the investigations that the Federal Police, the Public Prosecutor’s Office have been doing. Not because we trust the Judiciary, the Public Prosecutor’s Office or the Federal Police, the only trust we have is in our own struggle. But we know that when breaches are opened in the institutions that are theirs, we have to take advantage of these breaches and we have to make these breaches become doors so that we can pass, with our struggle, with our mobilization and with our construction.

But with all its defects the PSOL has been a fundamental instrument, because it is the only party that is not in the Lava-Jato, it is the only party that has in its statute the prohibition of receiving money from contractors and banks and that was there back in 2003. When no one yet publicly knew, officially, about the spurious relations of the contractors with the parties, we forbade in our statute to receive money. Because it was well known that these contractors and that the banks give money to the parties to put their politicians in the service of their interests. And that is why PSOL today has a great opportunity to strengthen itself, presenting its name also for the Presidency of the Republic. You know that I insisted a lot in the last few weeks, me and the MES – organization from which I am a part. That we needed to present our presidential candidate, because we can’t stand behind the shadows of Lullism, we can’t be in the shadows of any bourgeois, we need to run as an alternative. Fortunately, the National Executive of PSOL unanimously voted to have a candidate and I even took my name out of the discussion, so that we can appoint comrade Chico Alencar as a candidate unanimously, so that we can have a name and a name that comes here from Rio de Janeiro. Unfortunately Freixo doesn’t want to be that name, but Chico Alencar represents very well this force that emanated from Carioca Spring and the struggles here of the state of Rio de Janeiro and that wonderful capital that has shown us gigantic activity since the last years, from the Firemen Strike, going through the struggle of civil servants, through the occupations of schools, through the struggles of youth.

So we do want PSOL to run in 2018, but we know that the elections are a lot more favorable to them, much more favorable to the bourgeoisie, and the parties that act in the way the bourgeoisie determines. And that is why we don’t just run for elections, we are a party of the whole year, we are a party of fights, party of movements, and that is why we invest so much and put so much expectation in this Camp here. Because we know from here, as told Winnie Wong, you are the leaders we need, and you are going to lead the changes that this country needs, and that is why we need to strengthen Juntos, strengthen Juntas, strengthen the rejection to LGBTophobia, the rejection of racism, and categorically affirm the rights of the youth and the rights of the working class.

[CASTELLANO]

ELLOS NO NOS REPRESENTAN, NOSOTROS REPRESENTAMOS A NOSOTROS

 

Quiero decir para ustedes que estamos haciendo este evento en un momento muy dramático de la situación política en el país. Estamos escuchando todos los días en la televisión las delaciones de los ejecutivos de la Odebrecht, relatando como ellos en connivencia con políticos simplemente saquearon a los cofres públicos de este país. En detalles nosotros estamos conociendo como que ellos traficaron influencia y como dijo un periódico francés en sus títulos centrales de hoy: “todo el viejo mundo de la política está comprometido”. Y eso pasa por el PT, por el PSDB, por el PMDB, por todos los grandes y moderados partidos políticos en estos últimos 30 años que eran conductores de este régimen podrido, de este régimen que no sirve a los intereses de la clase trabajadora y de la juventud.

Nosotros estamos viendo en la televisión, en vivo y en colores, ellos revelando como hicieron, con quien hicieron y en cuántos billones ellos saquearon nuestro país. Eso no es poca cosa.  La Operación Lava-Jato está desnudando toda la mafia de ese régimen. El hilo conductor que viene del PMDB, desde Sarney, pasando por Fernando Henrique Cardoso, pasando por Lula, pasando por Dilma y ahora con Temer. El PMDB fue el partido que durante todos estos años dieron pilar eficaz para esa Nueva República, que de nueva tenía sólo el nombre, pero que ha repetido las mismas prácticas políticas que ya existían antes de la dictadura militar y que son parte de la historia de nuestro país.

Este país ha sido gobernado por las elites, este país ha sido gobernado por la clase que detiene los medios de producción y que a través de su poder económico y de su poder político, masacra la clase trabajadora. Así que hay que decir que bueno que la Lava-Jato está desnudando esta podredumbre. Ahora no tenemos nada a lamentar, tenemos que reconstruir, destruir ese régimen para reconstruir un nuevo país, con nuevas instituciones, donde la clase trabajadora y la juventud puedan ejercer el poder directamente y no más a través de estos partidos corruptos y cooptados por la burguesia.

Porque por desgracia eso es lo que sucedió con el PT, eso es lo que vimos pasar con el partido que fue un grande instrumento de la clase trabajadora brasileña y con un líder que fue fundamental en la percepción de la clase trabajadora como una clase que podría si gobernar el país. Pero lo traicionaron. Ellos cambiaron de lado y no es de extrañar que Odebrecht tenia demasiada amistad por Lula de dar millones de reales a su Instituto. Si lo hizo por fuera, o por dentro, si era un crimen, si no lo fuera un crimen, poco importa. Lo que está más claro que agua es que él se vendió para los intereses de las grandes contratistas, él se vendió para los intereses de los grandes banqueros, se vendió para los intereses de la burguesía. Y por eso que los burgueses le gustaban tanto, y ellos dieron dinero para su partido y para sus aliados e incluso su familia.

Entonces compañeros y compañeras, la construcción de una nueva alternativa para Brasil, la construcción de una izquierda coherente pasa a través de la derrota del lulismo. La derrota de esa percepción de que para gobernar es necesario unirse con la burguesía, es necesario abrazar el PMDB, es necesario unirse con contratistas y con lo dicho “buen burgueses”. No existen buenos burgueses, los burgueses siempre quieren hacer lo peor para la clase trabajadora y es eso que están llevando a cabo ahora incluso con Lula, para que él pueda aprender que ellos nunca son confiables.

Ahora nosotros tenemos una tarea gigantesca adelante, debido a la huelga general, que es una oportunidad inmensa para unificar las fuerzas. Unificar fuerzas en torno de la Reforma del sistema de jubilación, en torno de la lucha contra las reformas laborales, en torno de la lucha contra ese sistema político, en torno de la lucha contra la corrupción, y contra la continuidad de ese modelo económico y de ese régimen político que tantos prejuicios trajeron al nuestro pueblo. Evidente que no es fácil, una buena huelga general, una huelga general de verdad. Estuve en algunas que no estuvieron tan fuertes porque yo no soy tan vieja, pero seguí la policía en el garaje Sudeste, que es una pequeña empresa de autobús de Porto Alegre cuándo yo ya tenía incluso un mandado como diputada. Estoy segura que ustedes van estar construyendo esa huelga general en los garajes de autobús, en las escuelas, en el metro, en los locales de trabajo, de estudios, en los barrios de cada una de las ciudades del país.