Um aporte para pensar o internacionalismo no Século XXI / A contribution to think internationalism on 21st century (POR/ENG/SPA)

Intervenção de Pedro Fuentes no painel “Por um mundo sem muros e sem fronteiras” durante o “Acampamento Internacional das Juventudes em Luta”, no dia 14/04/17.

Eu estou vendo aqui hoje algo novo! Sempre se procura o novo para sair para frente. E o que é esse algo novo? Eu estive em muitas reuniões internacionais nos 25 ou 28 anos que eu tenho participado dessas reuniões internacionais. Eram reuniões de programa, ninguém discutia responsabilidades concretas na luta de classes. Eram discussões duras e de confrontações, que levavam a problemas fraccionais e não resolviam bem o que havia para ser feito.

Eu acho que hoje aqui não estamos só discutindo a situação mundial, não é uma mesa para que cada organização se auto-proclame e acentue as nossas diferenças. Pelo contrário. Aqui há o companheiro Mariano da Argentina, sua organização está na primeira fileira da luta dos professores. Aqui estão os companheiros do Peru, e foi muito complicado para virem aqui, porque muitos deles perderam a casa no temporal e na enchente que houve lá e nossos companheiros são um povo pobre no Peru, os mais pobres dos nossos militantes. E aqui estão cinco companheiros.
E aqui estão os companheiros do Chile, a companheira da Venezuela e uma companheira Paraguaia. E aqui estão os companheiros da Europa. Mas não é qualquer representação da Europa, ele é membro da federação de estudantes, e o companheiro que está ali, Manoel, é o principal dirigente de um sindicato inédito, muito difícil de se fazer em qualquer lugar do mundo, que é o dos [trabalhadores de] call-center. Ele organizou o call-center…

E o mais importante é que nunca nós latino-americanos estivemos em uma reunião internacional em que tivemos uma maioria dos Estados Unidos. Não me lembro. Nós trazíamos um dos Estados Unidos para mostrar “ah, estamos nos Estados Unidos”. Ele sozinho lá e nós trazíamos aqui para sair mais moralizados etc

Mas aqui não estão quaisquer pessoas dos Estados Unidos. Aqui está o movimento negro, aqui está o movimento que levou adiante o exemplo de luta para os negros brasileiros. Um exemplo para esse Acampamento que tem uma importante representação do Juntos! no movimento negro. Está crescendo o número de negros no Juntos!.E isso é bom, porque eles são a maioria no país, 52% da população.

E estão os companheiros do Democratic Socialists que é um partido que se presevou nos anos difíceis. Vocês sabem o que era ser socialista nos Estados Unidos? Uma pedreira… uma pedreira, imagina. Mas que tem preservado o socialismo. E que hoje eles falam que cresceram de 2 mil para 20 mil. É algo grande! Nós aspiramos que, com o tempo, porque sempre temos muitas dificuldades para trabalhar entre nós, que o Black Lives Matter e o DSA formem um grande movimento de lutas anti-capitalista nos Estados Unidos porque ambos são anti-capitalistas. Mas isso será um processo.

Infelizmente muitas das organizações internacionais seguem fazendo reuniões fechadas onde se auto-proclamam e reafirmam sua identidade, o que não é ruim, mas não avançam para resolver os problemas do internacionalismo no século XXI, quando é mais necessário que nunca.

E este acampamento onde se agregam diferentes organizações é uma modesta experiência de que é possível e necessário agregar e unir processos ricos neste século XXI, onde tudo está mais aberto.

Mas isso é possível, evidentemente.  Usemos como exemplo a primeira reunião do Juntos!. A primeira reunião do Juntos! nacional fizeram Nathalie, Leandro, Mariana, Evelin e outros companheiros há 6 anos. Vinte companheiros – vinte – que decidiram lançar o Juntos!. Eu caí ali como intruso, com um pretexto boníssimo, levei um dos dirigentes da revolução tunisiana, Nizar Amaami, que agora é deputado. Vejam o fruto que deu o internacionalismo concreto, de carne e osso. O Acampamento Internacional das Juventudes em Luta mostra como se multiplicou o Juntos! e este painel mostra a marca do internacionalismo na raiz de seu crescimento.

Agora são mais de 1500 que vão assumir um compromisso com o internacionalismo, quando é mais necessário que nunca! Porque para levar adiante essa fase da globalização e do neoliberalismo, as grandes corporações e bancos que dominam a economia mundial fizeram com que não houvesse fronteiras para eles. Mas eles fazem e querem seguir fazendo grandes muralhas contra nós.

Eles movem o capital por onde querem e nos exploram a todos os povos. Por isso é fundamental avançar no internacionalismo, como muito bem disse o companheiro do DSA e os companheiros do Black Lives Matter, os dois falaram da importância de se ter militância internacional. E que não se pode ser anti-capitalista e nem se socialista, se não somos em primeiro lugar internacionalistas. Por isso “Fora Trump” e “Fora Temer” não são pouca coisa.

É justo que os companheiros de esquerda descrevam corretamente a crise mundial, e falem que é a mais grave. Total acordo com isso. Tenho acordo com uma conclusão  que trazem também. No mundo do capitalismo a crise resolvia-se explorando os países atrasados. Explorando o Brasil, explorando a América Latina, explorando a  África, o mais explorado e espoliado continente que conhecemos.

Mas agora, olha a  profundidade da crise, eles também têm que explorar seus trabalhadores, seu povo… sempre exploraram os negros nos Estados Unidos, a luta dos negros nos  Estados Unidos não é de agora, vem de muito tempo, mas agora eles não estão  sozinhos, trabalhadores , latinos e mulheres também são explorados…. O índice de  pobreza nos Estados Unidos já ronda 50% da população, ou seja, estamos mais “juntos”. Eles podem vir aqui e nós podemos ir lá porque vamos ter a quem nos escute. Antes para lutar contra o imperialismo eramos só nós sozinhos, agora lutar contra o imperialismo é “derrubar o muro” como falam os companheiros. A luta contra Trump é a luta do povo de toda a América.

E derrubar o muro não é só tarefa nossa. Ou vocês acham que só nós latino-americanos podemos derrubar o muro? Não! Não só os latino-americanos, nós vamos derrubar o muro com os trabalhadores e com o movimento negro e as mulheres exploradas dos Estados Unidos. Com esses vamos derrubar o muro também. Temos grandes oportunidades e a grande tragédia é que não ainda não temos uma alternativa de massas de contra-poder quando ela é mais necessária que nunca, devido a crise entre eles. Não temos uma hegemonia contra a hegemonia deles. Eles estão fracos em sua hegemonia mas nós ainda não temos uma grande alternativa. Com isso não podemos nos iludir.

Temos que estar atentos porque dessas diversas lutas surgem novas expressões políticas, que não são acabadas nem tem um programa que resolva todos os problemas da luta anti-capitalista. Esse é um passo necessário que está dando o movimento de massas. Não podemos pretender que venham todos ao nosso programa socialista e anti-capitalista.

Eu acho que, fazendo um paralelo, é como se fosse um vírus anti-capitalista. Vocês sabem que os vírus se reproduzem muito rápido, mas precisam de transportadores. Por exemplo, o mosquito transporta o vírus da dengue e da febre amarela. O vírus anti-capitalista tem que ser forte, duro, revolucionário, socialista… Não pode iludir o socialismo que é a única alternativa para salvar a humanidade. Temos que reverter essa casta que está no poder para mudar a propriedade também. Para terminar com as corporações. Isso está colocado!

Mas nós necessitamos quem transporte o vírus. Eu não sou tão partidário de sair agora denunciando todos que podem ser aliados em transportar o vírus. Como o Podemos, da Espanha, ou o Bernie Sanders e o Black Lives Matter, com os quais podemos ter ainda diferenças. Mas não podemos fazer o que fizeram alguns grupos de esquerda nos EUA que quando se criou o grande movimento em torno Sanders que crescia e crescia, permaneciam explicando porque Sanders iria trair.Grave erro!

Grave erro não apoiar o Bernie Sanders porque são 50 milhões de pessoas que começaram a falar de Socialismo, os quais temos que acompanhar em suas diferentes experiências e saber como dialogar com eles. Não é pouca coisa o que está acontecendo nos Estados Unidos, e Sanders foi catalisador disso. Isso é gigantesco e isso está acontecendo e aqui estão os companheiros, está Winnie Wong que ontem falou. Winnie Wong foi a que criou o “People for Sanders” que teve milhões e milhões de apoiadores.

Então há uma situação nova e nós temos esse desafio. Aqui no Brasil temos o PSOL! O PSOL não é revolucionário consequente e internacionalista como são o Juntos! e nós do Movimento Esquerda Socialista. Não a toa Luciana foi a melhor candidata que tivemos à presidência. E representa um vírus muito bom. Luciana Genro e o Juntos! têm há anos esse vírus gravado em seu DNA.

Esses são os capitalistas que atiram contra nós todos. Que matam Black Lives Matter, que matam os negros aqui, quebram com a lei trabalhista etc etc. Bom, nós estamos com uma grande tarefa para concluir. Uma grande tarefa. O Juntos! é o nosso futuro. Winnie me falou ontem: “esses jovens o fazem sentir jovem, não?”. E eu disse: “Sim, eu sou um jovem velho”, um pouco passado da moda, mas há que ser jovem aqui na cabeça. A cabeça tem que ser jovem. A cabeça tem que estar aberta. O socialismo não é dogma, o socialismo não está nada acabado.

O socialismo no século XXI nós temos que construir entre todos. E assim vamos fazer. E nós vamos avançando. E não quero impor a ninguém a nossa posição mas nós aqui podemos sair com coisas maravilhosas que vocês têm que discutir nas suas oficinas, por exemplo, o Black Lives Matter vai vir fazer o Vidas Negras Importam no Brasil. Quem ensinou eles vão ajudar. E então por que vão vir? Porque nós tivemos os companheiros do Juntos! que tiveram a ousadia de convidar os companheiros do Black Lives Matter. E por isso é muito importante que façamos uma reunião como essa, com latino-americanos, nos Estados Unidos.

Agora Luciana Genro vai aos Estados Unidos e vamos tentar falar com as melhores forças políticas e com o movimento negro lá. Porque vamos fazer uma reunião não só de latino-americanos aqui senão com compromisso de movimentos lá para derrubar o muro de Trump.

Como não pode sair um compromisso entre nós que diga: todos os latino-americanos com o Black Lives Matter, com o Democratic Socialist Party etc estamos contra o muro de Trump. Temos que derrubar o muro de Trump. Temos que abrir a fronteira. Temos que enfrentar a guerra de Trump e temos que enfrentar as quase uma centena de grandes corporações imperialistas que têm como centro os Estados Unidos.

UNA CONTRIBUCIÓN PARA PENSAR EL INTERNACIONALISMO EN EL SIGLO XXI

Intervención de Pedro Fuentes en el taller “Por un mundo sin muros y sin fronteras” en el “Campamento Internacional de las Juventudes en Lucha”, el  14/04/2017.

¡Lo que veo aquí hoy es algo nuevo! Siempre se busca el nuevo para salir adelante. ¿Y que es ese algo nuevo? He estado en demasiadas reuniones internacionales en los 25 o 28 años que tengo participando de esas reuniones internacionales. Eran reuniones de programa, nadie argumentaba responsabilidades concretas en la lucha de clases. Eran duras discusiones y de confrontaciones, que llevaban para problemas fraccionales y no resultaban en buenas respuestas sobre lo que había para hacer.

Creo que hoy no estamos aquí apenas discutiendo la situación mundial, no es un taller para que cada organización se auto-proclame y apunte nuestras diferencias. Por lo contrario. Está aquí el compañero Mariano de Argentina, su organización está en la primera fila de la lucha de los maestros. Están aquí los compañeros de Perú, y fue muy difícil para llegaren aquí, porque muchos de ellos perdieron sus casas en la tormenta y en la inundación que ocurrió allá y nuestros compañeros son un pueblo pobre de Perú, los más pobres de nuestros militantes. Y aquí están cinco compañeros.

Aquí están los compañeros de Chile, la compañera de Venezuela y una compañera paraguaya. Y aquí están compañeros de Europa. Pero no es cualquier representación de Europa, él es de la Federación Estudiantil, y lo compañero que allí está, Manoel, es el principal dirigente de un sindicato inédito, muy difícil de construir en cualquier parte del mundo, que es de los (trabajadores de) call-center. Él organizó el call-center…

Y lo más importante es que nosotros latino-americanos nunca hemos estado en un encuentro internacional donde tuvimos una mayoría de los Estados Unidos. No me recuerdo. Siempre tuvimos una persona de Estados Unidos para decir “Ah, estamos en los Estados Unidos”. Él sólo allí y lo traemos aquí para salir más moralizados, etc.

Pero aquí no están cualquieras personas de los EEUU. Aquí está el movimiento negro, aquí está el movimiento que llevó adelante el ejemplo de lucha para los negros brasileños. Un ejemplo para ese Campamento que tiene una importante representación del Juntos! en el movimiento negro. Está crescendo el número de negros en el Juntos!. Eso es bueno, porque ellos son la mayoría em Brasil, 52% de la población.

Y así los compañeros del Democratic Socialists of America (DSA) que es un partido que se conservó en los años difíciles. ¿Ustedes saben lo que era ser un socialista en Estados Unidos? Una locura… una locura, imaginen. Pero que ha preservado el socialismo. Y que hoy dicen sobre su crecimiento de 2 mil para 20 mil miembros. ¡Es algo grande! Nosotros aspiramos que, con todo el tiempo, porque siempre tenemos muchas dificultades para trabajar entre nosotros, que el Black Lives Matter y el DSA construyan un grande movimiento de luchas anticapitalista en Estados Unidos porque ambos son anticapitalistas. Pero eso va a ser un proceso.

Infelizmente muchas de las organizaciones internacionales siguen haciendo encuentros cerrados donde se auto-proclaman y reafirman su identidad, eso no está mal, pero no avanzan para buscar soluciones a los problemas del internacionalismo en siglo XXI, cuándo es más necesario que nunca.

Y este campamento donde se agregan diferentes organizaciones es una modesta experiencia de que es posible y necesario agregar y unir procesos ricos en este siglo XXI, donde todo está más abierto.

Pero eso es posible, claramente. Podemos usar como ejemplo el primer encuentro del Juntos!. Fue un encuentro nacional hecho por Nathalie, Leandro, Mariana, Evelin y otros compañeros hacen 6 años. Veinte compañeros – veinte – que decidieron lanzar el Juntos!. Yo estuve allá como un intruso, con un pretexto buenísimo, llevé un de los dirigentes de la revolución tunisiana, Nizar Amaami, que ahora es diputado. Miren el fruto que dio el internacionalismo concreto, de carne y oso. El Campamento Internacional de las Juventudes en Lucha demuestra como creció el Juntos! y este taller demuestra la marca del internacionalismo en la raíz de su crecimiento.

Ahora son más de 1500 que van asumir un compromiso con el internacionalismo, ¡cuándo es más necesario que nunca! Porque para llevar adelante esa fase de globalización y del neoliberalismo, las grandes corporaciones y bancos que tienen en sus manos la economía mundial han hecho con que no existan fronteras para ellos. Pero hicieron y quieren seguir construyendo grandes murallas contra nosotros.

Ellos mueven el capital donde quieren y nos explotan a todos los pueblos. Así es fundamental avanzar en el internacionalismo, como muy bien ha dicho el compañero del DSA y los compañeros del Black Lives Matter, ambos hablaron sobre la importancia de tener una militancia internacional. Y que no se puede ser anticapitalista y tampoco ser socialista, si no somos en primer punto internacionalistas. Por eso “Fuera Trump” y “Fuera Temer” no son poca cosa.

Es justo que los compañeros de izquierda describan correctamente la crisis mundial, y hablen que es la más grave. Tenemos un total acuerdo sobre eso. Tengo un acuerdo con una conclusión de que traen también. En el mundo del capitalismo la crisis se resolvía explotando a los países retrasados. Explotando Brasil, explotando Latino América, explotando África, lo más explotado y privado continente que conocemos.

Pero ahora, miren la profundidad de la crisis, ellos también tienen que explotar a sus trabajadores, su pueblo… siempre explotan los negros de EEUU, la lucha de los negros en Estados Unidos no es de hoy, hacen años, pero ahora ellos no están sólos, trabajadores, latinos y mujeres también son explotados… El índice de pobreza en Estados Unidos ya está en casi 50% de su población, o sea, estamos más “juntos”. Ellos pueden venir aquí y nosotros podemos ir allá porque vamos tener a quien nos escuche. Antes para luchar contra el imperialismo fuimos apenas nosotros, solos, ahora luchar contra el imperialismo es “poner abajo el muro” como dicen los compañeros. La lucha contra Trump es la lucha del pueblo de toda la América.

Y poner abajo el muro no es apenas una tarea nuestra. ¿O ustedes creen que apenas nosotros latinoamericanos podemos poner abajo el muro? ¡No! No son apenas latinoamericanos, nosotros vamos poner abajo el muro con los trabajadores y con el movimiento negro y las mujeres explotadas de Estados Unidos. Con eses vamos poner abajo el muro también. Tenemos grandes oportunidades y la grande tragedia es que aún no tenemos una alternativa de masas de contra-poder cuándo ella es más necesaria que nunca, debido a la crisis entre ellos. No tenemos una hegemonía contra la hegemonía de ellos. Ellos están débiles en su hegemonía, pero aún no tenemos una grande alternativa. Así no podemos iludirnos.

Hay que estar atentos porque de esas diversas luchas nascen nuevas expresiones políticas, que no son listas tampoco tienen un programa que resuelva a todos los problemas de la lucha anti-capitalista. Ese es un paso necesario que está llevando a cabo el movimiento de masas. No podemos pretender que vengan todos a nuestro programa socialista y anticapitalista.

Creo yo que, haciendo un paralelo, es como se fuese un virus anti-capitalista. Ustedes saben que los virus se reproducen muy rápido, pero necesitan de transportadores. Ejemplo, el mosquito lleva el virus del dengue y de la fiebre amarilla. El virus anti-capitalista tiene que ser fuerte, duro, revolucionario, socialista… No puede iludir el socialismo que es la única alternativa para salvar la humanidad. Tenemos que reverter esa casta que está en el poder para cambiar la propiedad también. Para terminar con sus corporaciones. ¡Eso está puesto!

Pero necesitamos quien lleve el virus. Yo no soy tan partidario de salir ahora denunciando todos que pueden ser aliados en transportar el virus. Como el Podemos, de España, o Bernie Sanders y el Black Lives Matter, con los cuáles podemos tener aún diferencias. Pero no podemos hacer lo que han hecho algunos grupos de izquierdas en EEUU que cuándo se creó el grande movimiento sobre Sanders que estaba creciendo cada día más, permanecían hablando porque Sanders iba a traicionar. ¡Grave error!

Grave error no apoyar Bernie Sanders porque son 50 millones de personas que empezaron a hablar sobre Socialismo, los cuáles tenemos que acompañar en sus diferentes experiencias y saber cómo dialogar con ellos. No es poca cosa lo que está pasando en Estados Unidos, y Sanders fue catalizador de eso. Eso es gigantesco y está pasando y aquí está los compañeros, está Winnie Wong que habló ayer. Winnie Wong fue quien creó el “People for Sanders” que tuvo millones y millones de apoyadores.

Entonces hay una situación nueva y nosotros tenemos ese desafío. Aquí en Brasil tenemos el PSOL! El PSOL no es revolucionario consecuente y internacionalista como son el Juntos! y nosotros del Movimiento Izquierda Socialista. No es por nada que Luciana fue la mejor candidata que tuvimos para la presidencia. Y representa un virus muy bueno. Luciana Genro y el Juntos! tienen hace años ese virus grabado em su ADN.

Esos son los capitalistas que disparan contra nosotros todos. Que matan Black Lives Matter, que matan los negros aquí, rompen con la ley laboral, etc, etc. Bueno, estamos con una grande tarea para concluir. Una grande tarea. El Juntos es nuestro futuro. Winnie me ha dicho ayer: “Eses jóvenes lo hacen sentirse joven, no?”. Y yo respondí: “Sí, yo soy un joven viejo”, un poco pasado de moda, pero hay que ser joven aquí en la cabeza. La cabeza tiene que ser joven. La cabeza tiene que estar abierta. El socialismo no es un dogma, el socialismo no está nada listo.

El socialismo en el siglo XXI tenemos que construir entre todos. Y así vamos hacer. Y vamos avanzando. Y no quiero imponer a nadie nuestra posición pero aquí nosotros podemos salir con cosas maravillosas que ustedes tienen que discutir en sus talleres, por ejemplo, el Black Lives Matter viene hacer el Vidas Negras Importan en Brasil. Quien enseñó ellos van ayudar. Entonces porque van a venir? Porque nosotros tuvimos los compañeros del Juntos! que tuvieron osadía de invitar los compañeros del Black Lives Matter. Y por eso es muy importante que hagan una reunión como esa, con latinoamericanos, en Estados Unidos.

Ahora Luciana Genro se va a Estados Unidos y vamos intentar hablar con las mejores fuerzas políticas y con el movimiento negro allá. Porque vamos hacer una reunión no sólo de latinoamericanos aquí sino con compromiso de movimientos allá para poner abajo el muro de Trump.

Como no puede salir un compromiso entre nosotros que diga: todos los latinoamericanos con el Black Lives Matter, con el Partido Socialista Democrático, etc, estamos contra el muro de Trump. Tenemos que poner abajo el muro de Trump. Tenemos que abrir la frontera. Tenemos que enfrentar la guerra de Trump y tenemos que enfrentar las casi una centena de grandes corporaciones imperialistas que tienen como centro los Estados Unidos.

A contribution to think internationalism in the 21st Century

Pedro Fuentes speech on the panel “Towards a world without walls or frontiers” during the “International Camp of the Youth in Fight” on April 14th 2017.

I’m seeing something new today! We always look for the new to get ahead. And what is this new something? I have been to many meetings in the 25 or 28 years that I have attended these international meetings. They were program meetings, no one discussed concrete responsibilities in the class struggle. They were hard discussions and confrontations that led to fractional problems and did not solve well what was to be done.

I think that today we are not only discussing the world situation, it is not a round table for each organization to proclaim itself and accentuate our differences. On the contrary. Here is comrade Mariano from Argentina, his organization is in the first row of the teachers’ struggle. Here are the comrades from Peru, and it was very complicated for them to come here, because many of them lost their house in the storm and the flood that happened there and our companions are a poor people in Peru, the poorest of our militants. And here we have five companions.

We also have here the comrades from Chile, Venezuela and Paraguay. And here are also comrades from Europe. But it is not any representation of Europe, one is a member from the student federation, and the comrade who is there, Manoel, is the main leader of an unprecedented union, very difficult to do anywhere in the world, which is the Call-center workers. He organized the call-center …

And the most important thing is that we Latin Americans have never been to an international meeting where we had a majority of the United States. I don’t remember one like that. When we brought one from United States someone would show “oh, we have one in the United States.” He was alone there and we brought him to be more moralized in the end etc.

But we have here not just anyone from the United States. Here is the black movement, here is the movement that has carried forward the example of struggle for Brazilian blacks. An example for this Camp in which we have important representation of Juntos! in the black movement. The number of blacks is growing in Juntos! And that’s good, because they are the majority in the country, 52% of the population.

And there are the fellows of the Democratic Socialists of America who are a party that has been preserved in the difficult years. Do you know what it was like to be a socialist in the United States? Hard, so hard, you know. But that has preserved socialism. And today they say that they grew from 2 thousand to 20 thousand. It’s something big! We aspire that over time, because we always have many difficulties working among us, that the Black Lives Matter and the DSA form a major movement of anti-capitalist struggles in the United States because both are anti-capitalist. But that will be a process.

Unfortunately, many international organizations continue to hold closed meetings where they proclaim themselves and reaffirm their identity, which is not a bad thing, but they do not advance to solve the problems of internationalism in the 21st century, when it is more necessary than ever.

And this camp where different organizations are together is a modest experience that it is possible and necessary to aggregate and unite rich processes in this 21st century, where everything is more open.

But this is possible, of course. Let’s use the first Juntos meeting as an example. Those who made the first meeting of Juntos! were Nathalie, Leandro, Mariana, Evelin and other comrades 6 years ago. Twenty comrades – twenty – who have decided to launch Juntos!. I was there as an intruder, with a very good pretext, I took one of the leaders of the Tunisian revolution, Nizar Amaami, who is now a deputy. Look at the concrete fruit of internationalism, flesh and blood. The International Camp of the Youth in Fight shows how Juntos has multiplied! And this panel shows the mark of internationalism at the root of its growth.

Now there are more than 1,500 who will make a commitment to internationalism when it is more necessary than ever! Because in order to carry on this phase of globalization and neoliberalism, the large corporations and banks that dominate the world economy have meant that there were no frontiers for them. But they do and want to continue building great walls against us.

They move capital wherever they want and exploit us, all peoples. That is why it is crucial to move forward in internationalism, as DSA and Black Lives Matter comrades rightly said, both spoke of the importance of international struggle. And thst we can’t be anti-capitalist or socialist, if we aren’t internationalists in the first place. So “Down with Trump” and “Down with Temer” are no small feat.

It is fair that the left comrades correctly describe the world crisis as the most serious. I totally agree with that. I have agreement with a conclusion that they bring too. In the world of capitalism, the crisis was solved by exploring the backward countries. Exploring Brazil, exploring Latin America, exploring Africa, the most explored and plundered continent we know.

But now, look at the depth of the crisis, they also have to exploit their workers, their people … always exploited blacks in the United States, the struggle of blacks in the United States is not from now on, it has been a long time, but now they are not alone, workers, Latinos and women are also exploited …. The poverty rate in the United States is already around 50% of the population, that is, we are more “together”. They can come here and we can go there because we are going to have someone to listen to us. In the past to fight against imperialism we were alone, now to fight against imperialism is to “break down the wall” as the comrades say. The fight against Trump is the struggle of the people from all America.

And breaking down the wall is not just our job. Or do you think that only us Latin Americans can break down the wall? No! Not only Latin Americans, we are going to break down the wall with the workers and the black movement and the women from the United States. With these we’re going to bring down the wall too. We have great opportunities and the great tragedy is that we do not yet have an massive alternative of counter-power when it is more needed than ever because of the crisis between them. We don’t have an hegemony against their hegemony. They are weak in their hegemony but we still do not have a great alternative. So we can’t delude ourselves.

We must pay attention because from these diverse struggles new political expressions emerge, which aren’t finished nor do they have a program that solves all the problems of the anti-capitalist struggle. This is a necessary step that is giving the mass movement. We can’t expect them all to come to our socialist and anti-capitalist program.

I think, tring to build an analogy, it’s like an anti-capitalist virus. You know that viruses reproduce very fast, but they need transporters. For example, the mosquito carries the dengue virus and yellow fever. The anti-capitalist virus has to be strong, hard, revolutionary, socialist … You can’t delude socialism which is the only alternative to save humanity. We have to reverse this caste that is in power to change the property as well. To end with the corporations. That’s it!

But we need those that carry the virus. I’m fond of denouncing everyone who might be an ally in carrying the virus. Like Podemos, from Spain, or Bernie Sanders and Black Lives Matter, with whom we can still have differences. But we can’t do what some leftist groups in the US did when Sanders grew and grew up around the great movement around, they kept explaining why Sanders would betray. Big mistake!

It was a big mistake not to support Bernie Sanders because there are 50 million people who started talking about Socialism, which we have to follow in their different experiences and know how to dialogue with them. It is not small feat what is happening in the United States, and Sanders was a catalyst for this. This is gigantic and this is happening and here are the comrades, is Winnie Wong who spoke yesterday. Winnie Wong was the one who created the “People for Sanders” that had millions and millions of supporters.

So there is a new situation and we have that challenge. Here in Brazil we have PSOL! The PSOL is not consequently revolutionary and internationalist as are Juntos! and us Left Socialist Movement [Movimento Esquerda Socialista – MES]. No wonder Luciana was the best candidate we had for the presidency. And she represents a very good virus. Luciana Genro and Juntos have had this virus engraved in their DNA for years.

The capitalists shoot us all. They kill Black Lives Matter, kill the blacks here, break with the labor law, etcetera. Well, we have a big task to complete. A big task. Juntos is our future. Winnie told me yesterday, “these young people make you feel young, don’t they?” And I said, “Yes, I am an old man,” a little old fashioned, but you have to be young here in the head. The head has to be young. The head has to be open. Socialism is not dogma, socialism is not finished.

Al of us have to build socialism in the 21st century. And so let’s do it. We are moving forward. And I don’t want to impose our position on anyone, but we can leave here with wonderful things that you have to discuss in your workshops, for example, Black Lives Matter will come and do Vidas Negras Importam in Brazil. They will help them do it. And then why are they coming? Because we had the comrades from Juntos! who had the audacity to invite Black Lives Matter comrades. And so it is very important that we hold such a meeting, with Latin Americans, in the United States.

Now Luciana Genro is going to the United States and we will try to talk to the best political forces and the black movement there. Because we are going to hold a meeting not only with Latin Americans from here but with a commitment to move there to overthrow Trump’s Wall.

Could we hold a compromise between us that says: all Latin Americans with Black Lives Matter, with the Democratic Socialist Party etc we are against Trump’s wall. We have to knock down Trump’s wall. We have to open the border. We have to face Trump’s war and we have to confront the nearly one hundred large imperialist corporations centered in the United States.

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