Chavismo Crítico rejeita a Constituinte de Maduro e o Estado paralelo do MUD

Um conjunto de organizações e pessoas que se identificam com o Chavismo Crítico, manifestaram este sábado em conferência de imprensa a sua disponibilidade para trabalhar de forma articulada pelo “restabelecimento da vigência da Constituição da República Bolivariana da Venezuela” (CRBV), da “recuperação do funcionamento democrático e constitucional do país” e, das condições de vida do povo e do “resgate do melhor da nossa revolução”.

Na conferência de imprensa participaram Gonzalo Gómez, do Marea Socialista (um dos movimentos que tem trabalhado pela reorganização do Chavismo Crítico), bem como Walter Boza (DDT), Edgardo Lander (professor universitário), Gustavo Márquez e Cliver Alcalá (da Plataforma em Defesa da Constituição).

O grupo apresentou um documento comum onde expressam repúdio pela “Constituinte autoritária de Maduro” e o “Governo de Unidade Nacional” anunciado pelo MUD (oposição de direita), duas iniciativas que consideram os “ingredientes” de uma escalada das tensões para “uma guerra civil”, fruto da “irresponsabilidade das cúpulas políticas do Governo do PSUV bem como do MUD” (Mesa de la Unidad Democrática, oposição de direita ao governo de Nicolás Maduro).

Além da Marea Socialista, também o movimento Desafío de Todos (que agrega, entre outros, o deputado do PSUV Germán Ferrer, bem como ex-ministros e ex-ministras do governo de Hugo Chávez), a ainda a Plataforma Contra el Arco Minero del Orinoco, subscreveram o documento.

Vários manifestantes “maduristas” organizaram uma concentração junto ao local da conferência de imprensa, partindo vidros da instalação e acusando os participantes de “Traidores”, obrigando os participantes a sair por portas laterais do edifício.

Para Gómez, o Chavismo Crítico tem por missão “defender os logros e as conquistas da Revolução Bolivariana da Venezuela e da Constituição de 1999, lutando pelo restabelecimento da ordem constitucional enfraquecida”.

No documento, reiteram a sua recusa pela instalação da Assembleia Nacional Constituinte (ANC), que consideram inconstitucional e de iniciativa “presidencial autoritária”, que é alheia a consulta popular prévia bem como aos acordos políticos necessários entre os diversos setores sociais.

Recusam também as iniciativas do MUD e da Assembleia Nacional, destinadas a criar um Estado paralelo sob o nome de “Governo de Unidade Nacional”, com a nomeação de novos magistrados do Tribunal Supremo por parte da Assembleia Nacional através de preceitos que não estão previstos na Constituição de 1999 e que promovem para a fragmentação do Estado e a guerra civil.

Condenam ainda a “submissão do governo de Maduro às multinacionais e aos fundos abutre”, criticando os “acordos económicos lesivos para a Venezuela e a sua soberania”, nomeadamente o acordo com a “Faja Petrolífera” no Arco Minero del Orinoco, “bem como os fundos abutre”. E denunciam “o silêncio cúmplice do MUD face a estas políticas de submissão”.

Por último, apelam à abstenção ou voto nulo no plebiscito de 30 de julho para a eleição da Assembleia Nacional Constituinte, convocada por Maduro.

 

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