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Perú

16-F: Milhares de peruanos marcham contra a corrupção, por Bernardo Corrêa

 

*Bernardo Corrêa

No dia 16 de fevereiro, última quinta-feira, aconteceu a Marcha Contra a Corrupção chamada pela Central Sindical CGTP em conjunto com outros sindicatos, movimentos sociais e os partidos da esquerda peruana.
A marcha foi convocada após as denúncias provenientes das delações da Operação Lava Jato estarem causando um verdadeiro terremoto no regime político peruano. Pelo menos três presidentes (Toledo, García e Humala) estão sendo investigados pelo recebimento de propinas nas obras realizadas pela empreiteira brasileira Odebrecht. Há indícios, entretanto que o atual presidente Pedro Pablo Kuzcinski também esteja envolvido, assim como o ex-ditador Fujimori.
A mobilização em Lima contou com mais de 5 mil participantes que marcharam da Praça 2 de Maio, onde fica a sede da CGTP, até o Palácio de Justiça protestando contra os casos recém revelados e exigindo prisão aos corruptos.
Também houve manifestações no interior como em Cajamarca e Trujillo com centenas de manifestantes e Huacho onde tiveram mais de 2 mil mobilizados, a maior fora da capital.
Um momento importante dessa luta que começa a ganhar corpo no país.

A PARTICIPAÇÃO DO MOVIMENTO NUEVO PERU (MNP)

A participação do MNP foi decisiva na construção da Marcha. A principal liderança do partido em formação, a presidenciável que ficou em terceiro lugar nas eleições nacionais Verónika Mendoza, em entrevista coletiva à imprensa, fez um chamado público à mobilização colocando o tema de que para acabar com a corrupção é preciso uma mudança profunda nas instituições do país por meio de uma nova Constituição.
Verónika, os congressistas e dirigentes do partido e do MPGT como Tito Prado e Jorge Escalante estiveram à frente da coluna do MNP que contou com cerca de 500 pessoas.
Como primeiro momento de uma luta que está começando, a Marcha cumpriu seu papel, especialmente em uma situação política na qual há muita desesperança e desconfiança após a traição do ex-presidente Ollanta Humala a seu programa de mudanças e seu envolvimento com a corrupção.
O povo peruano ainda cura as feridas desta experiência, mas o assédio da população a Veronika e o fato da coluna do MNP ter sido a maior colunas dentre os partidos presentes anuncia um novo período.
No próximo dia 14 de março está convocada uma nova manifestação que promete ser ainda mais forte e mais ampla. Os ventos andinos sopram para toda a América Latina uma orientação de como se deve enfrentar o tema da corrupção: nas ruas!

 

 

Bernardo Corrêa é sociólogo e militante do Movimiento Nuevo Perú (MNP)

1 Comment

  1. Esto ya es un paso paso contra la corrupción, pero no se parece que nunca se debe haber con agresión.

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