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Do Congresso para as ruas

Jorge Escalante

SÚMATE al Nuevo Perú

A CRISE MOSTRA QUE ESTE MODELO FRACASSOU

São momentos de muita crise os que se vivem no Peru, e tem uma explicação: este modelo neoliberal não soluciona nada, ao contrário, aprofunda os problemas e acrescenta a crise de regime, e mostra que, para que funcione este modelo, seu principal sustentáculo é a corrupção.

Cada vez que soltam algo, Barata e Marcelo Odebrecht, funcionários, empresários, presidentes e ex-presidentes tremem; já que sai à luz a podridão da corrupção. No fundo, destes fatos vergonhosos, existe um pacto entre PPK, Keiko e o APRA. Desta maneira tentam impor um co-governo, que continue aplicando o mesmo plano econômico que, durante mais de 25 anos, nos afundou na pobreza e no estancamento econômico, além de continuar com o saqueio vendendo nossos recursos naturais às transnacionais, que só vêm a lucrar, explorar e contaminar.

Além disso, através de arremetidas e ingerências tenta, o fujimorismo, aparelhar algumas instituições, como o PJ e o TC, para se livrar dos casos de corrupção.

O PACTO DA CORRUPÇÃO E DA IMPUNIDADE

A crise, o pacto e o indulto não foram criado na quinta-feira (21/12). Desde nosso boletim N° 2 (novembro de 2017) denunciamos, que já estava sendo cozinhado, um acordo impune meses atrás. Em 21/12, PPK foi ao congresso com seu advogado responder pela acusação de conflito de interesses e defender-se da possível vacância.

Com um PPK com a corda no pescoço, sua salvação foi negociar com Kenji Fujimori; em troca dos 10 votos que favoreceu a NÃO VACÂNCIA, ele negociou colocar hora e data para o indulto do assassino e ladrão Alberto Fujimori. O cinismo desta classe de políticos é impressionante; entendemos que o impedimento de PPK, por corrupção, era merecido; mas, a bancada do MNP não podia ser utilizada nesse circo de interesses e disputas, entre Lobistas e Golpistas, apoiando a política do mal menor, sabendo que ambos são a mesma escória política. Assim mesmo, a vacância, se houvesse ocorrido, o Fujimorismo poderia ser visto como destronando um presidente ‘democrático’ e, talvez, PPK, teria saído como um “herói”. Ter clareza sobre a tática do dia 21, no congresso, era importante; a crise não teria se encerrado e o indulto, com vacância ou sem ela, era iminente.

A CRISE DO CONGRESSO NA RUA

Em 24/12, por volta das 19h, foi anunciado que a Graça Presidencial era em favor de Alberto Fujimori, e, faltando 3 hora para o Natal, cerca de 4 000 pessoas, em resposta a isso, se reuniram na Plaza San Martin e, em 25 de dezembro, tiveram quase 20000 pessoas, a um só grito: FUERA, FUERA PPK …

A crise, que até aqui era nas alturas, agora foi para as ruas: PPK pode ser salvo no congresso por seus amigos fujimoristas. Mas, o descontentamento popular não perdoa. Na Costa, na Serra ou na Selva ocorrem todo o tipo de iniciativas, reuniões de coordenação, etc, é a resposta popular a tal fato degradante.

EM 11/1 PREPAREMOS UMA GRANDE MOBILIZAÇÃO

Já foi convocada uma nova mobilização para o dia 11/1 desde todos os lugares onde estamos. Temos que potencializar este chamado para a mobilização contra a impunidade, fazer eventos, bandeiraços, reuniões de coordenação e todo o tipo de iniciativas. É preciso estar a serviço de que esse dia se faça uma marcha massiva. Ao mesmo tempo, é necessário ir postulando desde abaixo a organização de uma grande paralisação nacional para liquidar PPK e sua corte de corruptos.

FORA PPK, O PACTO IMPUNE E OS CORRUPTOS

ANULAÇÃO DO INDULTO

NOVAS REGRAS ATRAVÉS DE UM PROCESSO CONSTITUINTE

Uma nova página para apoiar e construir novas alternativas na América Latina e no mundo, defendendo o poder dos trabalhadores e do povo contra o 1% dos ricos e poderosos, e uma sociedade sem exploração.

Secretaria de redação

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