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O dia em que a indignação se transformou em milhares

Jorge Escalante – SUMATE-MNP

Em 28 de dezembro será um desses poucos dias que ficarão na memória de muitos peruanos, é quando a revolta passa a ser de milhares nas ruas. Em Lima, aproximadamente, 50 000 pessoas se mobilizaram e, outras centenas, no interior.

As organizações sociais, políticas, de Direitos Humanos, familiares de desaparecidos, grêmios estudantis e cidadãos convocaram as principais ruas do centro de Lima, expressando o rechaço ao indulto dado por PPK a uns dos personagens mais sinistros da história política do Peru, Alberto Fujimori.

Isso ocasionou que a crise, já existente nas alturas, se trasladasse para as ruas e se aprofundasse ainda mais, a tal ponto que volte a colocar no cenário político o impeachment com o FORA FORA PPK que já é um sentimento de milhares, esta vez a agenda a coloca na rua, e aqui não existe pacto nem congresso que possa salvar o PPK se aprofundado esse processo de luta e organização.

MOBILIZAÇÃO DO 28/12 E PREPARANDO A PARALISAÇÃO NACIONAL

Organizações gremiais, sociais, políticas assim como familiares de desaparecidos no dia 28 convocaram a tomar as ruas, e assim foi literalmente, cerca de 50 000 pessoas em Lima e outros milhares em diferentes províncias, marchamos manifestando a bronca e a indignação exigindo ANULAÇÃO DO INDULTO e QUE SE VAYA PPK. Esta ação massiva é um duro revés para PPK e seu frágil governo, a continuidade deste processo de luta é para o dia 11/1 que novamente sairemos às ruas, é preciso avançar em seguir coordenando e organizando-nos e ao mesmo tempo ir preparando desde as bases uma grande paralisação nacional para terminar de dar o “nocaute” definitivo a este lobista corrupto.

A exigência de novas eleições está posta na ordem da agenda popular, para isso é necessário novas regras do jogo, através de um processo constituinte. Dessa maneira, desde abaixo, discutir e acordar uma reforma eleitoral verdadeiramente democrática e participativa, ademais, nos permitirá debater que modelo de país necessitamos, e, construir, um novo conceito de democracia a favor das maiorias; já que a atual somente representa os corruptos e ricaços.

Desde o campo popular e progressista também temos uma tarefa pendente e é: levantar uma alternativa de governo, defendendo a unidade com base numa plataforma cujo eixo seja a Nova Constituição, anulação do indulto, cárcere aos corruptos entre outras; chamando a todas as forças progressistas e dirigentes reconhecidos a nos unirmos. É a maneira de varrer toda essa escória de partidos apodrecidos, que nos poria em melhores condições, para continuar enfrentando este modelo neoliberal.

 

J.E.

Uma nova página para apoiar e construir novas alternativas na América Latina e no mundo, defendendo o poder dos trabalhadores e do povo contra o 1% dos ricos e poderosos, e uma sociedade sem exploração.

Secretaria de redação

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