Portal da Esquerda em Movimento Portal da Esquerda em Movimento Portal da Esquerda em Movimento

Preparemos um grande maio 2018 contra Macron

Texto do NPA, Novo Partido Anticapitalista

“Em todas as universidades onde há lugares paralisados os estudantes são bem minoritários. Eles são grupos, que não são grupos de estudantes, eles são profissionais da desordem”. Este é o comentário de Macron da mobilização que dura desde há meses nas universidades que visa impedir as dificuldades sociais dos estudantes, os ataques da extrema-direita, a violência policial e que junta milhares de pessoas em numerosas universidades.

O profissional da desordem é Macron

Em termo de desordem Macron é um especialista: destroça o Código de Trabalho, intervenção militar em Notre-Dame-des-Landes, desmonta os estatutos no funcionalismo público, privatiza; ele ganhou a Palma de Ouro da destruição social. Mas como se isso não fosse suficiente para a burguesia, Macron e seu governo preparam uma nova reforma da aposentadoria. Eles dizem querer terminar com os “regimes especiais”. Mas se trata de tirar os direitos dos assalariados que têm os empregos dos mais difíceis, daqueles que tiveram a esperança de vida de uma boa saúde ou relativamente razoável. Isso não é para equalizar todas e todos, alinhar para acima os direitos, mas para individualizar as aposentadorias e aplicar uma dose de capitalização apelando para impô-la mais largamente. Da mesma maneira que ele quer terminar com as convenções coletivas e os acordos de ramos, ele quer cada assalariado gere sua aposentadoria, terminando assim com toda possibilidade de contestação, de reivindicações coletivas.

286 milhões em 100 bombas lançadas numa hora

Na Síria, Macron se jactar de ter lançado 100 bombas ao custo de 2,86 milhões de euros por peça. Ele alega que é para destruir as armas químicas… mas em suas entrevistas falou que o objetivo real é impôr à Rússia outra correlação de forças.

Este tipo de operação militar é catastrófica, porque atacando a Síria, ele complica a população ao redor de Assad quando ele deveria apoiar a resistência armada a ele, do lado dos sírios e dos curdos. Essa indecência de lançar bombas que custam milhões de euros sobre as populações, ao mesmo tempo em que nos exigem apertar nossos cintos para aceitar sua política de austeridade!

Para que o mês de maio veja uma grande convergência de lutas 

Apesar das férias escolares, as mobilizações se reforçam a cada semana contra os ataques do governo: dos estudantes e dos ferroviários, lutando contra por seu estatuto e contra a privatização. Air France, pelos salários e contra a supressão de postos de trabalho, na educação.

Em 19 de abril, em primeiro de maio, em três de maio, em cinco de maio, nós utilizaremos essas datas para demonstrar nossa cólera. Resta construir grandes mobilizações, majoritária, as grandes greves para pôr fim a este governo e sua política. Este governo não compreende que é o momento de construir a correlação de forças para ganhar.

Uma nova página para ajudar a organizar a indignação, apoiar e construir novas alternativas na América Latina e no mundo; pelo poder dos 99% contra o 1% de ricos e privilegiados e por um programa socialista para o século XXI.

Secretaria de redação

  • Pedro Fuentes
  • Bernardo Corrêa
  • Charles Rosa
  • Clara Baeder