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Um mês depois, o Brasil ainda pergunta: quem matou Marielle?

Em 14 de abril, completou-se um mês do assassinato da vereadora carioca Marielle Franco (PSOL) e de seu motorista Anderson Gomes no Rio de Janeiro. Como não poderia ser diferente, a data foi marcada por muita comoção e por atos em diversas cidades brasileiras em memória da ativista pelos Direitos Humanos e contra a intervenção militar na capital fluminense.

No Rio de Janeiro, mais de quarenta manifestações cobraram respostas por parte das autoridades. Da mesma forma, registraram-se protestos nos estados de Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Pernambuco, Rio Grande do Sul e São Paulo. Fora do país, portugueses e brasileiros organizaram uma vigília em Lisboa para recordar a luta de Marielle Franco. Outro destaque ficou por conta rodada inicial do Campeonato Brasileiro de futebol, na qual os torcedores do América-MG levaram uma bandeira com o rosto da vereadora do PSOL.

Em Porto Alegre, uma caminhada pelo Centro Histórico contou com a participação de 500 manifestantes e as principais figuras públicas do PSOL sob a bandeira de “Justiça para Marielle”. Luciana Genro resumiu o sentimento dos presentes na seguinte declaração à imprensa gaúcha: ““Marielle combatia a intervenção militar e denunciava o genocídio da juventude negra e as violações aos direitos humanos na periferia do Rio de Janeiro. Estamos indignados porque se completam 30 dias de sua morte e ainda não temos nenhuma resposta. Queremos saber quem puxou o gatilho e quem mandou matar”.

Até agora os investigadores divulgaram poucas pistas sobre o crime. A única testemunha presente no momento do crime, um assessora de Marielle, precisou trocar sua residência para o exterior por motivos de segurança. A hipótese que envolve as milícias (grupos paramilitares que controlam grandes áreas na cidade do Rio de Janeiro) vem ganhando força, conforme o próprio ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, revelou em entrevista para a rádio CBN nesta segunda-feira (16/04). Há uma expectativa de que a perícia sobre as impressões digitais nas cápsulas disparadas revele o que o mundo inteiro deseja saber: quem matou Marielle?

Uma nova página para apoiar e construir novas alternativas na América Latina e no mundo, defendendo o poder dos trabalhadores e do povo contra o 1% dos ricos e poderosos, e uma sociedade sem exploração.

Secretaria de redação

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