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CLIPPING DO OBSERVATÓRIO INTERNACIONAL DA FUNDAÇÃO LAURO CAMPOS – 09/06

09/06/2018 – São Paulo

Nesta edição do Clipping Semanal do Observatório Internacional da Fundação Lauro Campos, destacamos as mobilizações contra os planos neoliberais de austeridade que derrubaram ministros no Peru e na Jordânia, além do tsunami feminista no Chile e imensa marcha pelo direito ao aborto livre e seguro na Argentina.

Outros acontecimentos que marcaram a semana e estão aqui selecionados são: a continuidade dos protestos estudantis na Nicarágua e na Bolívia, o afunilamento da corrida eleitoral na Colômbia e no México, a desistência da seleção argentina de futebol em realizar um amistoso contra Israel em Jerusalém após protestos no mundo inteiro, a ambição de Erdogan ao antecipar as eleições na Turquia, a denúncia de violação dos direitos humanos por parte do governo marroquino, a formação do gabinete ministerial de Pedro Sánchez na Espanha, o discurso de estreia de Giuseppe Conte no Parlamento italiano, a cúpula do G-7 que evidencia o isolamento dos EUA na era Trump e o crescimento do poderio naval da China.

Por fim, na segunda parte deste trabalho sob a perspectiva da esquerda internacional, nossos leitores poderão se inteirar um pouco mais sobre a crise política no Peru, o apoio internacional que Gustavo Petro tem reunido em seu duelo contra o uribismo, as interpretações do histórico tsunami feminista no Chile, o avanço da luta pelo direito ao aborto na Argentina, as possibilidades de estabilização do novo governo iraquiano anti-EUA e uma entrevista com Edward Snowden.

A todos uma excelente leitura!

Charles Rosa – Observatório Internacional da Fundação Lauro Campos

NOTÍCIAS E ARTIGOS DA IMPRENSA INTERNACIONAL

 

Protestos contra a austeridade derrubam Ministro das Finanças do Peru; Kenji Fujimori é suspenso do Congresso 

LA VANGUARDIA (05/06):”Renuncia o ministro das Finanças e da Economia do Peru, David Tuesta” (em espanhol)

“O ministro da Economia e das Finanças do Peru, David Tuesta, apresentou sua renúncia ao cargo em meio a uma polêmica causada pelo aumento de impostos que provocou greves em várias regiões do sul do país. O diário El Comercio informou que Tuesta “deu um passo atrás” depois de que o presidente Martín Vizcarra abriu a possibilidade de derrubar o aumento do Imposto Seletivo ao Consumo (ISC) a gasolina, carros novos, refrigerantes, bebidas alcoólicas e cigarros”.

EL COMERCIO (07/06): “Kenji Fujimori: o congressista mais votado que agora foi suspenso” (em espanhol)

“O Congresso decidiu suspender Kenji Fujimori, depois de acusá-lo pelos delitos de suborno ativo genérico e tráfico de influência depois que veio à tona os vídeos da suposta compra de votos para evitar a vacância do ex-presidente Pedro Pablo Kuczynski (PPK). Com 58 votos a favor, o plenário aprovou o ante-juízo político contra Kenji Fujimori. Desta maneira, será substituído por seu suplente Ángel Neyyra Olaechea enquanto dure o processo penal. Sua suspensão é o último dos acontecimentos da vida política de Kenji Fujimori, a qual começou desde muito tenra idade, sempre acompanhando seu pai e respaldando-lhe em meio a escândalos de corrupção e uma sentença pelas matanças de Barrios Altos e La Cantuta”.

Milhares marcham na Argentina pelo direito ao aborto

EL PAIS (05/06): “A marcha de #NiUnaMenos na Argentina se tinge de verde a favor do aborto legal” (em espanhol)

“A luta feminista tem crescido entre as gerações mais jovens da Argentina, que pressionam para conseguir mudanças. Em junho de 2015, uma multitudinária manifestação sob o lema #NiUnaMenos pôs na agenda pública os feminicídios e demandou medidas para evitá-los. Em anos posteriores se somou a exigência de igualdade salarial entre homens e mulheres. Nesta segunda-feira, dezenas de milhares de pessoas saíram às ruas com lenços verdes, a cor que identifica a campanha pelo aborto legal, seguro e gratuito. “Aborto legal no hospital”, cantavam as manifestantes, em sua maioria adolescentes, enquanto percorriam a Avenida de Mayo de Buenos Aires até o Congresso, onde no próximo 13 de junho se votará o projeto de lei para despenalizar a interrupção voluntária da gravidez”.

Milhares de chilenas voltam às ruas em marcha feminista

LA VANGUARDIA (06/06): “Mulheres reivindicam direitos com manifestações massivas no Chile

“Dezenas de milhares de pessoas manifestaram nesta quarta-feira em Santiago e outras cidades do Chile, convocadas por agrupamentos feministas, para demandar a reivindicação dos direitos das mulheres, o términos da educação sexista e o fim da desigualdade de gênero. Cerca de vinte universidades de Santiago e outras cidades, além de colégios secundários e institutos profissionais permanecem ocupados por alunas que exigem às autoridades e ao governo adotar medidas para terminar com o assédio machista e os abusos sexuais e castigos para os responsáveis”.

Mais mortos nos protestos na Nicarágua

Familiares y amigos cargan con el ataúd del jóven Jason Putoy, de 22 años, el 04/06/2018 en Masaya, Nicaragua. Un total de 10 muertos, 10 desaparecidos y 62 heridos dejó un prolongado ataque y asedio de policías y paramilitares a la ciudad de Masaya, al este de la capital de Nicaragua, informaron el 05/06/2018 fuentes oficiales y organismos de derechos humanos.
(Vinculado al texto de dpa “Nicaragua: Sube a 10 la cifra de muertos por ataque en Masaya” del 05/06/2018) Foto: Carlos Herrera/dpa +++ dpa-fotografia +++

EFE (08/06): “O número de mortos pela crise na Nicarágua se eleva para 135, segundo o Cenidh

“O número de pessoas falecidas durante a crise sociopolítica da Nicarágua se elevou para 135, após os ataques de quinta-feira à noite aos estudantes de uma universidade estatal, informou hoje o Centro Nicaraguense de Direitos Humanos (Cenidh). O ataque à Universidade Nacional Autônoma da Nicarágua (UNAN-Managua), a maior do país, tirou a vida do jovem Chester Javier Chavarría, de 19 anos, que estava atrincheirado no câmpus, como parte dos protestos estudantis contra o presidente Daniel Ortega”.

Protestos universitários na Bolívia

EL DIARIO (08/06): “Governo e universidade abrem diálogo depois de semanas de protestos na Bolívia

“O governo boliviano empreendeu nesta sexta-feira um processo de diálogo com a universidade UPEA, cujos protestos há mais de duas semanas, nas quais morreu um estudante, geraram um enfrentamento entre a comunidade universitária e o Executivo do país. Os protestos em El Alto, a segunda maior cidade da Bolívia e vizinha de La Paz, capital administrativa do país, começaram no final do mês passado em reivindicação de mais fundos, enquanto o governo de Evo Morales apelou para uma melhor gestão destes recursos pela UPEA”.

Eleições na Colômbia

EL PAIS (07/06): “Ingrid Betancourt apoia Gustavo Petro no segundo turno das eleições colombianas

“No calor de um descontraído café, Gustavo Petro, o candidato antiestablishment nas eleições da Colômbia, selou nesta quinta-feira o apoio de Ingrid Betancourt, o rosto mais visível dos políticos que passaram longos anos na selva sequestrados pelas FARC. As pesquisas assinalam ao ex-prefeito de Bogotá como o perseguidor numa corrida pela presidência, que o enfrenta com o senador uribista Iván Duque, favorito desde o início para o segundo turno de 17 de junho. Desde essa posição, Petro recebeu nos últimos dias o chamativo respaldo de intelectuais e escritores, entre eles o economista Thomas Piketty, enquanto Duque agregou mais apoios no mundo político”.

Eleições no México

EL PAIS (03/06): “López Obrador sobe nas pesquisas e tem cerca de 92% de probabilidades de ganhar

“Andrés Manuel López Obrador afronta o último mês antes das eleições mexicanas com uma substancial vantagem sobre seus rivais. O líder de Morena conta com cerca 48% de intenção de votos, segundo a média das sondagens e aumentou sua vantagem para até 20 pontos em relação a Ricardo Anaya, que conta com cerca 28%. O candidato do PRI, José Antonio Meade, segue em terceiro, com cerca de 20%.”

Repressão israelense mata mais palestinos em Gaza; seleção da Argentina de futebol desiste de jogar amistoso em Jerusalém contra Israel após protestos

AL JAZEERA (08/06) “Forças israelenses matam 4 palestinos e deixa 600 feridos em Gaza” (em inglês)

“Autoridades da Faixa de Gaza disseram que o número de palestinos mortos por forças israelenses durante protestos próximos à fronteira com Israel aumentou para quatro. Yousef al-Fasih, 29, foi baleado fatalmente enquanto protestava no oeste da Faixa de Gaxa, informou a agência de notícias palestina Wafa. Mais de 600 pessoas foram atingidas por forças israelense, inclusive o fotógrafo Mohammed Abed al-Baba, que levou um tiro no braço”.

DW (05/06): “Argentina suspende amistoso contra Israel em Jerusalém” (em português)

“Imprensa argentina afirma que Federação cancelou partida após protesto de comunidade palestina. Amistoso em Jerusalém era visto como uma “ferramenta política”. A Argentina suspendeu nesta terça-feira (05/06) o amistoso contra Israel, que estava marcado para o próximo sábado em Jerusalém, segundo divulgou a imprensa local. A partida foi alvo de protestos da comunidade palestina, que classificou o jogo na cidade sagrada como uma provocação de cunho político.”

Manifestações na Jordânia contra austeridade e o FMI derrubam o primeiro-ministro

THE GUARDIAN (04/06): “Primeiro-ministro da Jordânia renuncia depois de grandes protestos contra a austeridade” (em inglês)

“O rei Abdullah II da Jordânia aceitou a renúncia do primeiro-ministro do país, disse o palácio em um comunicado, em meio aos maiores protestos contra o governo na Jordânia desde 2011. A partida de Hani Mulki veio depois que milhares de pessoas se juntaram a manifestações anti-austeridade em todo o país nos últimos dias, exigindo que seus líderes cancelassem um aumento planejado de impostos.”

Repressão no Marrocos

AL JAZEERA (04/06): “HRW acusa Marrocos de reprimir manifestantes pacíficos” (em inglês)

“A Human Rights Watch (HRW) acusou as autoridades marroquinas de usar força excessiva contra os manifestantes na cidade de Jerada, no leste do país, após meses de manifestações por dificuldades econômicas. O grupo de defesa dos direitos humanos denunciou o uso indiscriminado e desproporcional da força em um novo relatório divulgado na segunda-feira após uma série de protestos que começaram depois que dois irmãos morreram acidentalmente em uma mina de carvão que eles mineravam ilegalmente em dezembro de 2017. “A repressão em Jerada foi muito além de um esforço para levar protestos supostamente violentos à justiça”, disse Sarah Leah Whitson, diretora do Oriente Médio e Norte da África da Human Rights Watch.”

Eleições na Turquia 

AL JAZEERA (05/06): “Por que Erdogan convocou eleições adiantadas?”

“Os eleitores turcos irão às urnas em 24 de junho em eleições antecipadas celebradas num contexto de estado de emergência em curso e uma moeda em declínio, assim como num contexto de mudanças das alianças internacionais e uma maior participação na Síria. O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, anunciou as eleições apressadas em meados de abril, transferindo-as mais de 18 meses antes do previsto, junto com seu principal aliado, o líder de extrema-direita Davlet Bahceli. As eleições estavam originalmente programadas para 3 de novembro de 2019. A votação marcará a primeira vez em que as eleições parlamentares e presidenciais serão realizadas sob um novo sistema que concede ao novo presidente maiores poderes executivos”.

Pedro Sánchez (PSOE) forma gabinete ministerial com maioria feminina; intervenção financeira na Catalunha fica suspensa

LA VANGUARDIA (06/06): “O Governo de Pedro Sánchez, para além da paridade: onze ministras e seis ministros” (em espanhol)

“Este é o novo Governo socialista de Pedro Sánchez. 17 ministros, onze mulheres e seis homens, muito além da paridade prometida. Um Executivo europeísta, com uma grande presença valenciana, destinado a governar um ano e meio, portanto pouco tempo, mas com vocação de sobrevivência para além das eventuais eleições antecipadas que o PSOE prometeu convocar”.

EL CONFIDENCIAL (09/06): “Sánchez inicia o degelo com Torra: oferece diálogo e controle parcial de suas contas” (em espanhol)

“Em La Moncloa utilizam um termo chave. Este: “Normalizar”. Restabelecer os canais de comunicação, recuperar a vida cotidiana das instituições, repor o tratamento institucional habitual. Mas não se trata só disso. O presidente Pedro Sánchez sabe que boa parte de seu mandato estará centrado na recomposição das relações com a Catalunha, agora que o 155 caiu e o Govern de Quim Torra tem (quase) plenos poderes. Por isso ativou já o degelo, começou a rebaixar a tensão. Sem esperar mais tempo. Nada mais aterrissar com sua equipe no Executivo. E para visualizar isso já deu dois passos: levantar um dos controles financeiros da Generalitat e ligar para o “president” a fim de convidá-lo para um encontro próximo”.

Primeiro discurso de Giuseppe Conte aponta para medidas contra a imigração

EL PAIS (05/06): “O primeiro-ministro da Itália assume o discurso anti-imigração de Salvini” (em espanhol)

“Giuseppe Conte comparece pela primeira vez ante o Parlamente e anuncia a abertura de seu país a Rússia e seu compromisso de permanecer na União Europeia. Giuseppe Conte não fará experimentos. O novo primeiro ministro da Itália assumiu ponto por ponto o roteiro escrito pela Liga e pelo Movimento 5 Estrelas em sua primeira intervenção no Senado, onde anunciou que promoverá o levantamento das sanções a Rússia. Conte sublinhou a luta contra o “o negócio da imigração” – o acordo do Governo que mira 500 000 migrantes – e confirmou a diminuição radical de impostos. A maioria parlamentar lhe outorgou a confiança e nesta terça-feira deverá fazer o mesmo na Câmara de Deputados”.

Encontro do G-7 no Canadá

THE GUARDIAN (08/06): “Donald Trump clama ao G-7 para readmitir a Rússia” (em inglês)

“Donald Trump pediu para que a Rússia fosse readmitida ao clube de líderes mundiais, o G-7, abrindo uma nova disputa com os aliados dos Estados Unidos que rapidamente o contradisseram numa cúpula contenciosa em Quebec. Ainda que tenha havido sorrisos e apertos de mãos entre Trump e seus homólogos da Europa, Canadá e Japão, na sexta-feira pela noite não havia sinal de que estivessem mais próximos das questões profundamente polêmicas sobre o comércio, a mudança climática e a política para Moscou”.

NY TIMES (08/06): “Trump sacode o cenário mundial em ruptura com os aliados dos EUA” (em inglês)

“Raramente o papel do presidente Trump como um desestabilizador no cenário mundial foi mais acentuado. Em um momento de tumulto sobre o comércio e a segurança nuclear, ele está sacudindo a ordem internacional ao fazer amizade com os inimigos da América e inimizade com os amigos dos Estados Unidos. Homem de negócios e artista sem experiência diplomática, Trump chegou à Casa Branca há quase 17 meses, convencido de que os alinhamentos econômicos e geopolíticos que governaram o mundo durante sete décadas estavam fora de sintonia e tendenciosos contra os Estados Unidos. Mas depois de um ano sendo contido em certa medida por conselheiros que defendiam essa ordem global, Trump substituiu grande parte de sua equipe de segurança nacional por assessores mais parecidos e está finalmente agindo conforme seus impulsos “America First” através de ondas de choque na Europa, Ásia e América do Norte.”

China prepara-se para a hegemonia naval

BBC (03/06): “O plano naval da China para superar os EUA e controlar o Pacífico até 2030

“Um oceano separa os Estados Unidos e a China. Seu domínio é agora também um motivo de disputa entre os dois países. Desde o fim da Segunda Guerra Mundial, o controle do Pacífico – e de outros mares do mundo – estão no radar da armada americana. Grandes marinhas de guerra, como as da Rússia ou da Índia, não conseguiram superá-la em número ou capacidade. Mas, há alguns anos, especialistas de Washington vêm manifestando seu temor por uma “nova ameaça” à maior potência naval do mundo: o crescente poderio marítimo da China. James Fanell, ex-diretor de inteligência da Sexta Frota dos Estados Unidos, apresentou em maio diante do Congresso americano um relatório de 64 páginas em que garante que a China desenvolve atualmente um plano para ter, em um futuro não muito distante, uma marinha duas vezes maior que a dos Estados Unidos. “A armada chinesa está em um processo acelerado de desenvolvimento e expansão de sua capacidade, e isso está logicamente gerando preocupação nos Estados Unidos”, explica Lyle Goldstein, professor do Instituto de Estudos Marítimos da China do Colégio Naval dos Estados Unidos.”

ARTIGOS E DEBATES DA ESQUERDA INTERNACIONAL

Crise política no Peru

PORTAL DE LA IZQUIERDA EN MOVIMIENTO (05/06): “Abaixo o Congresso?“, por Tito Prado

“As pesquisas o dizem, 41% dos peruanos creem que o Congresso é uma instituição corrupta e somente 15% confia nele. Então é natural que cresça o descontentamento com o Congresso, mas, cuidado, pedir o fechamento do Congresso é dar a Vizcarra uma arma muito potente de arbitrariedade. A única maneira que o fechamento do Congresso não levaria a um regime mais autoritário e antidemocrático é através da convocação de Eleições Gerais antecipadas. Com isso, não só vai embora o Governo mas também o Congresso. Porém para que essa saída seja verdadeiramente democrática se requer que seja acompanhada de novas regras do jogo que equiparem o piso para todos, em especial para as novas opções”.

Mobilização pelo direito ao aborto na Argentina

ABORTO LEGAL (05/06): “Defendemos nosso Projeto e exigimos um ditame sem retrocessos!“, por Campanha Nacional pelo Direito ao Aborto Legal e Seguro

“Estamos protagonizando uma verdadeira revolução por nossa autonomia. Depois de dois meses de argumentos, difundidos em transmissões seguidas por mais de um milhão de pessoas, afirmamos que seguiremos no Congresso, nas ruas e nas redes, defendendo o que foi conquistado: a ampliação de direitos para as mulheres e varões trans com capacidade de ser gestante. O reconhecimento de nossas decisões soberanas. Aos que nos perguntam por números respondemos que contamos com 13 anos de luta e a experiência de 32 Encontros Nacionais de Mulheres. Com o apoio das 500 organizções sociais, políticas e de direitos humanos que fazem parte da Campanha e com as mais de 70 mil assinaturas de diversos coletivos profissionais e artísticos em  2 meses de debate com mais de 350 especialistas a favor do direito ao aborto. Que contamos com o apoio do movimento de mulheres, lésbicas, travestis e trans que em todo o país e no mundo protagonizaram desde fevereiro centenas de protestos por nosso direito a decidir. E que as últimas pesquisas dizem que a sociedade apoia a despenalização e a legalização em todas as regiões do país por cima dos 60%.”

Onda feminista no Chile

LA TERCERA (02/06): “Cinco historiadoras ante a ‘onda feminista’

“Este movimento feminista tem componentes inéditos, porque a partir de uma crescente exposição dos reiterados casos de abuso e assédio que têm lugar na esfera pública, reclama protocolos específicos para abordá-los e uma agenda legislativa destinada a reduzir a iniquidade que afeta as mulheres em geral. Ou seja, como as demandas são mais globais, aponta para uma mudança radical nas relações de gênero (por Pía Montalva, presidenta da Associação Chilena de Historiadores)”.

Eleições na Colômbia

REVISTA ARCADIA (08/06): “Zizek, Negri, Cornell: Aparece uma nova carta de apoio a Petro assinada por filósofos e acadêmicos” (em espanhol)

“A comunidade internacional de intelectuais e as novas gerações de pensadores, artistas e professores colombianos apoiamos com esta Carta Aberta a candidatura de Gustavo Petro e Ángela Robledo. Porque: promovem as novas cidadanias livres e pacíficas; fazem uma aposta clara para construir uma sociedade mais democrática, igualitária e diversa; concebem o Estado como um espaço para a ampliação de direitos e não um privilégio para as minorias; propõem um modelo eficiente para nossas cidades, com oportunidades para todos e responsável com o meio ambiente; impulsionam a construção de uma economia que reativa nossa indústria e amigável para a vida, os animais e a natureza. Por todas estas razões sabemos que junto a Gustavo Petro e Ángela Robledo é possível imaginar um futuro próspero, democrático e em paz para todos”.

Crise na Nicarágua 

PORTAL DE LA IZQUIERDA EN MOVIMIENTO (05/06): “O que acontece na Nicarágua“, por MAS-Panamá (em espanhol)

“Para os que seguem crendo que na Nicarágua existe um processo revolucionário em curso, lhe dizemos que certamente o mesmo está se dando, mas não a partir do governo repressivo de Daniel Ortega, mas a partir de milhares de trabalhadores, estudantes, camponeses e indígenas, que vêm lutando em toda a América Central, como em efeito foi no ano passado em Honduras contra a fraude eleitoral que levou ao poder a Juan Orlando Hernandez, como se deu em fevereiro deste ano na Guatemala quando se de uma gigantesca marcha calculada em meio milhão de pessoas contra o governo corrupto de Jimmy Morales, como ocorreu há algumas semanas na Costa Rica com a derrota eleitoral do pastor evangélico Fabricio Alvarado”.

Protestos na Jordânia

VIENTO SUR (06/06): “Por que a crise social?“, por Olivier Philippe-viela

“O jornalista periodista de Eco, Salahddin Lemaizi, autor de uma reportagem em meados de março, explica para TelQel esta situação. Disse haver constatado, desde o início da primavera, “movimentos de protesto nas regiões periféricas do país, quando a capital ainda estava preservada disso”. A causa? A subida de preços ligadas às  medidas de austeridade demandadas pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) em troca de uma ajuda financeira. “Como no Marrocos, o FMI recomendou em seu informe anual a supressão das subvenções aos produtos básicos: pão, petróleo, transportes, etc.” segundo o jornalista”.

Entrevista com Edward Snowden

REBELION.ORG (06/06): “O Governo e as empresas aproveitaram nossa ignorância, mas isso está chegando ao fim” (em espanhol)

“Cinco anos depois do histórico vazamento de dados da NSA, Edward Snowden faz um balanço do que se conseguiu na luta contra a vigilância massiva pelo Estado e os serviços de inteligência. “O povo diz que não mudou nada, que ainda há vigilância massiva. Mas as mudanças não se medem assim. Olhe a situação anterior a 2013 e olha tudo o que se passou. Tudo mudou”. ”

Eleições no Iraque

I. Wallerstein (01/06): “Vitória sadrista no Iraque: vitória de quem?” (em espanhol)

“O caminho alternativo, que há muito tempo vem impulsionando Muqtada al-Sadr com bastante força, seria criar uma aliança de grupos nas três regiões pseudoétnicas, assim como algumas forças pan-iraquianas laicas. Esta última se refere em particular ao Partido Comunista Iraquiano, que historicamente teve uma base significativa de organização apesar da repressão sofrida. A política unificadora desta aliança viria a ser o nacionalismo iraquiano. Seu programa estaria dirigido primordialmente contra os Estados Unidos e outras potências imperialistas. Num plano secundário se dirigiria contra as pretensões iranianas de controlar um governo iraquiano dominado pelos xiitas, baseado na primazia do aiatolá Khamenei e seus sucessores.”

Formação do governo na Itália

Italian Prime Minister-designate Giuseppe Conte addresses the media to announce his ministers list after a meeting with Italian President Sergio Mattarella at the Quirinale Palace in Rome, Italy, 31 May 2018. Conte formally accepted the appointment of Italian prime minister and submitted his cabinet list to President Sergio Mattarella after almost 3 months of the political election of the 4 March 2018.
ANSA/FABIO FRUSTACI

INTERNATIONAL VIEWPOINT (07/06): “Um novo governo de centro-direita nasceu“, por Communia Network (em inglês)

“O governo Conte é o primeiro governo de uma nova centro-direita italiana. Uma centro-direita que, para ser preciso, deve ser definida como hifenizada – reunindo correntes políticas distintas. A direita está claramente representada e orgulhosamente invocada por Matteo Salvini e em parte pela abstenção de Giorgia Meloni e sua Fratelli d’Italia (Irmãos da Itália), que é a mais coerente e direta órfã do que foi o MSI de Gianfranco Fini (Movimento Social Italiano). ) antes do turno para formar Alleanza nazionale (Aliança Nacional). O centro – que é sui generis porque não é evidente nem reivindicado, mas escondido atrás da fórmula genérica de “nem direita nem esquerda” – é representado pelo M5S (Movimento das Cinco Estrelas) de Di Maio.”

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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