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Clipping Semanal do Observatório Internacional da Fundação Lauro Campos – 09/09

CLIPPING SEMANAL DO OBSERVATÓRIO INTERNACIONAL DA FUNDAÇÃO LAURO CAMPOS – 09/09

Confira nesta edição do Clipping Semanal: os protestos contra a nomeação de Brett Kavanaugh para a Suprema Corte dos EUA, os cortes milionárias de Trump à ajuda para hospitais palestinos, a cúpula fracassada entre Rússia, Irã e Turquia, a condenação de 75 apoiadores da Fraternidade Muçulmana no Egito, a histórica decisão a favor dos direitos LGBT na Índia, a conspiração militar de Trump contra Maduro, a estratégia da China para atrair a simpatia das elites latino-americanas, a decisão judicial contra o Equador no caso Chevron.

A todos uma excelente leitura internacionalista!

Charles Rosa – Observatório Internacional


Caso Kavanaugh

The Guardian (05/09): “Brett Kavanaugh: protestos irrompem no Senado durante audiência para nomeação à Suprema Corte“, (em inglês)

Democratas e ativistas realizaram um ato dramático de desafio contra uma audiência de confirmação do Senado pelo candidato de Donald Trump à Suprema Corte na terça-feira, depois de acusar a Casa Branca de negar documentos importantes em seu registro. A exibição unificada de oposição contra a nomeação de Brett Kavanaugh ocorreu quando ele fez seu primeiro testemunho público no Capitólio, onde legisladores do comitê judiciário do Senado o estão considerando para um assento na mais alta corte dos Estados Unidos.

Cortes contra a Palestina

DW (09/09): “EUA cortam 25 milhões de dólares de ajuda a hospitais que prestarem auxílio a palestinos“, (em inglês) 

Depois de cortar 200 milhões de dólares em ajuda para palestinos, Trump está indo além com os cortes. Agora os EUA se preparam para revelar seu plano de paz entre Israel e Palestina. O governo dos EUA disse que vai redirecionar US $ 25 milhões em ajuda para hospitais que cuidam principalmente de pacientes palestinos. A decisão foi tomada após uma revisão da assistência à Autoridade Palestina na Cisjordânia e em Gaza “para garantir que esses fundos fossem gastos de acordo com os interesses nacionais dos EUA e estivessem fornecendo valor ao contribuinte dos EUA”, segundo o Departamento de Estado dos EUA.

Cúpula entre Rússia, Irã e Turquia

Europa Press (07/09): “A cúpula tripartite entre Rússia, Irã e Turquia termina sem acordo sobre cessar-fogo em Idlib” (em espanhol)

A cúpula tripartite celebrada nesta sexta-feira em Teerã entre os presidentes da Rússia, Turqia e Irã terminou sem um acordo em torno de um possível cessar-fogo na província síria de Idlib, ante uma iminente ofensiva contra a zona, em mãos dos rebeldes. O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, defendeu durante o encontro a possibilidade de declarar um cessar-fogo e argumentou que, ao se conseguir esse acordo, “ter-se-ia adotado o passo mais importante nesta cúpula: dar uma sensação de paz.

Egito

The Guardian (08/09): “Egito sentencia 75 apoiadores da Fraternidade Muçulmana à morte” (em inglês)

Um tribunal egípcio condenou à morte 75 membros proeminentes e afiliados da Irmandade Muçulmana, como parte de um julgamento em massa que incluiu 739 pessoas acusadas após a violenta dispersão de um campo de protesto em apoio ao ex-presidente egípcio Mohamed Morsi em 2013.

Retaliação de Israel ao Paraguai

Infobae (05/09): “Paraguai suspendeu a transferência da embaixada para Jerusalém e Israel decidiu fechar a sua embaixada em Assunção como represália“, (em espanhol)

O Governo paraguaio anunciou hoje o restabelecimento de sua embaixada de Israel em Tel Aviv, revogando assim a transferência para Jerusalém realizada pelo Executivo anterior, que converteu o Paraguai no terceiro país a dar esse passo, depois dos EUA e Guatemala. Como represália, Israel já anunciou que fechará sua embaixada no Paraguai depois do anúncio do Governo de Mario Abdo

Avanço dos direitos civis na Índia

The Independent (06/09): “Suprema Corte da Índia sentencia que sexo gay já não é mais crime em histórico julgamento” (em inglês)

A Suprema Corte da Índia decidiu descriminalizar o sexo gay, em um veredicto histórico e unânime proferido por um painel de cinco juízes que terá um impacto profundo tanto aqui na Índia quanto no mundo. A sala de audiências em Délhi estava transbordando de ativistas LGBT + que lutaram por 20 anos por este momento, e um brado irrompeu quando a notícia veio de dentro de que sexo consensual entre adultos de qualquer gênero não era mais considerado crime.

Brexit

The Independent (06/09): “Reino Unido votaria agora para permanecer na UE, revela nova pesquisa“, (em inglês)

Os britânicos escolheriam permanecer na União Européia se tivessem a opção agora, de acordo com uma nova pesquisa de opinião que mostrou o maior apoio à adesão à União Européia (UE) desde o referendo de 2016. No total, 59 por cento dos eleitores votariam para permanecer no bloco, enquanto 41 por cento optariam por sair, publicou a pesquisa como parte de um relatório acadêmico conduzido pelos órgãos de pesquisa NatCen e o Reino Unido em uma Europa em Mudança.

Avanço da Extrema-direita na Suécia

BBC (06/09): “O voto nacionalista rompe a calma sueca“, (em inglês)

A taxa de desemprego da Suécia é de 6,8%, nível com a média da UE, mas para os cidadãos nascidos no exterior é de 16,2%. Agora, todos os partidos tradicionais da Suécia endureceram seu tom para refletir as preocupações sobre a integração e um aumento nos tiroteios, ataques de granadas de mão e ataques incendiários contra carros em áreas com uma alta proporção de imigrantes.

Investimentos chineses na América Latina

El País (05/09): “China abre a carteira para seduzir elites da América Latina“, (em português)

Sobre um alicerce de investimentos, empréstimos e projetos de infraestrutura consolidado nos últimos 15 anos, a China exerce agora na América Latina uma política destinada a ganhar influência política e reforçar sua presença na região. A estratégia é nova, porque mira âmbitos menos convencionais que o econômico, onde, pelos incentivos que oferece, a China parte quase sempre com vantagem. O rastro da nova política já é perfeitamente visível, pois Pequim está se vinculando ativamente com o mundo acadêmico, os meios de comunicação, o mundo da cultura e a classe política em boa parte dos países do continente.

Conspiração dos EUA contra Maduro

The Guardian (08/09): “Militares dos EUA encontraram militares venezuelanos para discutir golpe contra Maduro“, (em inglês)

O governo Trump manteve reuniões com oficiais militares dissidentes da Venezuela para discutir a derrubada do presidente venezuelano Nicolás Maduro, informou o New York Times no sábado. Um oficial estava na lista de sanções dos EUA, disse o jornal. Autoridades norte-americanas acabaram se recusando a ajudar a conspiração do golpe, disse o Times. Mas a notícia da abertura do governo para se reunir com oficiais militares rebeldes que conspiram para derrubar o governo de Maduro poderia apressar a queda do país sul-americano no caos político.

Equador

El País (07/09): Equador perde o ‘caso Chevron’ e enfrenta agora uma multa milionária“, (em espanhol)

Equador se prepara para assumir uma contundente derrota econômica no longo e controvertido caso Chevron, depois o laudo arbitral que acaba de dar a razão para a petroleira estadunidense. O tribunal arbitral internacional de La Haya faz responsável o país “por negação de Justiça”, por “violação ao princípio de tratamento justo e equitativo”, previsto no Tratado Bilateral de Investimentos firmado com os Estados Unidos, e por descumprimento “dos laudos arbitrais prévios que estabeleciam medidas cautelares”, segundo informou nesta sexta-feira o Governo equatoriano, dentro de um litígio por contaminação ambiental que se prolonga há décadas.

 


ARTIGOS E DEBATES DA ESQUERDA INTERNACIONAL

Irlanda

Rebelion.org (07/09): “Os fundos abutre despedaçam a Irlanda“,  por Michael Byrne (em espanhol)

Até a crise financeira de 2007, os fundos abutre estavam sobretudo associados aos países do Sul e a especulação sobre os mercados das dívidas soberanas. Mas com a explosão das dívidas privadas ligadas à crise, os fundos abutre aproveitaram a oportunidade para recomprar a preço de saldo as dívidas não-pagas para conseguir enormes benefícios a curto prazo na Europa, e especialmente na Irlanda, comprando alguns créditos hipotecários de bancos em quebra e entrando no capital de empresas em dificuldades.

Crise argentina

Rebelion.org (06/09): “O fracasso de Macri e seu laboratório neoliberal”, por Santiago Mayor (em espanhol)

A crise econômica argentina se acelerou nas últimas semanas e levou a Alianza Cambiemos a sua situação mais complicada desde que assumiu o Governo em dezembro de 2015. Tanto pela pressão dos capitais internacionais – através da fuga massiva de divisas que provocou uma desvalorização do peso – como por uma sociedade com um importante nível de organização e mobilização.

Iraque

Viento Sur (08/09): “Secas, guerras, pântanos e corrupção alimentam o descontentamento social“,  (em espanhol)

O Iraque teria necessidade de 50 bilhões de metros cúbicos de água por ano para satisfazer suas necessidades agrícolas, domésticas e industriais, contra os 30 bilhões de hoje. A agricultura, que emprega cerca de 80% da água no Iraque, é a primeira afetada. Somente um terço das terras aráveis do país podem ser exploradas, segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura. A parte da agricultura no emprego iraquiano passou dos 43% para 26% desde 1991, segundo o Banco Mundial.

Esquerda latino-americana e Nicarágua

Viento Sur (06/09): “A esquerda latino-americana e a Nicarágua“, por Iosu Perales (em espanhol)

Com frequência, a esquerda latino-americana caiu num pragmatismo funcional para defender causas indefensáveis sem se atrever a explorar em explicações sem armadilhas que permitam alcançar o conhecimento objetivo da realidade. Por essa razão, tolerou a supressão da liberdade. E tolerou a corrupção e o despotismo de alguns seus líderes, por exemplo de Ortega, em nome da necessidade urgente de aceder ou se manter no poder.

 

Uma nova página para apoiar e construir novas alternativas na América Latina e no mundo, defendendo o poder dos trabalhadores e do povo contra o 1% dos ricos e poderosos, e uma sociedade sem exploração.

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