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Clipping Semanal do Observatório Internacional da Fundação Lauro Campos – 30/09

CLIPPING SEMANAL DO OBSERVATÓRIO INTERNACIONAL DA FUNDAÇÃO LAURO CAMPOS – 30/09

NOTÍCIAS E ARTIGOS DA IMPRENSA INTERNACIONAL

Greve Geral na Argentina

LA NACIÓN (25/09): “Sindicatos da Argentina lançam greve geral de 24 horas contra políticas de ajuste” (em espanhol)

Num clima de tensão social, os sindicatos argentinos realizavam na terça-feira uma greve nacional de 24 horas, a quarta contra as políticas de ajuste do presidente Mauricio Macri, que mantém inativos o transporte público, aéreo e marinho, a educação, os bancos e comércios. A paralisação convocada pela Confederação Geral do Trabalho (CGT) e ao qual se somam os combativos grêmios da Central de Trabalhadores da Argentina (CTA) era acompanhada desde as primeiras horas do dia por cortes de estrada e bloqueios nos acessos à capital realizados por organizações sociais e partidos de esquerda. Os grevistas e manifestantes são contrários às últimas medidas de ajuste aplicadas pelo governo no marco das negociações para concretizar um novo acordo financeiro com o Fundo Monetário Internacional (FMI), ao qual a Argentina percorreu em outras crises e que gera grande desconfiança por sua exigência de cortes do gasto público. Os sindicatos reclamam o fim das demissões e aumentos salariais num contexto de recessão econômica, aumento do desemprego e uma inflação estimada em ao menos 40% para todo o ano.

EL PAÍS (25/09): “Renúncia surpresa do chefe do BC pressiona Macri em dia de greve geral contra o ajuste” (em português)

Mauricio Macri recebe fogo amigo. No meio da turnê para reconstrução da confiança que o levou a se reunir com investidores em Nova York, o presidente argentino se deparou nesta terça-feira com a renúncia do chefe do Banco Central, Luis Caputo. O dirigente, uma pessoa do círculo interno da Macri, alegou “razões pessoais” em um comunicado de três parágrafos divulgado à imprensa minutos antes da abertura dos mercados. A saída de Caputo não só encontrou Macri fora do país, como também se deu às portas de um novo acordo com o Fundo Monetário Internacional, crucial para a Argentina superar a crise econômica que derrubou sua moeda em mais de 50% desde janeiro. Além disso, coincide com uma greve geral, a quarta que os sindicatos peronistas fazem contra Macri, precisamente para protestar contra os ajustes exigidos pelo acordo com o Fundo. O substituto de Caputo à frente do banco emissor será Guido Sandleris, número dois do ministro da Fazenda, Nicolas Dujovne, e um homem-chave nas negociações com o FMI.

TÉLAM (24/09): “Dois procuradores acusam Cristina Kirchner por 913 casos de suborno” (em espanhol)

O procurador Carlos Stornelli solicitou ao juiz Claudio Bonadio que inclua “913 fatos vinculados a presentes”, na acusação à ex-presidenta e senadora Cristina Fernández de Kirchner por supostos desvios em obras públicas, ao apelar nos 42 processos na denominada “caso dos cadernos”.

 

Greve na Costa Rica contra austeridade

EFE (25/09): “Depois de 15 dias de greve, o Governo da Costa Rica insiste em sua reforma fiscal” (em espanhol)

A greve sindical contra um projeto de reforma tributária entrou hoje em sua terceira semana na Costa Rica, enquanto  Governo deste país mantém o diálogo com os sindicatos mas sem deixar de insistir na urgência de que o Congresso aprove a iniciativa. (…) Os sindicatos insistem que IVA afetará mais as classes médias e baixas e que a redução dos aditivos salariais é um golpe para os funcionários públicos que, consideram não são responsáveis pelo déficit fiscal, calculado para 2018 em cerca de 7,1% do PIB.

Crise social na Nicarágua

DW (25/09): “Ao menos 29 menores assassinados em protestos na Nicarágua, segundo uma ONG“, (em espanhol)

Ao menos 29 menores de idade foram assassinados no marco dos protestos contra o Governo do presidente nicaraguense, Daniel Ortega, desde abril do ano passado, informou nesta terça-feira (25/09) a Federação Coordenadora Nicaraguense da ONG que trabalha com as Crianças e a Adolescência (Codeni). “Produto da repressão ao menos 29 meninas, meninos e adolescentes foram assassinados, mais de 60 detidos ilegalmente e 15 adolescentes enfrentam processos judiciais sem cumprir as garantias de lei e violando o Código da Infância e Adolescência”, denunciou essa ONG numa declaração.

Venezuela

El Comercio (25/09): “EUA eleva a pressão sobre Maduro e sanciona sua esposa Cilia Flores” (em espanhol)

Estados Unidos emitiu novas sanções relacionadas com a Venezuela dirigidas à Cilia Flores, esposa de Nicolás Maduro, à sua vice-presidenta e a seu ministro da defesa, segundo um comunicado no site do Departamento do Tesouro. Como consequência destas medidas, foram congelados os ativos que estas pessoas possam ter sob jurisdição dos EUA e foram proibidas transações financeiras com entidades ou pessoas dos Estados Unidos. Entre esses ativos, figura a propriedade de um avião privado Gulfstream 200, localizado na Flórida e com um valor estimado de 200 milhões de dólares, propriedade de Rafael Sarria, suposto testa-de-ferro de Diosdado Cabello.

El País (25/09): “Trump diz que um golpe contra Maduro poderia triunfar e redobra suas sanções” (em espanhol) 

Estados Unidos estreita ainda mais seu cerco a Nicolás Maduro ante sua deriva autoritária. O Departamento do Tesouro anunciou nesta terça-feira novas sanções a um grupo de pessoas do círculo mais íntimo do presidente venezuelano. E o presidente estadunidense, Donald Trump, sugeriu que um golpe de Estado contra Maduro poderia triunfar. “É um regime que, francamente, poderia ser derrotado muito rapidamente se os militares decidem fazer isso”, disse à imprensa na sede da ONU, em Nova York, durante uma reunião com o presidente colombiano, Iván Duque.

Trump na Assembleia-Geral da ONU

The Guardian (25/10): “Trump insta o mundo a rechaçar o globalismo em discurso na ONU que provoca risos” (em inglês)

Donald Trump instou outras nações a rejeitarem o globalismo e abraçarem o patriotismo em um discurso nas Nações Unidas que foi interrompido por risos irônicos de outros líderes mundiais. No decorrer do discurso bombástico, Trump destacou as realizações de sua presidência, atacou os inimigos – o Irã acima de tudo entre eles – e protestou contra o multilateralismo em seu lar espiritual, a Assembléia Geral da ONU (UNGA).

Acusações de assédio contra escolhido de Trump para Suprema Corte

Editorial do NY Times (26/09): “Questões que Brett Kavanaugh necessita responder” (em inglês)

“A América é justa”, disse Brett Kavanaugh na noite de segunda-feira em uma entrevista à Fox News. “Eu quero um processo justo onde eu possa defender minha integridade e limpar meu nome o mais rápido que puder.” Certamente não pode haver dúvida de que a América deveria ser justa. No entanto, apenas uma pessoa que nunca precisou dela na América assumiria que já é. É uma injustiça horrível, por exemplo, que por gerações, um número incontável de garotas e mulheres americanas teve suas vidas “descarriladas” por abuso sexual, para usar o termo de um dos acusadores do juiz Kavanaugh, Christine Blasey Ford, enquanto os meninos e homens que abusou delas – amadurecendo, dizendo a si mesmos que eles deixaram de lado maneiras infantis, fugindo, evitando, esquecendo – indo em direção a carreiras de sucesso e aclamação pública. Também seria injusto se o juiz Kavanaugh for inocente de tal abuso, se ele for um homem completamente honesto e decente, e ainda é finalmente negado um assento na Suprema Corte por causa das alegações contra ele.

Corte de verbas dos EUA para refugiados palestinos

Associated Press (24/09): “Greve na agência de refugiados palestinos por cortes” (em espanhol)

Funcionários da agência de refugiados palestinos em Gaza entraram em greve na segunda-feira em protesto contra cortes no orçamento e recentes demissões. Escolas, clínicas e centros de distribuição de alimentos foram fechados no momento em que os 13.000 funcionários da agência da UNRWA protestavam. Eles ameaçaram intensificar suas medidas de força se a agência não se retratasse de seus cortes orçamentários. Os Estados Unidos, que anteriormente eram o país que mais doou dinheiro à UNRWA, encerraram este ano suas contribuições de 350 milhões de dólares, dos quais a agência ficou com um déficit de 217 milhões.

Rússia entrega mísseis a Síria

El País (24/09): “Rússia entregará mísseis S-300 para Síria como represália pelo ataque de Israel (em espanhol)

A Rússia fornecerá à Síria o sistema antiaéreo S-300 dentro de duas semanas, em resposta ao abatimento de sua aeronave de reconhecimento IL-20, que matou 15 de seus soldados em 17 de setembro. Isso foi anunciado pelo ministro da Defesa, Sergei Shoigú, na segunda-feira, em uma aparição na televisão para explicar a posição russa. As medidas divulgadas pelo ministro equivalem a um estreitamento da colaboração com a Síria, que evoca a relação de aliados existente entre a URSS e Damasco desde 1956.

Protestos na Rússia contra Reforma da Previdência 

The Independent (22/09): “Milhares marcham na Rússia contra aumento da idade de aposentadoria” (em inglês)

Milhares de russos realizaram protestos autorizados em todo o país no sábado, enquanto permanece a raiva quanto ao plano previdenciário do governo. O presidente Vladimir Putin quer aumentar a elegibilidade para uma pensão de aposentadoria estatal de 60 para 65 anos para homens e de 55 para 60 anos para mulheres. Vários milhares de pessoas participaram de uma manifestação em Moscou contra o avião organizado pelo Partido Comunista e outros grupos, sancionados por autoridades municipais.

Partido independentista ilegalizado em Hong Kong 

The Guardian (24/09): “Hong Kong proibiu um partido político, mas nunca vai acabar com o desejo de independência” (por Verna Yu) em inglês

Após meses de condenação de alto nível, o governo proibiu o Partido Nacional de Hong Kong, alegando que a sua posição pró-independência representa uma ameaça à segurança nacional. É a primeira vez que uma organização política é proibida na antiga colônia britânica desde seu retorno ao domínio chinês em 1997. Mas se o governo acha que isso vai esmagar o sentimento pró-independência entre a juventude descontente da cidade, isso seria completamente errado. Pelo contrário, isso apenas marcará o início de uma tarefa muito mais difícil de exterminar o que as autoridades vêem como “forças pró-independência” subversivas.

Autoritarismo nas Filipinas

Al Jazeera (25/09): “Senador crítico a Duterte é detido” (em inglês)

Um senador filipino da oposição que é um crítico voraz do presidente Rodrigo Duterte foi preso em um movimento que foi condenado como perseguição aos opositores do governo. O senador Antonio Trillanes foi preso sob acusações de rebelião fora do prédio do Senado na capital filipina Manila horas depois de um mandado de captura ter sido emitido por um tribunal. A prisão ocorreu após uma revogação feita por Duterte no mês passado de uma anistia concedida a Trillanes em 2010 por seu papel em duas tentativas de golpe em meados dos anos 2000.

Polônia processada pela UE por reforma no sistema judicial

El Mundo (24/09): “Bruxelas leva a Polônia para a Justiça europeia pela reforma na Corte Suprema” (em espanhol)

A margem para impedir que o Governo polonês desmantele o Tribunal Supremo e consiga seu objetivo de submeter o poder judiciário ao Executivo acabou. A União Europeia sabe disso, e apesar dos instrumentos disponíveis serem limitados e nem sempre efetivos, vai tentar fazer uso de todos eles. Nesta segunda-feira, num movimento pouco habitual, a Comissão remeteu o expediente ao Tribunal de Justiça e solicitou medidas cautelares extraordinárias para evitar que Jaroslaw Kaczynski, líder do Lei e Justiça, alcance sua meta e substitua precipitadamente um terço dos juízes.

Marine Le Pen

EL PAÍS (21/09): “Um tribunal ordena uma avaliação psiquiátrica a Marine Le Pen” (em espanhol)

Uma nova estratégia dessa justiça “politizada”, que recebe críticas há algum tempo da líder da ultradireita na França ou um procedimento habitual? Marine Le Pen gritou aos céus ao saber que um tribunal havia lhe ordenado uma avaliação psiquiátrica. O juizado encarregado do caso – investiga-se Le Pen por tuitar várias fotografias de execuções cometidas pelo Estado Islâmico – declarou que é um procedimento habitual para este tipo de delito. Apesar disso, a líder do Reagrupamento Nacional (RN), antiga Frente Nacional, assegurou que não pensa cumprir o mandado.

Labour Party apresenta seu novo programa econômico

EL ESPANOL (25/09): “Jeremy Corbyn em campanha: suas cinco propostas para resgatar o Reino Unido” (em espanhol)

Jeremy Corbyn, decidido a forçar um adiantamento eleitoral no Reino Unido, se dispõe a utilizar a plataforma do congresso anual do partido trabalhista para vender suas promessas eleitorais. Entre os assistentes, a socióloga canadense Naomi Klein e Owen Jones, colunista e referência da esquerda britânica. O objetivo último da cúpula do partido é conseguir a celebração antecipada de eleições gerais e formar um governo trabalhista que assuma as negociações do brexit. “Estamos totalmente preparados”, alertou Corbyn. Está ocorrendo nesta semana em Liverpool o Congresso do Partido Trabalhista. Os mesmos integrantes do partido declararam que o manifesto proposto em 2018 será o mais radical dos últimos anos. O evento suscitou opiniões muito variadas, já que as bases do partido estão debatendo que rumo deve tomar a organização. Para isso, apresentaram diferentes medidas, desde sua postura sobre o brexit até projetos para combater o alcoolismo. Poderia se considerar que o ato foi a apresentação do programa eleitoral de Jeremy Corbyn, interessado que se antecipe as eleições em decorrência da debilidade de May.

ARTIGOS E DEBATES DA ESQUERDA INTERNACIONAL

Paralisação nacional na Argentina

Pagina 12 (26/09): ‘Uma paralisação que não tem preço“, por María Seone (em espanhol)

A paralisação, contundente, pacífica, total, é um limite que nos devolve o valor da liberdade; a esperança de que, como todo saque, deverá terminar para que termine a dor e a angústia de milhões. Neste sentido, os trabalhadores organizados e os partidos populares – que em nosso país sempre demonstraram que são a base de qualquer reconstrução – definiram uma paralisação que dignifica e que é inútil colocar preço.

 

 

 

 

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