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As ruas do Brasil e do mundo exigem saber quem mandou matar Marielle e Anderson

As manifestações ocorridas em todo mundo pela lembrança de um ano do assassinato da vereadora do PSOL do Rio de Janeiro Marielle Franco e de seu motorista Anderson Gomes demonstraram a força do movimento por justiça e da solidariedade internacional aos companheiros e companheiras do Brasil. No atual contexto do governo de extrema-direita de Bolsonaro, lembrar a execução de Marielle e Anderson e exigir o esclarecimento deste crime político é tarefa essencial para garantir a segurança de todos os ativistas e militantes que atuam nas inúmeras lutas políticas e sociais em todo país.

Os desfiles de Carnaval iniciaram uma jornada que sensibilizou grande parte da população brasileira, com escolas de samba e blocos de rua relembrando Marielle e criticando o presidente ideologicamente ligado ao autoritarismo dos setores de segurança, às milícias e aos grupos de extermínio que perseguem a militância de esquerda e operam diretamente o genocídio cotidiano da população negra e pobre nas periferias do Brasil. De norte a sul, a grande festa popular foi marcada pelos protestos contra Bolsonaro e pelo questionamento sobre as motivações do crime contra Marielle e Anderson.

As manifestações do Dia Internacional de Luta das Mulheres deram continuidade a este movimento de contestação, e dezenas de milhares de mulheres tomaram as ruas no 8 de março novamente denunciando os ataques do governo aos direitos das mulheres, novamente tendo Marielle como símbolo de resistência e luta. Os chamados internacionais das mulheres contra o patriarcado e sua opressão ecoaram por todos os estados, concretizando o primeiro amplo movimento de rua contra Bolsonaro e seu governo obscurantista.

A recente prisão de dois ex-policiais militares denunciados como executores do crime tornou ainda mais evidente o caráter político do assassinato da vereadora do PSOL, e as manifestações de 14 de março assumiram como eixo a exigência da resolução total do caso. Em todo país, manifestações políticas e culturais marcaram o triste aniversário da execução, exigindo a verdade sobre o crime e seus mandantes, provavelmente ligados aos milicianos e a altas cúpulas da direita política fluminense.

A solidariedade internacional também é enorme. Em diversos países, companheiros e companheiras se reuniram e também relembraram Marielle e seu legado, sinalizando aos lutadores brasileiros que não estamos sozinhos e nossa luta em todo mundo é uma só. As homenagens foram do Chile à Palestina, dos EUA à Europa, e por todo mundo as demonstrações ocorridas em frente às embaixadas brasileiras amplificaram nossa luta e nossa resistência

O assassinato de Marielle e Anderson foi um crime político. Marielle foi morta por ser uma militante socialista defendendo suas ideias, por ser uma parlamentar do PSOL que denunciou a violência contra a população trabalhadora, por ser uma mulher negra da favela que enfrentou o combate contra poderosos interesses políticos e empresariais das máfias que controlam o estado do Rio de Janeiro através da corrupção e da violência.

A atuação de Marielle como assessora do deputado Marcelo Freixo durante mais de dez anos é elemento essencial para se entender o crime. Desde antes de ser eleita vereadora ela já integrava o combate travado pelo PSOL contra os paramilitares que se dava na trincheira do mandato de Freixo na assembleia estadual. Tal trajetória, bem como as recorrentes ameaças ao próprio deputado e a descoberta do plano para assassiná-lo em dezembro do ano passado, reforçam que o caráter do crime extrapola os limites individuais. Não se trata de um impulso de raiva por parte de profissionais idôneos. Tampouco se trata de um silenciamento individual de Marielle. Foi um crime político cujo alvo foram os que lutam contra as milícias do Rio.

Essas milícias são as expressões armadas de grupos políticos de direita que se fortalecem com o discurso da família Bolsonaro, que já homenageou inúmeros policiais milicianos, e estes grupos armados operam através de ligações escusas com diversos níveis de governo. A forma profissional de sua execução demonstra um grande aparato por trás dos assassinos, e as mobilizações no Brasil não irão terminar até o completo esclarecimento dos mandantes do crime e suas reais motivações.

Seguiremos nas ruas por Marielle e Anderson, contra este governo de extrema direita que estimula e amplia a violência contra os pobres. Seguiremos nas ruas exigindo saber quem mandou matar Marielle e Anderson.

Secretaria de Relações Internacionais do PSOL – 17/03


GALERIA DE FOTOS DE MANIFESTAÇÕES “QUEM MANDOU MATAR MARIELLE E ANDERSON”

Os assassinatos brutais da vereadora carioca Marielle Franco (PSOL) e seu motorista Anderson completaram um ano exato nesta quinta-feira (14/03). Atos e iniciativas em sua memória não deixaram a data cair no esquecimento e o clamor por justiça pôde ser ouvido em diversos cantos do mundo. Somando-se aos que perguntam “QUEM MANDOU MATÁ-LOS”, O Portal da Esquerda em Movimento selecionou e reuniu abaixo alguns dos registros desses eventos. Confira!


AULA INAUGURAL DA REDE EMANCIPA (16/03)

No último sábado (16/03), dezenas de cursinhos populares da Rede Emancipa tiveram suas aulas inaugurais em que Marielle foi homenageada bem como pedidos por justiça se manifestaram.

Rio de Janeiro

São Gonçalo-RJ

São Paulo

Distrito Federal

Belém

Rio Grande do Norte


ATOS PELO BRASIL NO 14-M

Rio de Janeiro

No centro da Rio, a Cinelândia recebeu milhares de pessoas que levantaram as bandeiras defendidas por Marielle em prol dos explorados e oprimidos.

Dezenas de girassóis (a flor preferida de Marielle) foram espalhadas pela escadaria da Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro, local onde ela exerceu seu mandato por um ano e dois meses em defesa dos direitos humanos.

Familiares de Marielle receberam homenagens na Igreja da Candelária durante a missa de um ano de falecimento de Marielle e Anderson.

O Largo do Machado amanheceu com mensagens reivindicando justiça para Marielle.

Porto Alegre

Em Porto Alegre, uma imensa passeata no centro da cidade para destacar que o assassinato de Marielle teve conotação política.

São Paulo

Em São Paulo, milhares de pessoas foram à Avenida Paulista defender justiça para Marielle.

 

Brasília

No Congresso Nacional, deputados organizaram ato em memória de Marielle e cobraram investigações sobre mandante do assassinato.

Ato em Brasília na Praça Zumbi dos Palmares distribuiu 365 placas para recordar um ano de morte de Marielle e Anderson.

 

Belém-PA

Fotos: Klewersom Lima e Gabriela Duarte

Na capital paraense, milhares de pessoas foram ao Mercado de São Brás perguntar: “Quem Mandou Matar Marielle?”.

Campinas-SP

Cerca de 500 pessoas se reuniram, no começo da noite desta quinta-feira (14), para um ato em homenagem a vereadora Marielle Franco (PSOL), assassinada há um ano, juntamente com seu motorista Anderson Gomes. O Largo do Rosário foi simbolicamente renomeado como Praça Largo do Rosário Marielle Franco.

Salvador-BA

Sessão especial no TJ-BA e marcha de mulheres por Direitos Humanos marcaram 1 ano da morte de Marielle Franco em Salvador

Recife-PE

Jardim da Universidade Católica de Pernambuco, na Boa Vista, recebeu ato público em memória da vereadora do Rio de Janeiro Marielle Franco, nesta quinta-feira (14).

Pelotas-RS

Em Pelotas, dezenas de pessoas prestaram homenagem a Marielle e cobraram mais respostas para o seu assassinato.

São José dos Campos-SP

São José dos Campos amanheceu no 14-M com uma mensagem para lembrar este crime e exigir respostas que ainda não foram dadas

Goiânia-GO

Um ato em prol da vida das mulheres foi realizado na noite desta quinta-feira (14) em Goiânia. “14M – Pela vida das Mulheres somos todas Dalvas, Lucienes, Marias e Marielles” colocou em debate a violência contra a mulher, o feminicídio, e marcou um ano do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ).

Belo Horizonte-MG

Na capital mineira, dezenas de pessoas se reuniram na tarde desta quinta-feira (14) embaixo do viaduto de Santa Tereza.


ATOS PELO MUNDO NO 14-M

Estados Unidos da América

Em Boston, Marielle foi duplamente homenageada: na Universidade de Harvard e em frente ao Consulado brasileiro. (Foto: Mariana Paes – @marianapma)

Na Universidade de Princeton, a companheira de Marielle Franco, Mônica Benícia, participou de uma conferência ao lado da filósofa Angela Davis que destacou: “O feminismo negro de Marielle Franco visava transformar o mundo”.

Em Washington DC, em frente à Casa Branca, placas com o nome de Marielle Franco foram erguidas para relembrar suas lutas e exigir o prosseguimento das investigações.

Em Oakland, a sede do consulado brasileiro foi o local escolhido para os ativistas brasileiros manifestarem sua indignação com a falta de respostas para o caso Marielle e contra o descalabro representado pelo governo ultrarrecionário de Jair Bolsonaro.

México

 

Na capital mexicana, grupos de resistência latino-americana reuniram cerca de 200 pessoas para se solidarizar com os brasileiros e gritarem: “Não ao fascismo no Brasil! Justiça para Marielle! Nem uma a menos!”

Argentina

 

Foto: Coletivo Passarinho

O coletivo Passarinho e brasileiros residentes em Buenos Aires espalharam pela capital argentina dezenas de placas homenageando a vereadora carioca. No final da tarde, os manifestantes se concentraram no Obelisco em um ato que contou com a participação da cofundadora das Mães da Praça de Maio (Linha Fundadora) Nora Cortiñas e de diversos movimentos políticos e sociais argentinos.

 

Foto: Emergentes

A estação Rio de Janeiro do metrô de Buenos Aires foi renomeada por um dia como estação “Rio de Janeiro-Marielle Franco” pelos metroviários.

Chile

Em início de sessão no parlamento chileno, deputados da Frente Ampla homenagearam Marielle com um mosaico de papel com a frase: “Hoje somos Marielle”.

Em frente à embaixada brasileira em Santiago, o Movimento Autonomista também indagou: “Quem mandou matar Marielle?!”

Uruguai

  • Na capital uruguaia, manifestantes ergueram placas com o nome de Marielle Franco e estenderam um cartaz com a pergunta: “Quem mandou o vizinho de Bolsonaro matar Marielle Franco?”.

Estado Espanhol

Em frente à embaixada brasileira em Madri, ativistas perguntaram “quem mandou matar Marielle?”.

A prefeita de Barcelona, Ada Colau, prestou uma homenagem a Marielle em suas redes sociais com uma mensagem diretamente endereçada a Jair Bolsonaro, sobre o qual pesam fortes suspeitas de relações com as milícias: “Marielle vai te tirar do poder!”.

Coletivo feminista catalão concretizou um ato-debate em Barcelona para exaltar as bandeiras a trajetória de Marielle Franco.

Palestina

No muro da Cisjordânia também houve homenagem a Marielle Franco.

 

Portugal

Foto: Paula Nunes/Esquerda.net

No Largo do Camões em Lisboa, cerca de 350 brasileiros e portugueses, convocados pelo Coletivo Andorinha levaram seus cartazes e gritos exigindo o esclarecimento total deste crime bárbaro. As relações de proximidade entre o presidente Bolsonaro e as milícias cariocas também foram lembradas com o cântico ““Oi, oi, eu não me engano, o Bolsonaro é miliciano!”.

Foto: Esquerda.net

Na cidade do Porto, a Frente de Imigrantes Brasileiros Antifascistas (FIBRA) do Porto e a Coletiva coordenaram a manifestação que teve início na rua Santa Catarina e culminou num jantar na Associação Cochiló.

Foto: Esquerda.net

Ainda em Portugal, a associação Vozes no Mundo – Frente pela Democracia no Brasil fez a coragem de Marielle ser lembrada na Praça 8 de Maio em Coimbra.

Alemanha

  Em frente à embaixada brasileira em Berlim, dezenas de manifestantes homenagearam a figura da vereadora e cobraram justiça.

Holanda

Foto: Amsterdam pela Democracia – Contra o Golpe

No centro histórico de Amsterdã, ativistas compareceram à Praça Dam exigir que que as autoridades brasileiras impulsionem uma investigação imparcial e conclusiva sobre o caso Marielle. Frases como “Marielle virou semente” estiveram em placas impressas pelo grupo Amsterdam pela Democracia.

Bélgica

A embaixada brasileira em Bruxelas também foi alvo de protestos, com a pichação: “Quem mandou matar Marielle foi o Estado Brasileiro”.

Reino Unido

Em Londres, ativistas fizeram uma vigília para marcar um ano sem respostas conclusivas para o assassinato de Marielle Franco e seu motorista Anderson Gomes.

Austrália

O grupo Melbourne Climate Save organizou um evento na praça em frente à biblioteca central de Melbourne para reivindicar justiça para Marielle.

Itália

Dezenas de ativistas concorreram à Piazza Verdi em Bolonha para recordar que Marielle foi uma semente de justiça social que ainda germina.

A Anistia Internacional protestou em frente à Embaixada brasileira em Roma contra a morosidade do Estado brasileiro em elucidar o crime que vitimou Marielle.

Suíça

Debaixo de muita chuva e vento forte, o Coletivo Grito organizou uma manifestação em Genebra, em que comunicaram: “É imprescindível que o Estado responda a esse homicídio com investigação e justiça. Eles tentaram calar Marielle e eis que agora somos milhares. Os tempos são sombrios mas não duvidem da força das Marias Filipas, Luizas Mahins, Marielles, e dos que se levantaram como os Malês. Não nos calarão!”

Em Berna, capital da Suíça, o símbolo de Marielle Franco também foi rememorado um ano após seu assassinato ainda não devidamente esclarecido.

Canadá

Foto: Ottawa-Gatineau Solidarity with Democracy in Brazil – OGSDB

Em frente ao Parlamento canadense em Ottawa, um grupo de manifestantes levaram cartazes cobrando a identificação dos mandantes do assassinato político de Marielle e Anderson.

França

Em suas redes sociais, a prefeita de Paris, Anne Hidalgo, confirmou que Marielle Franco será nome de uma rua na capital francesa em homenagem à sua luta e a seus ideais de justiça e igualdade social.

 

 

 

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