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NOSSA SOLIDARIEDADE COM O MOVIMENTO POPULAR CHILENO. BASTA DE REPRESSÃO, BASTA DE POLÍTICAS NEOLIBERAIS

Comunicado dos Anticapitalistas

No início da semana passada, foi anunciado o aumento da passagem do metrô em Santiago, um meio de transporte fundamental nesta cidade, que desencadeou uma onda de protestos liderados por estudantes que fizeram um chamado pelas jornadas de “evasão do metrô”. As evasões do metrô foram severamente reprimidas pela polícia dentro dos próprios postos de gasolina, cargas e até tiros. A repressão não apenas desencorajou o protesto dos estudantes, mas também o massificou ao expandi-lo para outros setores.

Dada a continuidade da mobilização nas ruas, na sexta-feira passada, o presidente Sebastián Piñera declarou o estado de emergência na cidade de Santiago e em várias comunas, deixando os militares nas ruas, uma medida que lembra os tempos da ditadura recente de Pinochet O toque de recolher não era decretado no Chile desde 1987. Apesar disso, a mobilização não só não para como também se estende a outras cidades onde também são realizadas evasões e manifestações de metrô.

Dessa forma, há uma mudança nos rumos da mobilização, que se torna nacional , e fica evidente o descontentamento social em face das medidas neoliberais do governo chileno, onde o aumento da passagem do metrô de Santiago é apenas a ponta do iceberg.

A resposta do governo perante o aumento da extensão da mobilização continua sendo uma repressão brutal em todo o território. O toque de recolher está declarado em cinco regiões (Metropolitana, Valparaíso e Biobio, entre outras). Segundo dados oficiais, oito pessoas morreram nos protestos e mais de 200 ficaram feridas, a grande maioria delas na capital, Santiago. A Promotoria Nacional informou que até este domingo existem 1462 detidos.

O povo chileno tem muitas razões para estar na rua após décadas de políticas neoliberais e perda de direitos. Por exemplo, a pilhagem da água, retenção em rios declarados na seca e abastecimento de comunidades que vivem da agricultura e pecuária. A economia extrativista a serviço das multinacionais. O corte do orçamento em saúde que deixa chilenos e chilenos sem assistência cirúrgica nos hospitais devido à falta de medicamentos. O estudante incansável ataca em universidades, etc.

Embora o governo tenha recuado no aumento da passagem do metrô em Santiago, os protestos não cessam e hoje uma greve geral é convocada na segunda-feira, 21 de outubro, o que pode ser um ponto de virada nos protestos no Chile.

Portanto, dos anticapitalistas queremos afirmar:

– Nosso apoio à greve geral de hoje, segunda-feira, 21 de outubro, desejando que seja um sucesso e o começo do fim das políticas neoliberais que assolam o Chile e todo o continente latino-americano.

– O fim da repressão contra o movimento popular chileno com o levantamento do toque de recolher e o estado de emergência. Assim como a liberdade dos manifestantes e a depuração das responsabilidades legais por essa repressão brutal sofrida pelo povo chileno.

Recebam uma saudação fraterna, solidária e internacionalista dos/das companheiras dos Anticapitalistas.

Uma nova página para apoiar e construir novas alternativas na América Latina e no mundo, defendendo o poder dos trabalhadores e do povo contra o 1% dos ricos e poderosos, e uma sociedade sem exploração.

Secretaria de redação

  • Pedro Fuentes
  • Bernardo Corrêa
  • Charles Rosa
  • Clara Baeder