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MNP reclama por sua inscrição

Há 6 meses foi aprovada, como parte das reformas políticas, a lei sobre a inscrição de novos partidos e até agora não saiu o Regulamento nem as planilhas para filiar os 24 000 militantes necessários para se legalizar o partido pela Junta Nacional Eleitoral (JNE).

Apesar dos múltiplos oferecimentos das autoridades competentes não se concretiza a entrega dos insumos necessários para iniciar a campanha de inscrição do MNP e de outros partidos. Ante esta situação o que vai ficando claro é que já não se trata de uma questão administrativa, mas de uma manifesta vontade de demorar e finalmente travar e impedir a inscrição do Novo Peru.

Depois de ver como a máfia laranja fujimorista se recompõe, com a ex-congressista Marta Chávez à frente e com a colaboração da mídia que lhe brinda ampla cobertura, não há dúvida que o poder econômico segue por trás desta manipulação midiática para livrar a cara do fujimorismo e dos corruptos como Chavarry, ex-Procurador-Geral da República. Diga o que disser a presidenta do Instituto Peruano de Administração de Empresas (IPAE), Elena Conterno, tratando de se diferenciar dos empresários que aportaram para a campanha de Keiko Fujimori, o certo é que os grandes empresários de a CONFIEP (principal confederação patronal do Peru) seguirão operando para inclinar a balança em favor do lado que melhor lhes convém. As dilações e travas que encontramos para nossa inscrição é parte disso, sem dúvida alguma.

O grande capital esteve sempre presente nas campanhas eleitorais, por isso é necessário que desde abaixo construamos um poder alternativo, do próprio povo. Disso se trata este esforço que fazemos desde o Novo Peru, agora em acordo com Juntos pelo Peru, para intervir nas eleições complementares ao Congresso.

Esta batalha de 2020 é mais do que uma eleição congressual, é o ponto de partida para as eleições de 2021. Por isso, dissemos que é mais do que uma luta contra os corruptos, que é mais do que uma luta para aprofundar as reformas, que o que está em jogo é como pavimentamos o caminho para disputar o governo. Se não o fizermos bem, nos será cobrada a fatura. A chave começa por nos jogarmos de cabeça para obtermos um bom resultado.

Caso contrário, voltarão os conselheiros de sempre a nos gritar na cara que o melhor a fazer é ir ao centro em busca de um aliado liberal com o qual pactuar um governo de “base ampla” para ter um país com oportunidades “para todos” como disse no CADE Elena Conterno, presidenta de IPAE. Esse seria o fim de um projeto de renovação da esquerda peruana, posto que o que está em jogo como no Chile é arrebatar o governo desse 1% que vem gerindo a seu bel-prazer e colocá-lo a serviço dos 99%, do povo, das grandes maiorias marginalizadas pelo modelo, o regime político e em definitivo pelos próprio sistema.

Por isso, desde o MNP, persistiremos em nossa inscrição, denunciando a demora para implementar a lei de novos partidos e reclamando um tratamento excepcional, posto que os prazos são curtos e não somos responsáveis por isso.

Uma nova página para apoiar e construir novas alternativas na América Latina e no mundo, defendendo o poder dos trabalhadores e do povo contra o 1% dos ricos e poderosos, e uma sociedade sem exploração.

Secretaria de redação

  • Pedro Fuentes
  • Bernardo Corrêa
  • Charles Rosa
  • Clara Baeder