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O CORONAVÍRUS NASCE DA BARBÁRIE

Quando fechamos estas linhas, o número de infectados são ao redor de 243 000 casos em 169 países, e as mortes no mundo giram em torno de 10 000 pessoas, a maior parte na China e Itália; e o surto, já se expandiu para nosso continente.

As estatísticas da Covid-19 são alarmantes, apesar das barreiras e quarentenas de milhões de chineses ou milhares de italianos, não puderam frear sua expansão e há especialistas que afirmam que potencialmente pode chegar a infectar entre enfermos assintomáticos e os que manifestem o desenvolvimento do vírus: 40% da população mundial.

A VERDADEIRA REALIDADE DA CHINA

Os especialistas assinalam que não é casual que este tipo de vírus mutante, que se origina nos animais e contagiam  os seres humanos, se expresse nesta região do planeta. A falta de controles sanitários com relação à manipulação de animais selvagens para sua comercialização massiva é mais grave nesta zona. De fato, existem denúncias de que as autoridades do mercado de Wuhan, onde teria se originado o primeiro contágio, não respeitavam as normas sanitárias do ministério chinês, refletindo a enorme corrupção existente e é moeda cotidiana entre os distintos estamentos burocráticos.

Já para o final de janeiro, quando o vírus já havia cobrado o número de 40 mortos, as autoridades chinesas obrigaram a cidade de Wuhan de 11 milhões de habitantes em quarentena, mas já era demasiado tarde, centenas de milhares de pessoas já haviam transitado ou saído dessa zona, pelo festejo do ano novo lunar. E nem falar das imagens que transcenderam, tratando infectados pelo vírus como se fossem delinquentes.

O vírus desnudou o deficiente sistema de saúde da China, mostrando a opressão e a pobreza que sofrem centenas de milhões de habitantes da segunda potência mundial capitalista e os métodos de sua casta burocrática governante. Este golpe político terá consequências graves, deixando sua economia quase paralisada, e uma grande baixa de suas taxas de crescimento.

O COVID-19 NASCE DA CRISE CAPITALISTA

A pandemia pôs em evidência o colapso dos sistemas de saúde esgotados pela lógica capitalista do lucro, a privatização e o ajuste. Nestas condições não estão preparados para enfrentar o vírus. Apesar do avanço dos tratamentos e das vacinas. A debacle do sistema capitalista, a redução dos orçamentos da saúde, a pobreza e o desastre ambiental – tudo agravado pela falta de informação e prevenção – fazem com que o CORONAVÍRUS SEJA FILHO DA CRISE CAPITALISTA.

Em primeiro lugar, a drástica redução do investimento social público como parte dos programas estruturais de ajuste, tais políticas de corte social, degradaram a infraestrutura dos serviços de saúde, conquistas populares que, como o salário social, a estabilidade laboral, a previdência social, etc. são variáveis de ajuste da crise capitalista em curso.

O FRACASSO DOS GOVERNOS PARA PARAR A PANDEMIA

A resposta dos governos do mundo dão testemunho de seu fracasso e a incapacidade do sistema para salvaguardar a saúde dos povos. Desde a burocracia, a China ocultou informação e mobilizou a força de seu aparato repressivo para tentar minimizar a crise, até o negacionismo anticientífico de Trump e sua retórica racista que apresenta o vírus como perigo estrangeiro. Mas também há outros governos irresponsáveis como o de Bolsonaro, vai contra a tendência mundial de declarar o estado de emergência e promover o isolamento social, Bolsonaro se nega a aceitar a realidade e insiste em que há ‘muita histeria’ com o Covid-19, e mais, declarou nestes dias, que fará uma festa de aniversário junto com sua mulher. Enquanto isso, existe mais de 430 casos e 4 falecidos.

Isso desmascara governos que encobrem com a inação estatal com a inação estatal transferindo a responsabilidade ao povo trabalhador, querendo transferir a responsabilidade de que se propague aos cidadãos e cidadãs. E enquanto os capitalistas fazem enormes negócios enquanto os capitalistas fazem enormes negócios com a ajuda dos governos, nossos povos são postos sob quarentena ou isolamento social, medidas que são necessárias para que não se propague, mas ao mesmo tempo são insuficientes, em nosso país, de 50 contagiados, em 2 dias aumentou para 234 em plena emergência e isolamento. Enquanto isso, crescem as medidas autoritárias que apontam mais para uma contenção social repressiva da crise social que ao distanciamento social preventivo.

ENFRENTAR A CRISE

Primeiramente, é graçasro, es debido tomar consciencia que la crisis capitalista es un verdadero caldo de cultivo para la eclosión de enfermedades emergentes. Confluyen la crisis social, la depredación ambiental. Pero también, la crisis terminal de los sistemas de salud, ahogados por la coexistencia de los «subsectores» privados y la transferencia de recursos hacia estos. Consecuencia también de la implementación de políticas de ajuste estructural y de reducción del salario social y los presupuestos sanitarios, así como la baja inversión en ciencia y tecnología, y la hipertrofia asimétrica del complejo médico industrial, de lucro para las corporaciones farmacéuticas.

Es necesario impulsar la lucha y exigencia de medidas inmediatas frente a la emergencia, necesitamos en primer lugar un shock de inversión en la salud, hay que garantizar que todos las pruebas, tratamientos y vacunas sean completamente gratuitos. Para ello todos los insumos y la infraestructura para combatir la pandemia, Garantizar el reparto gratuito de elementos de prevención y tratamiento.

Que se garanticen licencias con el pago completo del salario y el pago de la totalidad del salario a los trabajadores en cuarentena y que se prohíban despidos. Y una enérgica exigencia que desde el Estado, defienda a los trabajadores y sectores vulnerables antes que a los sectores empresariales, por eso es necesario que el presidente Vizcarra deje de dar luz verde, a mineras, como Las Bambas y Glencore sigan operando, arriesgando las vidas humanas de los obreros.

Subsidios para los trabajadores informales, autónomos y desocupados. Prohibición de desalojos, y soluciones habitacionales inmediatas para las personas sin hogar. Fin a toda persecución a los migrantes, ninguna expulsión y pleno acceso al sistema de salud. Contratación inmediata, con plenos derechos laborales, de todo el personal necesario para el sistema de salud. Hay que eliminar el lucro privado de la salud e impulsar un sistema de salud estatal único, bajo fiscalización ciudadana popular.

Lima, 18 de marzo de 2020

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