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D.C. e Burlington, Sábado, 30 de Maio

Publicado originalmente em The Call

Ontem à noite: confrontos agressivos com a polícia em Washington, D.C.

Bombas de efeito moral, gás pimenta, linhas policiais fortificadas, barricadas montada na Rua I, tijolos pelas janelas dos bancos com grafite “CAPITALISM KILLS”.

Tentativas de retomar o gramado da Casa Branca, não tenho certeza de ter sucesso (eu saí depois de uma debandada particularmente alarmante).

Público muito diversificado, em sua maioria bastante jovem, mas não exclusivamente.

Não planejado, marchando livremente pela rua.

Eu quero mas não vou twitar a seguinte imagem “as pessoas estão aqui”. Onde está trabalho?”

(Escrito por J.)

Mais de 2000 vermontinos reuniram-se e marcharam sobre o Departamento de Polícia de Burlington em protesto contra o assassinato racista de George Floyd nas mãos da Polícia de Minneapolis. O DSA Vermont ajudou a construir os protestos de Burlington, Montpelier e Upper Valley. Outra manifestação está acontecendo em Brattleboro hoje (31 de maio).

Em Burlington, as manifestações foram lideradas pela Black Lives Matter. Em frente à delegacia de polícia, o organizador do BLM Harmony Edosomwan, líder da BLM, vocalizou as reclamações sentidas pelas comunidades de Burlington em relação ao recente uso da força por parte do departamento de polícia e ao alvo das comunidades minoritárias: “O sangue deles está em suas mãos, se você não fizer nada para consertar essa porra de departamento!… Se outra porra de pessoa negra, parda – ou mesmo uma porra de pessoa branca – morrer em uma de suas… mãos…” gritou Edosomwan.

Os líderes da Vermont AFL-CIO promoveram e participaram dos protestos. O presidente da Vermont AFL-CIO (e membro da DSA) David Van Deusen fez a seguinte declaração:

“A Vermont AFL-CIO é solidária com as comunidades negras em todos os Estados Unidos e com todos os povos de cor (em Vermont e não só) que se recusam a aceitar a violência estatal racista e a exploração econômica. O povo tem o direito e a responsabilidade moral e política de se engajar em defesa própria, protesto e rebelião diante da opressão”. Os assassinatos racistas de negros, pessoas de cor e trabalhadores nas mãos do Estado devem acabar por quaisquer meios efetivos necessários”.

(Escrito pro Traven)

(J. e Traven. J. é militante do DSA Metro DC. Traven é presidente do Green Mountain Labor Council (AFL-CIO) e militante do DSA Central Vermont. Os dois são mombros do caucus Bread & Roses do DSA)

Uma nova página para apoiar e construir novas alternativas na América Latina e no mundo, defendendo o poder dos trabalhadores e do povo contra o 1% dos ricos e poderosos, e uma sociedade sem exploração.

Secretaria de redação

  • Pedro Fuentes
  • Bernardo Corrêa
  • Charles Rosa
  • Clara Baeder